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Filho de um operário da construção civil e de uma dona de casa, Testa vem de uma família que ele mesmo classifica como humilde

A primeira viagem ao exterior é um marco na vida de muitos brasileiros e costuma ficar marcado na memória. No caso do Agibank, que desembarcou ontem (10) nos Estados Unidos, o feito ficará registrado não só no histórico da fintech e do mercado financeiro, mas também na conta bancária do seu fundador, Marciano Testa.
Com a oferta inicial de ações (IPO) na Nyse, a bolsa de valores de Nova York, o empresário atingiu patrimônio de US$ 1,22 bilhão, considerando sua atual posição nos papéis do banco e o valor do IPO.
Isso significa que, prestes a completar 50 anos, Testa possui um patrimônio de R$ 6,33 bilhões, na cotação de hoje. Imagina só o orçamento dessa festa de aniversário...
Embora o Agibank tenha chegado à Grande Maçã, a história da empresa começa em terra de chimarrão e churrasco: o Rio Grande do Sul, onde Testa nasceu e passou boa parte da vida.
Filho de um operário da construção civil e de uma dona de casa, que costurava à mão bolas de futebol em casa para complementar renda, Testa vem de uma família que ele mesmo classifica como humilde.
De ascendência italiana, ele cresceu ao lado de cinco irmãos em Fagundes Varela (RS), um povoado gaúcho marcado pela colonização europeia cuja população não chega a 3 mil habitantes. Testa conta que aprendeu a falar italiano antes mesmo do português e deu os primeiros passos no empreendedorismo ainda na escola.
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Aos oito anos de idade, ele começou a vender bolos feitos pela mãe e passou a cortar grama dos vizinhos para ajudar no orçamento familiar. Já aos 14, um de seus clientes de jardinagem, um professor do Senai, conseguiu um emprego para Testa na fábrica da Tramontina, com programação de torno CNC.
De dia, o jovem empreendedor trabalhava na empresa, mas, de noite, fazia um dinheiro extra vendendo roupas. Aos 16 anos, ele já havia sido emancipado.
Vendo que o negócio próprio garantia uma renda maior, Testa saiu da Tramontina e abriu sua própria empresa aos 17 anos, enquanto ainda cursava a faculdade.
A companhia era voltada para a confecção de roupas, empreitada que levou o jovem a abrir duas lojas em Caxias do Sul. Porém, o negócio não deu muito certo. Ele vendeu o empreendimento e, em seguida, montou uma distribuidora de alimentos, a MMC Alimentos.
Porém, nessa época, Testa já cursava administração de empresas em Caxias do Sul e, percebendo que o mercado de crédito consignado, que ainda não era regulado na época, tinha espaço para crescer, colocou na cabeça que era com isso que ele iria trabalhar.
Com a ideia na cabeça, Testa começou a representar pequenos bancos locais como ‘pastinha’, ou seja, vendendo crédito pessoal no modelo de porta em porta. Inicialmente, fazia as vendas sozinho.
Pouco depois, ele passou a comandar um pequeno exército de ‘pastinhas’, após, em 1999, aos 23 anos, fundar a Agiplan, plataforma de crédito para dar acesso ao empréstimo e buscar descomplicar o processo. Ou seja, Testa criou um marketplace quando o conceito ainda era embrionário.
Com a regulamentação do crédito consignado, a Agiplan se tornou a maior empresa no segmento. A plataforma atendia a todos os bancos, que se conectavam a ela tanto para fazer a gestão de seus ‘pastinhas’ e correspondentes quanto para encontrar os tomadores de crédito.
Entre 2007 e 2010, a plataforma movimentava R$ 550 milhões por mês. O negócio chamou a atenção do Bradesco, que pagou alguns milhões de reais, em um valor até então não revelado por Testa, para ter exclusividade na plataforma.
Foi justamente com esse capital que Testa comprou o Banco Gerador, em 2016, transformando seus empreendimentos no que hoje conhecemos como Agibank.
Pelo contrato de exclusividade, além dos produtos do Bradesco, a empresa também podia distribuir o crédito pessoal e cartão de crédito de sua própria financeira.
Atualmente, o Agibank tem 6,4 milhões de clientes ativos e uma carteira de crédito de R$ 34,5 bilhões. A receita anual é de R$ 9,9 bilhões, com lucro líquido de R$ 1 bilhão.
Testa já deixou a presidência executiva da empresa e, agora, comanda o conselho de administração. Após o IPO na Nyse realizado ontem, o empresário manteve 94,2% do poder de voto, como único detentor de ações classe B, e 62,1% do capital total.
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