Petrobras (PETR4) perde quase R$ 100 bilhões em valor do mercado em maio; entenda o que pressionou a estatal
Depois de bater recordes de valor de mercado durante a escalada das tensões no Oriente Médio, a estatal devolveu parte dos ganhos em maio e registrou seu primeiro mês negativo de 2026

Depois de alcançar recordes históricos de valor de mercado durante a escalada das tensões no Oriente Médio, a Petrobras (PETR4) viu parte desses ganhos evaporar em maio. Em um mês, a estatal perdeu R$ 98,1 bilhões em valor de mercado, pressionada pela forte correção dos preços do petróleo em meio ao avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã.
Com a queda das ações, a companhia encerrou maio avaliada em R$ 576,5 bilhões, o menor patamar desde 6 de março.
Os papéis ordinários da Petrobras (PETR3) acumularam baixa de 14,62% no mês, registrando a 11ª pior performance do Ibovespa. Já as ações preferenciais (PETR4) recuaram 14,43% no período.
- Leia também: Petrobras (PETR4) aumenta preço da gasolina e mercado reage. O que analistas enxergam para as ações agora?
Petrobras: da máxima histórica à perda de R$ 98 bilhões
Desde o início do conflito envolvendo o Irã, em 28 de fevereiro, a Petrobras vinha sendo uma das principais beneficiadas pela disparada dos preços do petróleo e pelas incertezas em torno da duração da crise no Oriente Médio.
Nesse intervalo, a estatal alcançou 12 recordes de valor de mercado. O ápice foi registrado em 13 de abril, quando a companhia encerrou o pregão avaliada em R$ 680,1 bilhões.
O cenário começou a mudar em maio, quando os sinais de avanço nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã reduziram os temores sobre a oferta global de petróleo e provocaram uma forte correção nas cotações da commodity.
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Petróleo registra maior queda mensal em anos
O petróleo Brent para agosto, referência global negociada na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, acumulou queda de 17,4% em maio e encerrou a última sessão do mês cotado a US$ 91,12 por barril.
Nos Estados Unidos, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), recuou 16,8% no período, fechando o mês a US$ 87,36 o barril.
Segundo dados da Dow Jones Market Data, o Brent perdeu US$ 19 ao longo de maio, registrando sua maior queda mensal em dólares desde março de 2020. Já o WTI caiu US$ 17, no maior recuo mensal desde novembro de 2021.
A derrocada do petróleo refletiu o otimismo dos investidores com uma possível redução das tensões no Oriente Médio. Você pode conferir os detalhes nesta matéria do Seu Dinheiro.
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