O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Pressão no vestuário e ambiente promocional intenso limitaram o crescimento, mas bancos enxergam ganhos operacionais à frente
A C&A Brasil (CEAB3) divulgou os resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25) marcados pressão nas vendas — ainda que os números tenham vindo, em linhas gerais, dentro das expectativas do mercado.
No período, a companhia registrou lucro líquido de R$ 313,2 milhões, alta de 22,9% na comparação anual. O avanço, porém, teve ajuda de efeitos pontuais: a varejista reverteu uma provisão de R$ 62,1 milhões após reavaliar contingências tributárias, além de apresentar melhora no resultado financeiro.
Excluindo itens não recorrentes, o lucro líquido ajustado somou R$ 269,8 milhões, crescimento de 7,9% em relação ao 4T24. A margem líquida ajustada avançou 1,1 ponto percentual, para 10,9%, indicando algum ganho de eficiência mesmo em um cenário operacional mais pressionado.
A receita operacional líquida totalizou R$ 2,47 bilhões no trimestre, queda de 3,2% na comparação anual. No principal segmento da empresa, o varejo de vestuário, a receita ficou praticamente estável, em R$ 2,25 bilhões, com leve alta de 0,6%.
Segundo a companhia, o trimestre foi marcado por “temperaturas erráticas e ambiente promocional mais intenso”, fatores que pressionaram especialmente os produtos de entrada e limitaram um crescimento mais robusto das vendas.
Apesar da leitura mista do balanço, as ações da C&A operam em alta nesta quarta-feira (25). Por volta das 12h30 (de Brasília), CEAB3 avançava 3,24%, cotadas a R$ 13.03. Mais cedo, os papéis chegaram a recuar quase 1%, mas logo voltaram ao campo positivo.
Leia Também
Na avaliação do BTG Pactual, o desempenho operacional foi fraco, mas amplamente alinhado às estimativas. O banco destaca a forte desaceleração do SSS (vendas mesmas lojas) e sinais de desalavancagem operacional, mesmo com leve melhora da margem bruta.
Ainda assim, os analistas enxergam espaço para ganhos adicionais de eficiência, e destacam que a companhia mantém um balanço pouco alavancado.
Apesar da desaceleração das tendências de consumo observada ao longo do segundo trimestre de 2025, o banco segue construtivo com a tese de investimento.
“A companhia continua melhorando a produtividade e a rentabilidade das lojas, ao mesmo tempo em que mantém uma abordagem disciplinada em suas operações de crédito — um importante fator mitigador em um ambiente de juros ainda elevados”, afirmam os analistas.
A recomendação do BTG Pactual para as ações CEAB3 é de compra.
Para o Bradesco BBI, os resultados do trimestre refletem desafios pontuais, como desequilíbrios no sortimento, ambiente promocional mais intenso, clima menos favorável e maior competição — fatores que pressionaram o desempenho do vestuário e interromperam a trajetória de mais de dois anos de ganho de produtividade frente aos pares.
“Ainda assim, vemos sinais construtivos no avanço da margem bruta, na disciplina de capital de giro e no fluxo de caixa robusto, que reforçam a resiliência do modelo operacional. Acreditamos que uma eventual normalização das vendas mesmas lojas no início de 2026 será determinante para dissipar as preocupações deixadas pelo trimestre mais volátil”, avaliam os analistas.
Se esse cenário se confirmar, a leitura do BBI é de que a fraqueza recente no desempenho das ações pode ter sido excessiva, especialmente considerando que CEAB3 negocia a aproximadamente 8,5 vezes o lucro (P/L) estimado para 2026, sugerindo assimetria favorável para o investidor.
“Mantemos visão construtiva de médio prazo, sustentada pela melhoria estrutural da operação e pela capacidade de monetizar ganhos de eficiência à medida que o ambiente competitivo e climático se estabilize”, dizem os analistas.
Para a XP Investimentos, os resultados, apesar de fracos, estão em linha com as estimativas da casa. Em vestuário, os analistas destacam a desaceleração na receita, principalmente por efeitos climáticos, ambiente promocional mais intenso e maior nível de rupturas em produtos de entrada.
