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Banco sustenta rentabilidade de 26,7% e amplia negócios em crédito, gestão de recursos e banco de investimento

O BTG Pactual (BPAC11) encerrou o segundo trimestre de 2026 (2T26) com lucro líquido ajustado de R$ 5,1 bilhões, avanço de 22,6% em relação ao mesmo período do ano passado e de 6,9% frente ao trimestre anterior.
O resultado veio acima das expectativas do mercado, que projetava um lucro médio de R$ 4,857 bilhões, segundo o consenso compilado pela Bloomberg.
A rentabilidade também permaneceu em alta no trimestre. O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE, na sigla em inglês) ficou em 26,7% no trimestre, recuo de 0,5 ponto percentual (p.p.) em relação ao mesmo período de 2025.
Apesar da contração, o BTG continua operando com uma rentabilidade superior à de seus principais pares privados. Para efeito de comparação, o Itaú Unibanco (ITUB4) encerrou o trimestre com ROE de 24,2%.
O resultado do BTG mais uma vez foi sustentado por um conjunto amplo de negócios.
Em vez de depender de uma única linha para impulsionar o balanço, o banco manteve o desempenho distribuído entre as diferentes franquias — do crédito à tesouraria, passando por banco de investimento, gestão de recursos e operações com pessoas físicas.
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A receita total do BTG atingiu R$ 10,37 bilhões, alta de 16% em relação ao segundo trimestre de 2025 e de 4% na comparação com o trimestre anterior.
Na divisão de Corporate Lending & Business Banking, que concentra as operações de crédito e serviços para empresas, a receita chegou ao novo recorde de R$ 2,5 bilhões, crescimento de 19% em 12 meses.
Uma frente que vem ganhando espaço no balanço do BTG é a de Consumer Finance & Banking, que reúne as operações voltadas a pessoas físicas. A área gerou R$ 1,54 bilhão em receitas no 2T26, salto de 74% em um ano e de 37% na comparação trimestral.
Outras divisões que contribuíram para o resultado foram as áreas de Asset Management, Wealth Management & Personal Banking e Interest & Others, que mantiveram a expansão das receitas neste trimestre.
Na contramão da boa toada, o Investment Banking voltou a sofrer no trimestre, registrando uma receita de R$ 421 milhões, um tombo de 46% em relação ao mesmo período do ano passado e de 33% frente ao primeiro trimestre de 2026.
Segundo o BTG, a performance reflete o "ambiente mais desafiador para o mercado de capitais", com menor atividade no mercado de dívidas (DCM). Ainda assim, o banco destaca que foi a única instituição latino-americana a participar do grupo de coordenadores da oferta pública de ações (IPO) da SpaceX, a maior oferta de ações da história.
Já a área de Sales & Trading, que reúne as operações de tesouraria, teve leve queda de 3% nas receitas na comparação anual, para R$ 1,85 bilhão.
*Conteúdo em atualização.
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