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Banco vê a dona do Facebook, Instagram e WhatsApp como uma das empresas mais bem posicionadas para transformar o boom da inteligência artificial (IA) em crescimento de receita

O mercado já sabe que a inteligência artificial (IA) virou prioridade no Vale do Silício. Mas, para o Banco Safra, há uma empresa especialmente bem posicionada para transformar essa corrida tecnológica em dinheiro: a Meta (META). Dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, a big tech estreou na cobertura do banco com recomendação de compra.
O banco estabeleceu preço-alvo de US$ 835 para as ações da companhia até o fim de 2026, o que representa um potencial de valorização de cerca de 36% em relação ao fechamento da última terça-feira (26). Embora a empresa tenha suas ações negociadas na Nasdaq, investidores brasileiros podem acompanhar o papel pela BDR M1TA34 na bolsa brasileira, a B3.
Para os analistas do Safra, Guilherme Bellizzi Motta e Silvio Dória, a Meta ocupa uma posição dominante em um mercado de crescimento estrutural: o de publicidade digital.
“A Meta lidera o mercado de publicidade digital, de crescimento secular, e opera o maior portfólio mundial de plataformas de internet voltadas ao consumidor”, afirmam.
Segundo o banco, os aplicativos da companhia alcançam aproximadamente 3,6 bilhões de usuários diários, o equivalente a mais da metade da população global fora da China.
O Safra destaca que o principal motor da companhia é a monetização do engajamento dos usuários por meio de um sistema de leilão digital em tempo real, no qual anunciantes disputam resultados específicos, como cliques, instalações de aplicativos e compras.
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Segundo os analistas, esse modelo permite à Meta operar uma plataforma escalável, atendendo desde pequenos anunciantes até grandes marcas globais.
Entre os principais pontos positivos da tese do Safra está a exposição da Meta ao mercado global de consumo das famílias, considerado um dos principais motores do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.
Na avaliação do banco, a digitalização da economia e o avanço do e-commerce tornam os investimentos em publicidade online praticamente indispensáveis para empresas que querem manter presença relevante no ambiente digital.
Como líder do setor, a Meta tende a capturar boa parte desse crescimento.
Outro destaque é o papel da companhia como elo central da economia digital, conectando consumidores, criadores de conteúdo e anunciantes em um mesmo ecossistema.
Segundo o Safra, essa estrutura é sustentada por modelos preditivos que se beneficiam diretamente dos avanços em inteligência artificial, ampliando a eficiência dos anúncios e o engajamento nas plataformas.
O banco também vê a IA como uma ferramenta já capaz de gerar impacto relevante no negócio principal da companhia.
Os analistas afirmam que as melhorias nos sistemas de publicidade ajudam a reacelerar o crescimento da receita, enquanto ferramentas internas aumentam a produtividade dos funcionários.
Além disso, o Safra avalia que a capacidade da Meta de redistribuir sua infraestrutura computacional reduz parte das preocupações do mercado em relação a um possível excesso de investimentos em chips e data centers voltados à IA.
O relatório ainda aponta que alguns ativos da companhia seguem submonetizados. Entre eles estão o WhatsApp, o Threads e o Meta Superintelligence Labs, que, na visão do banco, ainda possuem espaço relevante para geração de receita.
Apesar da visão positiva, o Safra ressalta que a Meta continua altamente dependente do ciclo econômico global, já que a maior parte de sua receita vem da publicidade digital.
Em momentos de desaceleração econômica ou de choques externos, empresas tendem a cortar gastos com anúncios, o que pode pressionar diretamente os resultados da companhia.
O banco também chama atenção para a crescente disputa pela atenção dos usuários, envolvendo não apenas redes sociais concorrentes, mas também novas plataformas baseadas em inteligência artificial.
Outro fator de risco relevante está no ambiente regulatório. Por operar globalmente e lidar com grandes volumes de dados pessoais, a Meta permanece no centro de debates sobre privacidade, concorrência, moderação de conteúdo e segurança de menores de idade.
Segundo o Safra, isso aumenta a exposição da companhia a multas, restrições operacionais e mudanças regulatórias, além de potenciais disputas relacionadas ao uso de IA e propriedade intelectual.
O banco destaca ainda riscos ligados à expansão da infraestrutura de inteligência artificial da empresa.
O aumento dos investimentos em data centers e chips torna a Meta mais intensiva em capital e amplia desafios relacionados à execução dos projetos, disponibilidade de energia e condições de financiamento.
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