O terceiro maior lucro da história: a combinação que garantiu o resultado da Petrobras (PETR4) no 2T26
O desempenho perde apenas para os resultados do quarto trimestre de 2020 e do segundo trimestre de 2022, de acordo com levantamento da Elos Ayta

Quem olha para a queda de 3% das ações da Petrobras (PETR4) na sexta-feira (7) vê apenas um recorte do que a estatal apresentou na reta final da semana que acabou. O quadro todo mostra um pódio, com o lucro do segundo trimestre entre os três maiores da história da petroleira.
O lucro líquido de R$ 52,4 bilhões entre abril e junho deste ano deixou as projeções mais otimistas do mercado para trás e garantiu à Petrobras o terceiro maior lucro trimestral nominal já registrado pela companhia, ficando atrás apenas dos resultados do quarto trimestre de 2020 e do segundo trimestre de 2022.
Segundo um levantamento realizado pela consultoria Elos Ayta, com base na série histórica dos balanços da estatal — valores nominais, sem ajuste pela inflação —, a medalha de bronze conquistada no segundo trimestre consagra um período rentável para a empresa.
| Posição | Período | Lucro Líquido (R$) |
|---|---|---|
| 1º lugar | 4º Trimestre de 2020 | 59,9 bilhões |
| 2º lugar | 2º Trimestre de 2022 | 54,3 bilhões |
| 3º lugar | 2º Trimestre de 2026 | 52,4 bilhões |
O desempenho do segundo trimestre coroou um primeiro semestre memorável para os acionistas. No acumulado dos primeiros seis meses de 2026, a Petrobras já acumula um lucro líquido de R$ 85,1 bilhões.
Para se ter uma dimensão do ritmo atual, esse valor equivale a 77,3% de todo o lucro obtido pela petroleira ao longo do ano de 2025, quando reportou R$ 110,1 bilhões. Na prática, a estatal precisou de apenas metade do tempo para quase igualar todo o resultado financeiro do ano passado.
Leia Também
A combinação explosiva por trás do resultado
Para alcançar esse patamar histórico, a Petrobras contou com um coquetel de fatores internos e externos favoráveis. Segundo a CEO da estatal, Magda Chambriard, quatro pilares sustentaram essa performance impressionante no período:
- Produção recorde de petróleo: alta eficiência operacional no campo do pré-sal;
- Eficiência e gestão: otimização de custos operacionais nas refinarias e na cadeia logística;
- Redução do endividamento: menor impacto das despesas financeiras sobre o resultado final;
- Barril acima de US$ 100: preços elevados da commodity no mercado internacional ao longo do trimestre.
Além da eficiência da porta para dentro, a Petrobras colheu os frutos de um cenário internacional conturbado. A alta do petróleo no período foi impulsionada pela intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio, em especial decorrentes do escalamento do conflito envolvendo os Estados Unidos e o Irã.
A escalada bélica elevou o prêmio de risco sobre a oferta global da commodity, mantendo as cotações do barril de Brent firmes acima dos três dígitos, o que expandiu drasticamente as margens e a rentabilidade de grandes produtoras globais como a Petrobras.
Por que as ações da Petrobras caíram?
Apesar do desempenho acima das projeções mais otimistas, as ações da Petrobras encerraram a sexta-feira (7) em queda.
As preferenciais PETR4 recuaram 2,99%, a R$ 40,87, enquanto as ordinária PETR3 recuaram ainda mais: -3,42%, a R$ 45,69.
O dado que explica as perdas também veio na explicação dos executivos da estatal sobre dividendos extraordinários. Segundo o diretor financeiro da companhia, o lucro recorde não vai resultar na distribuição adicional de proventos aos investidores até o final do ano.
A prioridade, segundo Fernando Melgarejo, é investimento rentável seguido de uma gestão ativa da dívida da companhia.
