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Aérea estreia na Nyse American em junho e reforça estratégia para ampliar liquidez e atrair investidores internacionais; papéis deixarão de ser negociados no mercado de balcão norte-americano

A Azul (AZUL3) deu mais um passo para tentar virar a página após a reestruturação financeira. A companhia aérea recebeu aprovação para listar suas ações ordinárias e ADSs (American Depositary Shares, recibos de ações negociados nos Estados Unidos) na Nyse American — antiga Amex (American Stock Exchange).
Segundo fato relevante divulgado pela empresa na noite desta terça-feira (26), a estreia dos ADSs está prevista para 1º de junho de 2026, sob o ticker “AZUL”. Com isso, os papéis deixarão de ser negociados no OTC Markets, mercado de balcão norte-americano.
A movimentação faz parte da estratégia da companhia para recuperar a confiança de investidores estrangeiros depois de anos de forte pressão financeira.
Desde 2024, a Azul vem negociando acordos com credores, arrendadores e fornecedores para reorganizar seu passivo e aliviar a estrutura de capital.
O processo incluiu conversões de dívida, renegociações de contratos de leasing de aeronaves e captações para reforçar o caixa da empresa.
A companhia enfrentou dificuldades em meio à disparada do dólar, ao aumento do preço do combustível de aviação e ao elevado endividamento do setor aéreo brasileiro.
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“A nossa listagem na Nyse American marca um momento decisivo para a Azul, à medida que saímos do nosso processo de reestruturação com uma posição financeira mais sólida”, afirmou o CEO da companhia, John Rodgerson.
A empresa também reafirmou os planos de migrar futuramente para a New York Stock Exchange (Nyse). Segundo a Azul, o chamado “uplist” está previsto para o início de julho de 2026, quando a companhia espera cumprir todos os requisitos exigidos pela bolsa norte-americana.
Além de ampliar a visibilidade da companhia no exterior, a listagem busca aumentar a liquidez dos papéis entre investidores internacionais. A Nyse American costuma funcionar como porta de entrada para empresas que pretendem, mais adiante, acessar o mercado principal da bolsa de Nova York.
As ações da Azul continuarão sendo negociadas normalmente na bolsa brasileira (B3). A empresa informou ainda que os atuais acionistas não precisarão tomar qualquer medida em razão da nova listagem nos Estados Unidos.
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