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ADIADO

Governo de MG pede alterações na privatização da Copasa (CSMG3), que mudará cronograma, e ações caem

As ações da Copasa (CSMG3) lideram a ponta negativa do Ibovespa (IBOV) desde o início do pregão desta quarta-feira (27)

Copasa
Copasa - Imagem: Montagem Seu Dinheiro/Canva/Divulgação

A Copasa (CSMG3) anunciou que sua oferta de privatização sofrerá alterações, após pedidos do governo de Minas Gerais. Em fato relevante divulgado hoje (27) ao mercado, a companhia de saneamento do estado afirmou que "determinadas condições da oferta, conforme constantes do prospecto preliminar e demais documentos da oferta atualmente publicados, serão objeto de alteração".

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As mudanças virão do Comitê de Coordenação e Governança de Estatais. Uma vez aprovadas, as alterações serão refletidas nos documentos que serão oportunamente reapresentados.

"As medidas acima decorrem de instruções do Acionista Vendedor à Companhia", diz o fato relevante. Essas alterações não foram divulgadas.

As ações da Copasa (CSMG3) lideram a ponta negativa do Ibovespa (IBOV) desde o início do pregão desta quarta-feira (27). Por volta de 11h40, CSMG3 caía 7,08%, a R$ 49,49. Mais cedo, os papéis registraram a mínima intradia com recuo de 7,32% (R$ 49,36).

Os papéis também figuram entre os mais negociados da B3. No mesmo horário, CSMG3 movimentava R$ 223,1 milhões em 13,4 mil negócios, sendo o segudo papel mais negociado no mercado brasileiro em dia de baixo fluxo.

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A privatização da Copasa até agora

A oferta de ações da Copasa, hoje controlada pelo governo do estado, foi divulgada no dia 21. A privatização pode superar R$ 9 bilhões e mudar a tese da ação na bolsa.

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O estado de MG prevê a venda do controle ao mercado. O follow-on de desestatização prevê inicialmente a venda de 171.113.881 ações ordinárias detidas pelo governo.

Caso haja forte demanda, a oferta poderá ser ampliada em até 19,1 milhões de ações adicionais — cerca de 11,2% do lote inicial —, levando a transação para além dos R$ 10 bilhões.

Ainda assim, o governo não pretende desaparecer completamente do jogo. A gestão mineira manterá uma golden share — uma ação preferencial especial que garante poder de veto em temas estratégicos, além do direito de indicar membros para os conselhos de administração e fiscal da companhia.

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Recentemente, a disputa por uma fatia de 30% na Copasa ficou mais acirrada.

A Aegea Saneamento e a Itaúsa (ITSA4) informaram na segunda-feira (25) que participam da estrutura societária da Livorno Participações, veículo que apresentou proposta no processo de seleção de investidor de referência.

O resultado dessa seleção, de um investidor ou grupo de empresas que teria até 30% do capital total da empresa de saneamento, seria divulgado hoje.

Os riscos para a privatização

A mudança na oferta e no cronograma é apenas mais um revés da privatização da companhia. O prospecto da oferta cita uma série de riscos jurídicos e políticos que ainda cercam a desestatização da Copasa.

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Partidos como o PT e PSOL questionam no STF a dispensa de um referendo popular para viabilizar a venda da companhia.

Além disso, o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) segue monitorando o processo e mantém um acompanhamento que, em tese, poderia até suspender a operação.

Outro ponto delicado envolve justamente aquilo que o mercado mais quer saber: o preço mínimo aceitável para o governo vender o controle da empresa. Esse valor permanece sob sigilo.

Na prática, isso significa que, se a demanda dos investidores no bookbuilding vier abaixo do piso estabelecido pelo estado, a oferta pode simplesmente ser cancelada, empurrando novamente o projeto de privatização para a gaveta.

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Com Money Times

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