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A CSN pretende utilizar os recursos do empréstimo para refinanciar dívidas existentes no curto e médio prazo; venda da CSN Cimentos foi dada como garantia
Finalmente, um alívio. A CSN (CSNA3) afirmou ao mercado que garantiu um empréstimo de US$ 1,2 bilhão, que pode chegar a US$ 1,4 bilhão, o equivalente a R$ 7,43 bilhões, enquanto corre com seu plano de vendas de ativos.
A CSN pretende utilizar os recursos do empréstimo para refinanciar dívidas existentes no curto e médio prazo, e para o pagamento de taxas, despesas e custos correlatos da dívida, segundo revelou em fato relevante.
A tomadora do empréstimo é a CSN Inova Ventures. A CSN e a CSN Cimentos são as garantidoras. Ou seja, o empréstimo estruturado com esse sindicato de bancos antecipa parte dos recursos esperados das vendas de ativos da companhia.
O empréstimo foi fechado com o Morgan Stanley, Citigroup Global Markets, Credit Agricole Corporate and Investment Bank, HSBC Securities, Banco XP S.A., BNP Paribas, o braço de Nova York do Banco do Brasil e o banco Bradesco.
A taxa do empréstimo são os juros dos EUA + 6% ao ano com prazo de cinco anos - atualmente, a taxa norte-americana é de 3,6% a 3,7% ao ano, o que significa que a CSN deve pagar até 9,7% ao ano com esse patamar.
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A companhia já havia confirmado que a venda da sua divisão de cimentos foi incluída como garantia para obter condições mais vantajosas.
A CSN é uma das maiores produtoras integradas de aço no Brasil, a segunda maior no mercado de cimentos, com um enorme sistema logístico de ferrovias e terminais portuários.
No próximo dia 17 de abril vencem cerca de US$ 180 milhões em títulos de dívida emitidos no exterior (bonds), o equivalente a pouco mais de R$ 900 milhões. Além disso, a CSN tem ainda R$ 6,6 bilhões em dívidas bancárias com vencimento este ano, com R$ 16 bilhões em caixa — R$ 2,8 bilhões a menos que há um trimestre.
Por isso, ela anunciou em janeiro um plano para levantar até R$ 18 bilhões com vendas de ativos, principalmente o controle da divisão de cimentos e uma participação nos negócios de infraestrutura.
Por causa de seu endividamento continuamente alto, a agência de classificação de risco S&P rebaixou a nota da CSN de B+ para B na escala global.
O rebaixamento do rating reflete os maiores vencimentos da dívida de curto prazo, a crescente aversão ao risco e a incapacidade da companhia de reduzir a dívida por meio da geração interna de caixa.
A agência também está cética em relação à capacidade da holding de realizar as vendas no período previsto.
"A complexidade dessas transações, a volatilidade da economia global e a crescente aversão ao risco do mercado podem afetar sua capacidade de reduzir a alavancagem em tempo hábil", escreveu em relatório sobre a empresa.
O BB Investimentos já havia emitido um alerta ontem com a mesma preocupação. "Apesar dos esforços da companhia para capturar ganhos de eficiência operacional e mitigar os desafios do segmento de siderurgia, os indicadores de endividamento e alavancagem seguem em deterioração e continuam exigindo acompanhamento próximo", diz o BB Investimentos, em relatório.
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