O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A notícia chega em um momento delicado para a companhia: ela tem caixa para apenas mais 15 dias e já vem adiando tratamentos de seus pacientes por falta de recursos

A Oncoclínicas (ONCO3) acaba de anunciar que deverá reformular todo o seu conselho de administração. Em fato relevante, a companhia de tratamento oncológico anunciou que o presidente do colegiado, Marcelo Gasparino da Silva, pediu renúncia do cargo.
Com ele, saem também todos os demais membros do conselho, já que a eleição ocorreu pelo sistema de voto múltiplo. Nesse sentido, a eleição dos novos membros será deliberada na assembleia geral extraordinária (AGE) convocada para o dia 30 de abril de 2026, disse a companhia.
Em novo fato relevante publicado depois do primeiro anúncio, a empresa disse que o conselho mantém a atividade até a assembleia, quando será renovado.
A notícia chega em um momento delicado para a companhia: ela tem caixa para apenas mais 15 dias e já vem adiando tratamentos de seus pacientes por falta de recursos, segundo relatos.
A Oncoclínicas recebeu três propostas de socorro, que podem ajudá-la a sair do buraco e voltar a comprar medicamentos, essenciais para que os tratamentos oncológicos se mantenham, de acordo com o jornal Valor Econômico. Duas dessas propostas, inclusive, dependiam da renúncia do conselho, de acordo com o jornal.
A Mak Capital, fundo de hedge norte-americano que tem 6,3% da companhia, ofereceu um empréstimo de R$ 100 milhões a R$ 150 milhões, principalmente para manter as compras de medicamentos, diz o jornal.
Leia Também
Como garantia desses empréstimos estão os recebíveis vindos de operadoras de planos de saúde — a Oncoclínicas pediu uma antecipação desses direitos no fim do ano, mas algumas operadoras atrasaram os pagamentos.
Em março, o fundo já havia oferecido um aporte de capital de R$ 500 milhões, mas com uma condição. O fundo pediu a destituição integral do conselho de administração, eleito em janeiro.
A Latache, acionista com 14,62% das ações, elegeu cinco dos sete membros escolhidos. A Mak também exigia a convocação de uma assembleia geral extraordinária (AGE) para discutir a reestruturação da governança da Oncoclínicas.
A Starboard, gestora focada em empresas em crise, também apresentou uma oferta de aumento de capital de R$ 1 bilhão, com conversão de dívida em ações, segundo o Valor.
Esse valor poderá ser até maior, se outros acionistas decidirem não entrar nesse aumento de capital. A ajuda também depende da renúncia do atual conselho de administração.
Em setembro, a gestora já havia demonstrado interesse em uma potencial transação para reestruturação financeira da companhia.
Em carta enviada à Oncoclínicas, afirmou que estaria disposta a adquirir créditos de terceiros contra a companhia no valor de até R$ 1,7 bilhão, com pagamento de 50% do montante, condicionado à compra mínima de R$ 1,5 bilhão.
Já a Porto Seguro (PSSA3) propôs pagar os atendimentos oncológicos dos seus usuários de plano de saúde com mais agilidade. Normalmente, esse pagamento é feito em 90 dias. Mas, como a Porto é a principal pagadora da Oncoclínicas, essa velocidade pode ser essencial para a empresa.
A seguradora também pode injetar até R$ 1 bilhão em capital novo na empresa — operação que envolve a criação de uma nova empresa dedicada às clínicas de oncologia do grupo.
A operação ganhou uma reviravolta, com um novo participante entrando em cena nas negociações: o Fleury (FLRY3), que pretende participar como potencial co-investidor.
O desenho em discussão prevê a criação de uma nova empresa (NewCo), para a qual seriam transferidos os ativos e operações ligados às clínicas oncológicas — o coração do negócio da Oncoclínicas.
A situação financeira está afetando profundamente o dia a dia da rede de tratamento para câncer. Sem caixa para pagar remédios, a Oncoclínicas tem adiado tratamentos de seus pacientes.
Segundo o Valor, cerca de 3 mil pacientes já tiveram seus atendimentos adiados em uma semana. Casos mais graves e urgentes estão sendo transferidos para hospitais parceiros. Médicos também têm deixado a empresa, segundo apuração do InvestNews.
Vale lembrar que a empresa já precisou passar por dois aumentos de capital, em 2023 e 2024, em busca de redução no nível de alavancagem. A última injeção de capital mostrou-se uma faca de dois gumes, com a entrada do Banco Master como um dos maiores acionistas da companhia.
REPORTAGEM ESPECIAL
MINERADORA SOB PRESSÃO
COMMODITIES MISTAS
Conteúdo Empiricus
ANTES DO BALANÇO
FOGUETE NÃO TEM RÉ
FLASHBACKS
PETROLEIRAS
TARIFAÇO DE TRUMP
DISPUTA NA MINERADORA
SEM ANTENAS?
REFORÇO NO BOLSO
MENOS BEBEDEIRA DE JOGO
GANHAR DINHEIRO NÃO É A ÚNICA MISSÃO
GOVERNANÇA
MUDANÇA NO COMANDO
PRÉVIA OPERACIONAL
BIG TECHS
BALANÇO NO RADAR
ADEUS, B3