“Isso, combinado ao fim da operação de eletrônicos e menor receita do C&A Pay devido à concessão de crédito mais restrita, levou à queda da receita (-3%), pressionando a margem Ebitda por desalavancagem operacional. Acreditamos que tais dinâmicas eram amplamente esperadas”, avalia a XP.
Apesar do trimestre fraco, os analistas não veem mudança na tese estrutural de execução consistente e historicamente bem-sucedida da C&A. A XP mantém recomendação de compra para os papéis da varejista.
Na avaliação do Itaú BBA, as preocupações de curto prazo já parecem refletidas no preço das ações, enquanto a confiança na capacidade de execução da companhia permanece intacta para 2026.
“Apesar do desempenho mais fraco de vendas no 4T25, acreditamos que alguns equívocos nas decisões fazem parte do processo natural de aprendizado. Mantemos confiança na gestão após vários anos de entregas consistentes”, afirmam os analistas.
O banco reconhece que a base de comparação para o primeiro semestre de 2026 não é das mais favoráveis, mas avalia que a empresa ainda tem espaço para avançar em sua estratégia de elevar as vendas por metro quadrado ao longo do tempo.
O Itaú BBA também mantém recomendação de compra para a C&A, considerada uma das top picks (preferidas) do banco.
*Com informações do Money Times
Após frustração com o precatório bilionário, Wilson Bley detalha como decisão pode afetar dividendos e comenta as perspectivas para o futuro da companhia
O complexo fica situado próximo à Playa Mansa, uma das regiões mais sofisticadas da cidade uruguaia
A alta participação negociada demonstra uma insegurança do mercado em relação à companhia
Estatal reforça investimento em petróleo, mas volta a apostar em fertilizantes, área vista como “fantasma” por analistas, em meio à disparada dos preços globais
O termo de criação da NewCo previa que a Oncoclínicas aportaria os ativos e operações relacionados às clínicas oncológicas, bem como endividamentos e passivos da companhia
Medidas aprovadas pelo conselho miram redução de custos, liberação de limites e reforço de até R$ 200 milhões no caixa
A Justiça deu novo prazo à Oi para segurar uma dívida de R$ 1,7 bilhão fora da recuperação judicial, em meio a um quadro financeiro ainda pressionado, com geração de caixa insuficiente e dependência de medidas emergenciais para manter a operação
Duplo upgrade do BofA e revisão do preço-alvo reforçam tese de valorização, ancorada em valuation atrativo, baixo risco e gatilhos como disputa bilionária com o Estado de São Paulo e novos investimentos
Na semana passada, o BTG anunciou um acordo para aquisição do Digimais, banco do bispo Edir Macedo, financeiramente frágil
A companhia busca suspender temporariamente obrigações financeiras e evitar a antecipação de dívidas enquanto negocia com credores, em meio a um cenário de forte pressão de caixa e endividamento elevado
Candidata a abrir capital na próxima janela de IPOs, a empresa de saneamento Aegea reportou lucro líquido proforma de R$ 856 milhões em 2025, queda de 31%
O GPA informou a negativa do Tribunal Arbitral ao seu pedido de tutela cautelar para bloqueio das ações que pertencem ao acionista Casino, ex-controlador. A solicitação buscava travar as participação do francês em meio a uma disputa tributária bilionária
A greve na JBS representou um golpe na capacidade de processamento dos EUA, depois que a Tyson Foods fechou uma fábrica de carne bovina
Enquanto o Starship redefine o padrão dos lançamentos espaciais, a SpaceX avança rumo a um IPO histórico; confira
RD Saúde (RADL3), Smart Fit (SMFT3), Petz (AUAU3) estão entre as varejistas que devem registrar desempenho positivo no primeiro trimestre de 2026, segundo o BTG Pactual
Investidores precisam estar posicionados no dia 20 de abril para receber o provento; pagamento está previsto para maio e faz parte dos dividendos obrigatórios de 2026
Companhia cai 7,26% na semana e destoa do clima positivo na bolsa brasileira. Entenda o impacto do dólar, do corte do BofA e da pressão no mercado de celulose
Depois de comprar os naming rights, o banco brasileiro tem vários planos para a arena, mas o verde não vai sair
Mesmo sem a Estátua da Liberdade, abertura da nova unidade está prevista para o começo de maio
Banco revisa projeções, cita forte geração de caixa e vê espaço para novos pagamentos ao acionista, mas mantém cautela com o papel