Voar vai ficar (ainda) mais caro: alta do petróleo afeta passagens aéreas, diz presidente da Gol (GOLL54)
O presidente-executivo da companhia aérea Gol (GOLL54), Celso Ferrer, afirmou que alta do petróleo deve ser repassado aos preços das passagens

A Gol mal saiu de sua reestruturação e já enfrenta um novo problema. O valor internacional do petróleo irá aumentar o custo da companhia, que deve repassar esse valor ao preço da passagem aérea.
O presidente-executivo da companhia aérea Gol (GOLL54), Celso Ferrer, afirmou que o setor aéreo brasileiro tem recursos para enfrentar a alta do preço do petróleo gerada pela guerra no Oriente Médio e que repasses aos preços das passagens devem ocorrer.
“Tem muita volatilidade no mercado. No curtíssimo prazo a empresa está preparada para lidar com esses choques, que impactam todas as companhias que têm um certo nível de tolerância para absorção de custo”, disse Ferrer durante evento à Reuters.
“Temos várias ferramentas, mas é natural ter algum repasse (para o preço das passagens)”, disse o executivo à Reuters.
No começo de março, a Petrobras elevou o preço do querosene de aviação em 9,4% diante da alta do barril do petróleo no mercado internacional gerada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã. A estatal é responsável por 75% do diesel vendido no Brasil.
Ferrer garantiu que a alta dos preços dos combustíveis não atrapalha o plano de expansão internacional da Gol, que usará o aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, como hub para novos voos de longa distância.
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“Isso não se confunde com nosso plano de longo prazo”, disse o executivo, afirmando que enquanto a Gol quer expandir o número de aviões da Airbus em sua frota, ainda tem 85 jatos da Boeing para receber nos próximos anos.
Vale lembrar que, nos últimos anos, a Gol atravessou uma tempestade quase perfeita: o impacto da pandemia sobre o setor aéreo, a disparada do dólar — que pressiona custos que são dolarizados —, a escalada do preço do combustível e um ambiente de crédito mais restritivo.
A companhia recorreu ao Chapter 11, o mecanismo de recuperação judicial dos Estados Unidos, para reorganizar suas dívidas e ganhar fôlego. Em fevereiro, a controladora da Gol concluiu a sua OPA, a compra das ações para retirar a aérea da bolsa brasileira.
Com Money Times
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