Movida (MOVI3) levanta R$ 3,5 bilhões com ajuda do Banco Mundial e encerra gestão das dívidas de 2026
Locadora diz ter alcançado os melhores níveis de alavancagem, custo e prazo médio da dívida em três anos

A Movida (MOVI3) virou a página das dívidas que vencem em 2026 e começou o ano reforçando o caixa. A locadora de veículos informou na quinta-feira (5) que levantou R$ 3,5 bilhões nos dois primeiros meses de 2026, em operações nos mercados brasileiro e internacional, e concluiu a reorganização das dívidas que estavam para vencer.
Ela tinha R$ 2,72 bilhões em dívidas para serem pagas em 2026. Agora, com essa captação, deverá pagar apenas R$ 228 milhões. O restante foi reorganizado em vencimentos mais longos, com concentração dos pagamentos entre 2029 a 2031.
Os investidores reagiram bem à notícia. Por volta das 12h25 (de Brasília), as ações da Movida subiam 0,77% no Ibovespa, cotadas a R$ 13,07. Em um ano, MOVI3 acumula alta de quase 265%.
Uma das principais transações da Movida teve como parceira a International Finance Corporation (IFC), braço do Banco Mundial, que estruturou um pacote de financiamento voltado à renovação da frota com veículos de menor emissão de carbono.
Segundo o CEO da locadora, Gustavo Moscatelli, a captação reflete o compromisso e responsabilidade com a gestão de capital e com a agenda de eficiência e sustentabilidade da companhia.
"Ao estruturar essa operação com a IFC e outros financiadores internacionais, reforçamos nossa visão de longo prazo: promover uma mobilidade mais sustentável e gerar valor consistente para nossos acionistas e para a sociedade", afirmou Moscatelli ao Seu Dinheiro.
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Estratégia da Movida
A captação de US$ 235 milhões reuniu recursos próprios da IFC e de bancos estrangeiros que passaram a se relacionar com a Movida a partir dessa operação, ampliando a base de credores internacionais da empresa.
A locadora também ressaltou que todas as dívidas estão protegidas por swap para reais, em linha com a política de não carregar risco cambial.
O resultado, segundo a companhia, foi a chegada aos melhores níveis de alavancagem, custo médio e prazo médio da dívida dos últimos três anos, com reflexos positivos para o balanço e a geração de caixa.
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