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Reajuste para distribuidoras será quase residual após desconto bancado pelo governo federal; bancos veem redução da defasagem

O reajuste da gasolina anunciado pela Petrobras (PETR4) veio acompanhado de um detalhe que chamou mais atenção do mercado do que o aumento em si: o subsídio bancado pelo governo federal, que ajudará a reduzir a defasagem dos preços em relação ao mercado internacional.
A Petrobras anunciou um aumento de R$ 0,48 por litro no preço da gasolina para as distribuidoras a partir desta sexta-feira (29), movimento que foi bem recebido por analistas do mercado.
Ao mesmo tempo, a estatal concederá um desconto de R$ 0,44 por litro por meio da subvenção criada pelo governo federal para combustíveis. Com isso, o preço médio da gasolina A para as distribuidoras passará de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro, um avanço residual de R$ 0,04 por litro.
Para o Itaú BBA, apesar do reajuste residual para as distribuidoras ser pequeno, o efeito combinado do aumento e da subvenção é positivo para a Petrobras.
“O preço final realizado pela companhia passará para R$ 3,05 por litro, considerando que o subsídio será reembolsado pelo governo federal. Com isso, a defasagem em relação à banda de referência cai de aproximadamente 30% para cerca de 15%”, destacou o banco.
Os analistas ponderam, porém, que o movimento ainda não elimina totalmente a diferença em relação aos preços internacionais, o que pode exigir mais reajustes nos próximos meses.
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O Itaú BBA manteve recomendação de compra para PETR4, com preço-alvo de R$ 64. O valor representa um potencial de valorização de 52,3% em relação ao fechamento de hoje.
O BTG Pactual também avaliou as medidas como positivas para os resultados de refino e para o desempenho financeiro da estatal.
“Esperamos novos movimentos relacionados aos preços dos combustíveis e às subvenções nos próximos dias, especialmente porque os tributos de PIS/Cofins sobre o diesel devem voltar a vigorar em 1º de junho”, afirmaram os analistas do banco, Rodrigo Almeida e Gustavo Cunha.
Segundo o BTG, as ações da Petrobras vinham pressionadas por fatores externos e internos, incluindo notícias sobre um possível acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio, além da venda de ações PETR4 pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Ainda assim, os analistas avaliam que as recentes medidas adotadas pelo governo têm como foco preservar a rentabilidade da Petrobras em meio à volatilidade do mercado.
Com isso, o BTG manteve recomendação de compra para as ADRs da estatal negociadas em Nova York (PBR), com preço-alvo de US$ 25. O valor representa um potencial de valorização de cerca de 33,2% em relação ao fechamento de hoje (US$ 18,77).
Apesar da leitura positiva dos analistas sobre as medidas anunciadas, as ações da estatal não escaparam do mau humor do mercado nesta sexta-feira (29). Os papéis acompanharam a queda dos preços do petróleo no exterior, pressionados pelas expectativas de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã.
As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) fecharam o pregão com queda de 1,20%, a R$ 42, enquanto os papéis ordinários (PETR3) recuaram 1,70%, para R$ 43,73. No acumulado da semana, PETR4 registra baixa de 5,58%, e PETR3 caiu 6,82%.
O Ibovespa também fechou em queda de 0,73%, aos 173.787,49 pontos. No acumulado da semana, o principal índice da bolsa brasileira recua 1,38%, completando sete semanas consecutivas de perdas. Já no mês, a baixa é de 7,23%.
*Com informações do Money Times
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