Nubank (ROXO34) surpreende no 4T25: lucro cresce 50% e ROE atinge máxima histórica de 33%
Banco digital encerrou o quarto trimestre de 2025 com um lucro recorde de US$ 895 milhões; veja os destaques

O mercado passou o ano temendo um tropeço. Depois de crescer em ritmo acelerado e empilhar milhões de clientes, o Nubank (ROXO34) conseguiria transformar escala em lucro consistente — ou começaria a sentir o peso do próprio tamanho? O balanço do quarto trimestre de 2025 mostra que sim: o roxo não só sustentou o passo como acelerou.
O banco digital encerrou o 4T25 com lucro líquido recorde de US$ 894,8 milhões, desconsiderando os efeitos cambiais — uma expansão de 50% na comparação anual e de 13% frente ao trimestre imediatamente anterior.
O resultado veio acima das expectativas do mercado, que projetava um lucro médio de US$ 882 milhões, segundo o consenso da Bloomberg.
No acumulado de 2025, o lucro líquido somou US$ 2,87 bilhões, uma variação de 51% frente a 2024.
A rentabilidade também atingiu uma nova máxima histórica. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) chegou a 33% no quarto trimestre e fechou o ano em 30%.
Além de superar a expectativa dos analistas, de 32,4%, o indicador ficou acima de bancos tradicionais como o Itaú Unibanco, que reportou uma rentabilidade 24,4% no mesmo período.
Leia Também
"Esses resultados refletem nossa capacidade de combinar crescimento disciplinado com lucratividade consistente, enquanto continuamos a investir em nossos mercados principais”, disse David Vélez, fundador e CEO do Nubank, em nota.
A reação inicial do mercado foi positiva. Logo após a divulgação, as ações negociadas na Nasdaq chegaram a avançar mais de 4% no after market, embora tenham invertido a trajetória na sequência.
- Leia também: Comeu poeira? Ação do Nubank decepciona entre os bancos em 2026, mas analistas enxergam “oportunidade rara”
Outros destaques do balanço do Nubank no 4T25
A expansão do lucro do Nubank foi sustentada por uma combinação de crescimento de receita, avanço do crédito e controle rigoroso de custos.
A receita total atingiu US$ 4,86 bilhões no trimestre, alta de 45% na comparação anual, excluindo efeitos cambiais.
Por sua vez, a receita média mensal por cliente ativo (ARPAC) avançou no mesmo ritmo, também 45%, para US$ 15.
Enquanto isso, o custo médio mensal de servir cada cliente ativo caiu 8%, para US$ 0,80.
Nubank quer crescer, mas com eficiência
No quarto trimestre, o Nubank conquistou 4 milhões de novos clientes, crescimento de 15% em relação ao ano anterior, alcançando 131 milhões globalmente. A taxa de atividade mensal ficou em 83%.
No Brasil, a base chegou a 113 milhões de clientes — o equivalente a 62% da população adulta — com taxa de atividade de 86%. Em número de clientes, o Nubank consolidou a posição como a maior instituição financeira do país.
No Brasil, a base de clientes chegou a 113 milhões — 62% da população adulta —, com taxa de atividade mensal de 86%. Em número de clientes, a instituição consolida sua posição como a maior do país.
No exterior, o avanço também segue relevante: 14 milhões de clientes no México (15% da população adulta) e 4,2 milhões na Colômbia.
Carteira de crédito e inadimplência
O motor da rentabilidade do Nubank continua sendo o crédito. A carteira de crédito total cresceu 40% na comparação anual e 11% frente ao trimestre anterior, alcançando US$ 32,7bilhões.
O crescimento veio acompanhado de avanço na receita financeira líquida de juros (NII), que atingiu US$ 2,8 bilhões, aumento de 55% em relação aos últimos 12 meses.
A margem financeira líquida ajustada ao risco (NIM) ficou em 10,5% — 0,3 ponto percentual abaixo do trimestre anterior, mas 0,6 p.p. acima do mesmo período de 2024.
O crescimento do portfólio veio sem deterioração relevante da qualidade da carteira do Nubank.
A inadimplência acima de 90 dias ficou em 6,6%, com leve queda de 0,1 ponto percentual tanto na base anual quanto trimestral. Já a inadimplência de curto prazo, de 15 a 90 dias, recuou 0,2 ponto percenutal, para 4,1%.
Por sua vez, as despesas com provisão para perdas de crédito — o colchão dos bancos contra calotes — chegaram a US$ 1,31 bilhão ao fim do trimestre.
O que esperar do Nubank em 2026?
O Nubank afirmou que 2026 será um ano de inflexão para o banco digital, "focado em vencer em seus mercados principais, ao mesmo tempo em que constrói os recursos para evoluir para uma plataforma global de serviços financeiros digitais".
