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Suspensão temporária no principal motor do negócio resulta em balanço “misto” no 4T25. Vale a pena manter o otimismo com as ações agora?
O Agibank apresentou na última segunda-feira (23) seu primeiro balanço como empresa listada em Wall Street, referente ao quarto trimestre de 2025. O resultado veio sem grandes surpresas e confirmou as expectativas do mercado.
Os números mostraram crescimento relevante de lucro, carteira de crédito e base de clientes, mas também refletiram ruídos no principal motor do negócio, que pressionaram a rentabilidade.
A combinação desses fatores levou a uma leitura mais cautelosa por parte dos investidores.
As ações reagem negativamente no pregão desta terça-feira (24). Por volta das 14h, os papéis AGBK recuavam 6,21% na bolsa de valores de Nova York (Nyse), cotados a US$ 8,61.
No quarto trimestre de 2025, o Agibank registrou lucro líquido de R$ 214,9 milhões, avanço de 9,2% em relação ao mesmo período do ano anterior — o primeiro resultado divulgado desde o IPO realizado em janeiro.
No acumulado do ano, o lucro chegou a R$ 1,046 bilhão, crescimento de 32% na comparação com 2024.
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Mas nem tudo acompanhou esse ritmo — em especial, a rentabilidade. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) recuou para 35,8% no trimestre, bem abaixo dos 44,4% registrados um ano antes.
O desempenho do Agibank no fim de 2025 foi muito influenciado pelo consignado do INSS. Uma suspensão temporária nas originações desse tipo de empréstimo em dezembro surgiu como um freio inesperado para o banco.
Como esse segmento é o principal motor de expansão do Agi, o impacto foi duro nos números. As originações de crédito caíram 28% na comparação anual, reduzindo o ritmo de crescimento da carteira e afetando também outras frentes do negócio.
Com menos crédito sendo concedido, o banco perdeu tração na venda cruzada (cross-sell) de produtos como seguros e crédito pessoal, além de ver pressão adicional nas receitas de tarifas.
“Como esperado, os números vieram ‘fracos’... os resultados do 4T25 e 1T26 seriam temporariamente mais desafiados, dada toda a disrupção que o Agi sofreu em seu segmento core, o INSS”, afirmaram os analistas do BTG Pactual.
A normalização veio apenas em 12 de janeiro de 2026, após um acordo com o governo.
Segundo o BTG, o banco começou o ano ainda em ritmo mais lento, mas a originação “já retornou à velocidade de cruzeiro”, o que sustenta a expectativa de aceleração ao longo de 2026.
O Citi segue uma linha parecida. “Achamos que o trimestre foi decente, embora o banco ainda esteja recuperando o ritmo e não operando em plena potência”, dizem os analistas.
Mesmo com o “freio de mão puxado” no INSS no fim do ano, a carteira de crédito do Agibank cresceu de forma expressiva. O portfólio atingiu R$ 34,8 bilhões no fim do quarto trimestre, uma expansão de 43,9% em 12 meses.
A estratégia segue concentrada em crédito com garantia, que agora representa 86% do portfólio, mantendo o perfil mais conservador da operação.
A base de clientes também seguiu em forte crescimento. O banco encerrou dezembro com 6,7 milhões de usuários, um salto de 73% na comparação anual.
Ainda assim, houve sinais de pressão. A inadimplência acima de 90 dias subiu 1,1 ponto percentual no trimestre, para 3,7%, influenciada por mudanças no mix da carteira e pelo avanço do consignado privado.
As provisões acompanharam essa dinâmica e avançaram com força: alta de 23% no trimestre e de 51% em um ano, refletindo ajustes nos modelos de crédito e o comportamento mais pressionado das novas carteiras.
"O consignado privado carrega estruturalmente inadimplências mais altas do que o consignado INSS, então a mudança de mix também contribuiu para o aumento”, avaliou o BTG.
Segundo o banco, o movimento reflete dois fatores principais: um desempenho inicial mais fraco nas primeiras safras desse produto e um efeito matemático da menor originação, que reduz a base da carteira.
Ainda assim, a leitura predominante entre os analistas é de que boa parte dessas pressões tende a ser temporária, com o provisionamento se normalizando nos próximos trimestres, avaliou o BTG.
Apesar do trimestre mais ruidoso, a visão de longo prazo dos analistas sobre o Agibank segue praticamente intacta. A tese está ancorada em um mercado específico: o crédito para aposentados e pensionistas.
Hoje, o banco se posiciona como um dos principais players nesse segmento, que reúne mais de 42 milhões de brasileiros.
O CEO do Agi, Marciano Testa, afirmou que o foco para 2026 continuará em clientes "deixados de lado" pelo sistema bancário tradicional — usuários em que as fintechs e bancos digitais “têm dificuldade em atender de forma mais eficaz”.
“Somos o único banco desafiante credenciado como pagador de salários para a maior folha de pagamentos da América Latina – o sistema de Previdência Social Brasileiro, um mercado com mais de 42 milhões de pessoas”, afirmou o executivo, em teleconferência com analistas.
Na leitura dos analistas, esse posicionamento continua sendo o principal diferencial competitivo do banco — e o motor que sustenta as expectativas de crescimento no longo prazo.
Mesmo com a volatilidade recente, a visão entre os analistas segue positiva. Tanto o BTG Pactual quanto o Citi reiteraram recomendação de compra para as ações do Agibank.
Desde o IPO, as ações acumulam queda de cerca de 26,5% — movimento que, na visão dos analistas, abriu uma janela de oportunidade.
Na visão do BTG, parte do mercado pode ter subestimado o impacto desse período de transição logo após a estreia em Wall Street.
“Embora isso fosse esperado e destacado em nosso relatório de início de cobertura, com o momentum de lucros no curto prazo desafiado devido à disrupção no INSS, questionamos se todos que participaram do IPO do Agi estavam plenamente cientes disso”, dizem os analistas.
Após a desvalorização recente, as ações negociam a múltiplos de 6,2 vezes o lucro esperado para 2026. Para os analistas, esse patamar indica um valuation “muito atrativo” para o Agibank.
"Embora o ano tenha começado devagar, recebemos positivamente a mensagem de que a originação já voltou aos níveis pré-suspensão... isso nos deixa confiantes na aceleração ao longo do ano", afirma o banco.
O BTG manteve o preço-alvo para as ações do Agibank em US$ 17, o que corresponde a uma valorização potencial de 157% em relação à cotação de tela atual.
O Citi vai além e projeta US$ 18 para os papéis AGBK, o que implica um retorno esperado de 172% frente aos níveis atuais.
*Com informações de Estadão Conteúdo.
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