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Governo federal e Distrito Federal discutem operação de crédito enquanto banco tenta acelerar entrada dos recursos captado

O Banco de Brasília (BRB) anunciou na noite desta quarta-feira (27) mudanças no processo de aumento de capital e prorrogou até 3 de junho o prazo para os acionistas do banco exercerem o direito de preferência na operação. A decisão faz parte da estratégia da instituição para acelerar a aprovação do aporte pelo Banco Central.
O banco também aprovou a possibilidade de homologações parciais ao longo da oferta, sem precisar esperar o fim de toda a captação. Com isso, parte dos recursos levantados poderá entrar no balanço do BRB antes da conclusão definitiva da operação regulatória.
Segundo fato relevante divulgado ao mercado, a medida busca dar mais rapidez ao processo de autorização do aumento de capital junto ao BC. Enquanto isso, a oferta seguirá aberta normalmente, incluindo novas etapas de sobras e rateios para investidores interessados em comprar ações adicionais.
A movimentação acontece em meio à crise envolvendo o Banco Master. Nos últimos meses, o banco estatal do Distrito Federal (DF) passou a enfrentar pressão após as investigações da Operação Compliance Zero apontarem exposição bilionária do BRB a ativos ligados ao Master.
Na terça-feira (26), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a União negocia um acordo com o governo do DF para viabilizar uma operação de crédito ao BRB junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Segundo Durigan, a solução em discussão prevê um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões e deve ser concluída até quinta-feira (28).
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O governo federal também avalia flexibilizar a nota de capacidade de pagamento do governo do DF para permitir a operação, mas sem conceder garantia direta da União. A cobertura do empréstimo deverá ser feita por um sindicato de bancos públicos e privados.
Nesta quarta-feira, Durigan afirmou ainda que uma eventual liquidação do BRB poderia gerar impacto de cerca de R$ 17 bilhões ao FGC, o que ajudou a acelerar as negociações em busca de uma solução para o banco.
O aumento de capital já vinha sendo visto pelo mercado como uma das principais alternativas para reforçar os índices de capitalização do BRB. Em abril, os acionistas aprovaram uma operação que pode movimentar até R$ 8,9 bilhões.
O banco informou ainda que os investidores terão cinco dias úteis para cancelar, ajustar ou manter ordens de subscrição já registradas. Caso não haja manifestação, o BRB considerará mantidas as condições originalmente preenchidas pelos acionistas.
*Com informações do Money Times
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