Segundo a fintech, Brasil e México seguem como prioridades estratégicas. No mercado brasileiro, o foco é sustentar a liderança no segmento massificado e acelerar a expansão em pessoa jurídica e alta renda.
Para o México, o plano é continuar a avançar com a licença bancária no país. Já nos Estados Unidos, a meta é estruturar as bases operacionais ao longo do ano.
"Ao iniciarmos 2026, permanecemos totalmente focados em vencer na América Latina, enquanto construímos as alavancas que permitirão ao Nubank evoluir para uma plataforma global de serviços financeiros digitais ao longo do tempo", disse o CEO.
Outro vetor estratégico é a inteligência artificial (IA). Segundo a companhia, 2026 marcará uma adoção mais profunda de IA na operação — não apenas como ferramenta de eficiência, mas como "uma vantagem estrutural para o crescimento de longo prazo".
COMPETIÇÃO ACIRRADA
Casas Bahia, Americanas, Magazine Luiza e outras varejistas fecham mais de 1,1 mil lojas em quatro anos
30 de agosto de 2026 - 13:25MODO FULL POWER
C&A (CEAB3) prepara uma “colheita” de caixa e ação pode disparar mais de 120%, segundo Itaú BBA
29 de agosto de 2026 - 17:01SOB NOVA DIREÇÃO
Dança das cadeiras na Brava Energia (BRAV3): conselheiro renuncia em meio às mudanças promovidas pela Ecopetrol
29 de agosto de 2026 - 13:17BOM DEMAIS PARA SER VERDADE?
Ganho de 1200%: Por que os acionistas da Oncoclínicas (ONCO3) podem receber cerca de R$ 16 por uma ação que hoje vale menos de R$ 2?
29 de agosto de 2026 - 10:30REI DOS DIVIDENDOS
A ação queridinha de Luiz Barsi entra na cobertura do BTG — mas recomendação não é o que se espera
28 de agosto de 2026 - 18:00Conteúdo BTG Pactual
Macro Day: O que os principais economistas e gestores projetam para os próximos meses? Descubra no evento anual e gratuito do BTG Pactual
28 de agosto de 2026 - 14:00DÍVIDAS
Mais uma: Fertilizantes Heringer S.A. (FHER3) pede proteção na Justiça contra credores
28 de agosto de 2026 - 10:34A ALEGRIA DUROU POUCO
Ações da Braskem (BRKM5) disparam 19% com ajuda da Petrobras (PETR4), mas DPU cobra R$ 5 bilhões no fim do dia
27 de agosto de 2026 - 19:56ARRUMANDO A CASA
Advent ganha cadeira na Natura (NATU3): acionistas aprovam entrada da gestora e dispensam OPA
27 de agosto de 2026 - 19:14POR TRÁS DA TESE
Virada de chave da Nvidia (NVDC34) após o balanço: ação sobe mais de 8% e grandes bancos dizem que é hora de comprar
27 de agosto de 2026 - 13:45AMBIÇÃO GLOBAL
Votorantim S.A. faz troca de ações que a deixa mais perto da Nasdaq — mas não é a que você pensa
27 de agosto de 2026 - 13:03OFERTA PÚBLICA DE AQUISIÇÃO
O bilhete premiado de ONCO3 é para todos? Entenda decisão da CVM sobre oferta que exige preço quase 8 vezes mais que o valor atual
27 de agosto de 2026 - 11:15BALANÇOS
Salesforce dobra lucro e ação dispara 14% em Nova York; Nvidia supera projeções, mas investidores castigam papéis
26 de agosto de 2026 - 18:13LISTA NÃO ACABA
Mais uma: dona do Habib’s, Ragazzo e Tendall Grill entra em recuperação judicial com dívida de R$ 265,2 milhões
26 de agosto de 2026 - 18:05O QUE VEM AÍ
C&A (CEAB3) liga o modo “Full Power”: varejista planeja abrir até 80 lojas e acelerar investimentos até 2030
26 de agosto de 2026 - 16:15FOI ÀS COMPRAS
Desktop (DESK3) engorda portfolio com a compra total de outra empresa de internet, mas ação cai forte na bolsa
26 de agosto de 2026 - 13:00BANHO DE LOJA
O risco da blusinha: roupas da Shein estão ainda mais baratas, e desafio para Renner (LREN3), C&A (CEAB3) e Riachuelo (RIAA3) fica maior
26 de agosto de 2026 - 12:36ADOCICOU
Peso do El Niño na São Martinho (SMTO3) é menor do que parece: XP eleva recomendação e vê valorização de mais de 50%
26 de agosto de 2026 - 11:30SOB NOVA DIREÇÃO