O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Oferta pode levar maior empresa petrolífera da Colômbia ao controle da petroleira brasileira; mercado agora calcula se preço convencerá acionistas

A gigante colombiana Ecopetrol quer transformar a Brava Energia (BRAV3) em sua principal plataforma de petróleo no Brasil — e acaba de lançar uma proposta para assumir o controle da petroleira brasileira.
Em fato relevante divulgado nesta segunda-feira (25), a Brava confirmou que a maior empresa petrolífera da Colômbia anunciou os termos da oferta pública de aquisição de ações (OPA).
A proposta prevê a compra de até 116,1 milhões de ações ordinárias, equivalente a aproximadamente 25% do capital social da companhia.
Somada aos cerca de 26% já adquiridos por meio de contratos privados firmados com acionistas de referência, a operação pode levar a estatal colombiana ao controle de 51% da Brava.
Uma mudança no estatuto social da Brava no ano passado eliminou a cláusula de proteção — conhecida no mercado como poison pill — que obrigava investidores a lançarem uma OPA por 100% das ações da companhia ao atingirem uma participação relevante de 25% no capital da petroleira.
Por isso, a Ecopetrol não precisaria realizar uma OPA integral mesmo após ter atingido cerca de 26% do capital da Brava no mês passado.
Leia Também
Para convencer os acionistas a venderem suas participações, a Ecopetrol ofereceu R$ 23,00 por ação.
O valor embute prêmio em relação ao histórico recente dos papéis da companhia: ágio de 27,8% sobre o preço médio ponderado por volume (VWAP) dos 90 dias anteriores ao primeiro anúncio da transação, feito em abril, e de 20,9% sobre a média dos 90 dias anteriores à publicação oficial do edital da oferta.
Ainda assim, o preço proposto aparece abaixo do valor patrimonial da companhia. Ao final do primeiro trimestre de 2026, o patrimônio líquido por ação da Brava era de aproximadamente R$ 24,56.
Outro ponto importante para os investidores é que a oferta será parcial — e sujeita a rateio.
Isso significa que, caso o número de acionistas interessados em vender supere o limite de 25% pretendido pela Ecopetrol, a venda será distribuída proporcionalmente entre os participantes da oferta.
Em outras palavras, quem quiser vender pode acabar conseguindo se desfazer apenas de parte da posição.
Por enquanto, a Brava informou que seu conselho de administração ainda está avaliando os impactos, termos e condições da operação antes de emitir uma recomendação formal aos acionistas.
Para o BTG Pactual, há uma "alta probabilidade" de cumprimento das condições precedentes e a expectativa de que alguns acionistas da Brava não aceitem a operação, o que pode "gerar uma oportunidade de negociação de curto prazo", segundo os analistas.
Se considerado o preço da ação de ontem, o BTG avalia que a taxa interna de retorno (TIR) na operação de curto prazo pode alcançar 68%.
Segundo os analistas, uma OPA concorrente exigiria um prêmio mínimo de 5% sobre R$23 por ação, ou seja, acima de R$24,15, e deveria ser protocolada até, no máximo, 15 de junho.
"Acreditamos que as ações BRAV3 apresentam uma oportunidade de arbitragem de curto prazo caso os preços permaneçam próximos a R$ 20 — também assumindo que o preço de venda dos 55% a 60% restantes das ações seja próximo aos níveis atuais", diz o banco.
Mais do que ampliar presença geográfica, a Ecopetrol parece estar comprando uma operação pronta para acelerar sua atuação no Brasil.
"Esta operação também poderá aumentar significativamente a presença da Ecopetrol no Brasil por meio da diversificação de ativos em uma região de alto crescimento”, afirma a empresa.
A Brava entrega algo raro no setor: um portfólio diversificado, que combina ativos em terra e offshore, expertise em campos maduros e presença relevante em produção.
Com a transação, a estatal colombiana adicionaria imediatamente ao seu portfólio 51 concessões e uma produção média de cerca de 81 mil barris de óleo equivalente por dia (kboe/d).
A Ecopetrol também afirmou que enxerga a Brava como uma plataforma estratégica de longo prazo no Brasil, especialmente pela capacidade da companhia de operar ativos maduros e aumentar a recuperação de reservas.
“O objetivo da Ecopetrol é apoiar a Brava como plataforma operacional de longo prazo no Brasil, com foco no aumento da recuperação de reservas e na sustentação dos níveis de produção”, afirmou a estatal no documento da OPA.
A estratégia envolve aplicar tecnologias e técnicas avançadas de recuperação em campos maduros para ampliar a vida útil dos ativos e maximizar geração de caixa ao longo dos próximos anos.
Os próximos passos da operação já têm calendário definido e devem manter os investidores atentos nas próximas semanas.
O primeiro marco importante acontece até 9 de junho, prazo em que o conselho de administração da Brava deverá divulgar um parecer formal recomendando — ou não — a aceitação da oferta pelos acionistas.
Já o principal evento da operação está marcado para 25 de junho de 2026, quando será realizado o leilão da OPA no sistema eletrônico da B3.
Caso a oferta seja concluída com sucesso, a liquidação financeira para os investidores que aderirem ao leilão ocorrerá em 7 de julho.
*O texto foi atualizado às 10h47 para atualizar a informação sobre o estatuto da Brava.
DE OLHO NOS PROVENTOS
RECONSTRUÇÃO DO COMANDO?
MAIS UMA DE SAÍDA
INDO ÀS COMPRAS
SISTEMA FINANCEIRO
BOMBOU NO SD
FÔLEGO NO FIM DO MÊS
NEGÓCIO FECHADO
MUDANÇA DE VENTOS
DESCONTO NA BOLSA
DISPUTA SOCIETÁRIA
ATENÇÃO FÃS
HORA DE COMPRAR
ATENÇÃO, ACIONISTA
DEBANDADA DA BOLSA
SD ENTREVISTA
REAÇÃO EXAGERADA?
A EUFORIA ACABOU?
FUTEBOL NO VERMELHO