PROVENTOS
Mais de R$ 600 milhões aos acionistas: confira quem tem direito a receber o JCP da Localiza (RENT4)
22 de setembro de 2026 - 19:27TERMÔMETRO DAS ELEIÇÕES
O mercado já escolheu seu cavalo eleitoral? Banco do Brasil (BBAS3) dispara 26% na bolsa, mas a conta não fecha só com as urnas
22 de setembro de 2026 - 17:03UM BOM NEGÓCIO?
Santander quer comprar seu papel SANB11 — mas o que o minoritário ganha ao trocar as ações por BDRs?
22 de setembro de 2026 - 14:16EXPANSÃO
Vale (VALE3) compra 30% da Ligga por R$ 972,36 milhões e prevê expandir capacidade em quatro vezes; qual o plano da mineradora?
22 de setembro de 2026 - 14:01ABRE E FECHA
JBS (JBSS32) fecha capital e J&F quer ser aberta no Brasil: o que muda para o investidor em ações e debêntures na B3
22 de setembro de 2026 - 11:43DE A PARA B
Entre JBS e J&F: o xadrez financeiro dos irmãos Batista na B3
21 de setembro de 2026 - 19:37PREPAREM O BOLSO
Dividendos e JCP: empresas anunciam mais de R$ 600 milhões aos acionistas; saiba quem paga e quando receber
21 de setembro de 2026 - 19:13SINERGIAS
Fusão com a Afya pode turbinar lucro da Yduqs (YDUQ3) e deixar ação mais barata, segundo Itaú BBA; veja o possível prêmio
21 de setembro de 2026 - 17:41A PENEIRA DOS BANCÕES
Itaú, Bradesco ou Banco do Brasil: BofA escolhe seu favorito na B3 — e deixa uma ação de escanteio
21 de setembro de 2026 - 15:57ALÉM DAS FRONTEIRAS
Petrobras acena com descobertas de gás na Colômbia. Aonde a estatal quer chegar?
21 de setembro de 2026 - 14:04ACESSO AO MERCADO DE CAPITAIS
J&F, dos irmãos Batista, pede registro de companhia aberta na CVM: entenda o plano da gigante para ser mais que uma holding
21 de setembro de 2026 - 11:04MAIS UM PASSO
Braskem (BRKM5) vai deixar a B3? CVM dá sinal verde para OPA. Saiba o que isso significa para os acionistas minoritários da petroquímica
21 de setembro de 2026 - 10:42MARGEM EQUATORIAL
Petrobras (PETR4) e MPF entram em briga pela exploração de petróleo na Foz do Amazonas. Qual é o impasse?
21 de setembro de 2026 - 10:29ENTREVISTA EXCLUSIVA
Bradesco (BBDC4) está prestes a receber R$ 10 bilhões para crescer, mas não vai acelerar: “Não queremos voo de galinha”, diz CFO
21 de setembro de 2026 - 6:15COMPRA OU VENDER
Vale (VALE3) no olho do furacão? CEO da mineradora abre o jogo; Citi e Itaú BBA dizem o que você deve fazer com a ação
20 de setembro de 2026 - 13:33MERCADO USA A RÉGUA ERRADA?
Citi sobe o preço-alvo de BTG Pactual (BPAC11) e vê espaço para ação se descolar dos bancões
19 de setembro de 2026 - 16:55VAI PINGAR POR AÍ?
Porto (PSSA3), Totvs (TOTS3) e Fleury (FLRY3) colocam R$ 636 milhões em JCP no radar; veja quem tem direito
19 de setembro de 2026 - 15:47QUEM ESCOLHE QUEM FISCALIZA?
Perto do dono, longe da autonomia? O dilema da independência nos conselhos das empresas da bolsa
19 de setembro de 2026 - 12:38POR DENTRO DO NEGÓCIO
Cheque bilionário do Itaú (ITUB4) para a Eztec (EZTC3) deve impactar mercado de escritórios em São Paulo
18 de setembro de 2026 - 18:34PISOU NO FREIO