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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

SINAIS DE VIRADA?

Gol melhora, mas ainda não decola: prejuízo cai 72% e chega a R$ 1,4 bilhão no 4T25; veja os destaques do balanço

Com Ebitda positivo e alavancagem em queda, aérea tenta deixar para trás fase mais aguda da crise; confira os números do trimestre

Camille Lima
Camille Lima
31 de março de 2026
11:22 - atualizado às 11:23
gol goll4 companhia aérea avião
Imagem: Facebook/GOL Linhas Aéreas

A turbulência ainda não ficou para trás, mas, aos poucos, a Gol começa a dar sinais de que conseguiu estabilizar a aeronave. A companhia aérea encerrou o quarto trimestre de 2025 (4T25) com um prejuízo líquido de cerca de R$ 1,39 bilhão

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O número ainda pesa, mas representa uma redução expressiva de 72,7% em relação às perdas de R$ 5,11 bilhões no mesmo período de 2024.  

Em paralelo, o Ebitda (indicador usado para mensurar o potencial de geração de caixa operacional de um negócio) voltou ao campo positivo, alcançando R$ 1,6 bilhão — uma reversão significativa frente ao resultado negativo de R$ 443 milhões de um ano antes.  

No critério recorrente, o Ebitda cresceu 17,1%, para R$ 2,096 bilhões. Já a margem Ebitda recorrente ficou em 34,4%, alta anual de 1,9 ponto porcentual (p.p). 

O faturamento da Gol também deu sinais de melhora no fim de 2025. A receita líquida avançou 10,5% no quarto trimestre em comparação com o mesmo período de 2024, para R$ 6,1 bilhões. 

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Por outro lado, indicadores importantes de rentabilidade por unidade ainda mostram pressão: 

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  • receita por assento ofertado por quilômetro (RASK) caiu 4,5%, para R$ 0,46; e 
  • receita de passageiros por assentos-quilômetro oferecidos (PRASK) recuou 3,3%, para R$ 0,42. 

Vale lembrar que a Gol se despediu oficialmente da bolsa brasileira na última sexta-feira (27), encerrando um ciclo conturbado para a aérea e dando início a uma nova fase sob uma estrutura societária simplificada. 

Como anda a dívida da Gol (GOLL54)? 

Se há um ponto em que a melhora da Gol fica mais evidente, é no balanço de endividamento

alavancagem — medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda recorrente — fechou o trimestre em 3,2 vezes, praticamente estável em relação ao 3T25, mas quase a metade do nível registrado um ano antes, de 6,1 vezes. 

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Segundo a aérea, a redução reflete “uma importante reestruturação concluída ao longo do ano e da disciplina financeira e operacional da companhia”.  

A empresa atribui a melhora a uma combinação de fatores: renegociações no processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11), nova estrutura de capital, ajustes contábeis e um desempenho operacional mais consistente. 

Mesmo assim, o tamanho absoluto da dívida ainda chama atenção, como você pode conferir a seguir: 

  • Endividamento líquido: R$ 20,42 bilhões (- 31,9% a/a); e 
  • Dívida bruta total: R$ 26,3 bilhões (- 24,4% a/a). 

Custos sob controle, até certo ponto 

Do lado das despesas, o cenário ainda exige cautela. Os custos e despesas operacionais subiram 13,1% na comparação anual, totalizando R$ 4,84 bilhões no trimestre.

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Segundo a Gol, parte dessa alta está ligada a fatores não recorrentes e estratégicos, como: 

  • Devolução de aeronaves; 
  • Custos de manutenção; 
  • Programa de recuperação da frota; e 
  • Expansão operacional. 

Ainda assim, há um ponto positivo: o custo por assento-quilômetro ofertado (CASK) caiu 2,3% na base anual, indicando ganho de escala e diluição de custos no período. 

Leia também: Voar vai ficar (ainda) mais caro: alta do petróleo afeta passagens aéreas, diz presidente da Gol (GOLL54) 

O retrato de 2025: menos prejuízo, mais geração de caixa 

No consolidado do ano, a fotografia é ainda mais clara. A Gol encerrou 2025 com prejuízo líquido de aproximadamente R$ 1,3 bilhão, uma evolução de 78,5% em relação às perdas de 2024.  

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Já o Ebitda saltou de R$ 1,6 bilhão no anterior para R$ 4,8 bilhões em 2025. No critério recorrente, o indicador registrou avanço de 30,5%, somando R$ 6,4 bilhões, 10% acima das projeções financeiras para 2025.  

A margem Ebitda recorrente chegou a 29%, crescimento anual de 3,3 pontos porcentuais. 

Por sua vez, a receita líquida total subiu 15,5% em 2025 em relação ao ano anterior, para R$ 22,1 bilhões.

O fim de um ciclo: Chapter 11, reestruturação e saída da bolsa 

Os números do 4T25 vêm acompanhados de uma transformação estrutural na Gol. A saída da aérea da bolsa brasileira na semana passada marcou o capítulo final de um processo turbulento que começou com o pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, via Chapter 11. 

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A operação faz parte de uma reorganização societária após a saída da RJ nos EUA, oficializada em junho do ano passado, e vem na esteira de uma série de movimentos estratégicos — incluindo uma tentativa de fusão com a outra empresa aérea Azul

Como parte da reorganização, a companhia promoveu a incorporação da Gol Investment Brasil (GIB) pela Gol Linhas Aéreas S.A. (GLA), simplificando a estrutura societária e concentrando operações em uma empresa de capital fechado. 

No fim de fevereiro, a Gol anunciou a conclusão da liquidação financeira da oferta pública de ações (OPA), com a GIB passando a deter cerca de 99,95% das ações preferenciais da empresa. 

Para os minoritários que optaram por não vender suas ações no leilão, houve uma janela para os investidores se desfazerem dos papéis até a última quarta-feira (25) pelo mesmo preço da OPA, corrigido pela Selic. 

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*Com informações do Estadão Conteúdo e do Money Times. 

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