O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Depois de cair cerca de 25% neste ano, o roxinho pode estar perto de um ponto de virada; veja por que o banco manteve recomendação de compra

Depois de perder cerca de 25% do valor em Nova York desde o início do ano, o Nubank (ROXO34) entrará na próxima temporada de balanços cercado por dúvidas.
O aumento das provisões no primeiro trimestre reacendeu preocupações com a qualidade da carteira de crédito e fez parte do mercado questionar se a fase de crescimento acelerado da fintech estaria perdendo força.
Para o UBS BB, porém, esse pessimismo pode estar exagerado. Na visão dos analistas, o segundo trimestre de 2026 tem potencial para marcar um ponto de virada na tese de investimento do Nubank.
A avaliação se sustenta em três fatores principais: uma ação negociada nos menores múltiplos dos últimos anos, expectativa de melhora nos resultados operacionais e um possível impulso vindo do Novo Desenrola, programa que pode acelerar a recuperação de créditos já considerados perdidos.
Por isso, os analistas mantiveram a recomendação de compra para os papéis e o preço-alvo de US$ 16,90, enxergando espaço relevante de valorização, próxima de 28%, caso o próximo balanço confirme a mudança de cenário.
Na visão do UBS BB, a forte correção das ações do Nu abriu uma oportunidade que não existia há bastante tempo.
Leia Também
Depois da queda acumulada no ano, o Nubank passou a negociar a cerca de 15 vezes o lucro projetado para 2026 e 12 vezes o estimado para 2027.
Para os analistas, esses múltiplos parecem incompatíveis com uma empresa que continua entregando crescimento elevado e rentabilidade superior à de diversas fintechs globais.
"O Nubank apresenta um desconto significativo em relação a outras fintechs e empresas de pagamentos, apesar de combinar maior lucratividade com ritmo semelhante de crescimento dos lucros", afirmam os analistas, em relatório.
Em outras palavras, o UBS BB acredita que o mercado passou a precificar um cenário excessivamente pessimista após o balanço do primeiro trimestre.
Embora o aumento das provisões tenha dominado as atenções no início do ano, o UBS BB chama atenção para um indicador que segue caminhando na direção oposta: a margem financeira (NIM).
No primeiro trimestre, ela atingiu 21,1%, o maior nível da história da companhia, e os analistas acreditam que ainda há espaço para expansão.
Isso porque, segundo o UBS BB, o Nubank ainda possui ampla capacidade para transformar depósitos em crédito, mantendo uma relação empréstimos/depósitos inferior à dos grandes bancos brasileiros.
Além disso, a operação no México finalmente virou lucrativa — registrando lucro de US$ 14 milhões no primeiro trimestre — e vem reduzindo rapidamente seu custo de captação.
Outro ponto que sustenta a tese é que a fintech do cartão roxinho continua ampliando sua participação no crédito pessoal sem garantia, segmento de maior rentabilidade e no qual os bancos tradicionais seguem mais conservadores.
“O mix de crédito deve favorecer as margens, já que empréstimos sem garantia continuam ganhando participação e concorrentes estão mais cautelosos nos principais segmentos onde o Nu atua”, avaliam os analistas.
Na leitura do UBS BB, esses fatores devem continuar sustentando a expansão das margens ao longo dos próximos trimestres.
Para o UBS BB, outro catalisador para o Nubank é o Novo Desenrola. Depois que o aumento das provisões pressionou os resultados do primeiro trimestre, o UBS BB acredita que o programa de renegociação de dívidas pode produzir o movimento contrário.
Segundo o banco, o Nubank se tornou o principal participante do programa, respondendo por aproximadamente 32% das operações realizadas.
Até agora, foram mais de 400 mil renegociações, somando R$ 746 milhões, volume superior ao registrado pelos três maiores bancos privados brasileiros juntos.
Para os analistas, essa liderança pode acelerar a recuperação de créditos já baixados para prejuízo (written-off), gerando um impacto relevante sobre os resultados do segundo trimestre.
Caso o programa alcance cerca de R$ 40 bilhões em renegociações em todo o sistema financeiro, o UBS BB estima um efeito potencial de até R$ 2,4 bilhões no lucro antes dos impostos (EBT) do Nubank, já que o Nu possui cerca de 30% de participação no programa.
Mesmo reconhecendo que a qualidade da carteira continuará sendo acompanhada de perto pelo mercado, o UBS BB acredita que o pior momento do Nubank pode ter ficado para trás.
Os analistas projetam lucro líquido de US$ 988 milhões no segundo trimestre — cerca de 3% acima do consenso de mercado e 13% superior ao registrado pelo Nu no trimestre anterior.
Na visão do banco, grande parte das preocupações com o custo do risco já foi incorporada aos preços das ações. Se os indicadores de inadimplência começarem a mostrar melhora, o próximo balanço pode funcionar como o catalisador que faltava para mudar novamente o humor dos investidores.
Conteúdo Market Makers
NÃO CURTIU
RESILÊNCIA SEM DINHEIRO FÁCIL
CLIMA DE COPA DO MUNDO
PROBLEMAS OPERACIONAIS
JOGOU A TOALHA
MAIS UMA PARA A LISTA
PROVENTOS NO HORIZONTE
SINAL VERMELHO
NA MIRA DA PF
DISPUTA PELO COMANDO
DÍVIDAS PREMIUM
COMBUSTÍVEIS
COMEÇOU
DESTAQUES DA BOLSA
QUEM VAI FICAR COM A MOTIVA?
REESTRUTURAÇÃO DE DÍVIDAS
NA COLA DOS SUSPEITOS
BLINDAGEM TEMPORÁRIA