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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

BALANÇO DO 4T25

Conta da crise na Raízen (RAIZ4) chega à Cosan (CSAN3): prejuízo da holding de Ometto vai a R$ 5,8 bilhões no 4T25

Apesar de bilionária, a cifra representa uma melhora de quase 40% em relação ao 4T24; veja os detaques do balanço

Camille Lima
Camille Lima
10 de março de 2026
7:58 - atualizado às 8:14
Escritório da Cosan (CSAN3).
Escritório da Cosan (CSAN3) - Imagem: Divulgação

A conta da crise na Raízen (RAIZ4) chegou para a Cosan (CSAN3). A holding de Rubens Ometto anunciou na madrugada desta terça-feira (10) que encerrou o quarto trimestre de 2025 com um prejuízo líquido de R$ 5,8 bilhões.

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Apesar de bilionária, a cifra representa uma melhora de 38% na comparação com igual período de 2024, quando as perdas chegaram a R$ 9,3 bilhões. Na comparação trimestral, o salto foi de quase 390% em relação ao prejuízo de R$ 1,2 bilhões do 3T25.

De acordo com o balanço, o prejuízo foi resultado de “efeitos pontuais e sem efeito caixa do ‘impairment’ de determinados ativos” da subsidiária Raízen.

“O desempenho foi impactado, principalmente, por efeitos pontuais e sem efeito caixa do impairment (perda por redução ao valor recuperável) de determinados ativos da Raízen, reconhecidos em função da aplicação de procedimentos contábeis decorrentes da incerteza significativa quanto à sua continuidade operacional, decorrente do desequilíbrio de sua estrutura de capital”, afirmou a empresa.

Vale lembrar que, em meados de fevereiro, a Raízen divulgou um prejuízo de R$ 15,65 bilhões no terceiro trimestre da safra 2025/2026 (3T26), atribuindo a maior parte das perdas a um impacto de R$ 11,1 bilhões. O impairment atualizou para baixo o valor de certos ativos da companhia de açúcar e etanol.

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No acumulado do ano, a Cosan registrou um prejuízo de R$ 9,7 bilhões, também atribuído principalmente às perdas na Raízen.

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Excluindo os efeitos pontuais de impairment, a empresa diz que o resultado teria sido negativo em R$ 713 milhões no trimestre e em R$ 4 bilhões no ano.

Outros destaques do balanço da Cosan no 4T25

A receita operacional líquida da Cosan caiu 18% no quarto trimestre em relação ao mesmo período de 2024, para R$ 9,6 bilhões.

Ao final do trimestre, a dívida líquida expandida do corporativo somou R$ 9,76 bilhões no período, queda de 58% na comparação anual e de 46% na comparação com o 3T25.

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Segundo a empresa, a queda foi resultado da entrada dos recursos em novembro, após a injeção de capital bilionária do BTG Pactual e da Perfin, além da venda de ações da Rumo com celebração de total return swap e do impacto positivo da variação cambial nos bonds (títulos de dívida emitidos no exterior).

"Encerramos o ano de 2025 ainda em um ambiente macroeconômico desafiador no Brasil e, mesmo diante desse cenário, conseguimos dar passos fundamentais para o aprimoramento da estrutura de capital da Cosan e redução do endividamento", disse a empresa.

"Concluímos a capitalização e entrada dos novos sócios estratégicos, reforçando nossa governança e aportando estabilidade de capital para o longo prazo", acrescentou.

A Cosan encerrou o trimestre com uma alavancagem pro forma expandida de 3,3 vezes, 0,4 vez abaixo do patamar registrado no 3T25. A empresa atribui a redução ao menor saldo de dívida líquida, decorrente principalmente do maior saldo de caixa e equivalentes.

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*Com informações do Money Times.

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