🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Karin Salomão

Karin Salomão

Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (USP), com experiência em economia e negócios. Foi repórter na Exame e editora assistente no UOL Economia. Completou o Curso B3 de Mercado de Capitais para Jornalistas e Formadores de Opinião, em parceria com o Insper. Hoje, é editora assistente de empresas no Seu Dinheiro.

AGORA VAI?

A CSN (CSNA3) quer vender até R$ 18 bilhões em ativos — quais as chances de o plano de desalavancagem finalmente sair do papel

Pressão financeira, plano mais detalhado e menos espaço para recuos explicam por que analistas veem maior chance de execução agora

Karin Salomão
Karin Salomão
9 de fevereiro de 2026
6:32 - atualizado às 15:05
CSN pode estar minerando dinheiro com a venda dos ativos, mas mercado ainda está cético com a execução do plano - Imagem: Montagem Seu Dinheiro/iStock/zhaojiankang

Quando a CSN (CSNA3) anunciou planos para vender até R$ 18 bilhões em ativos de cimento e infraestrutura, o valor chamou a atenção. Mesmo assim, o anúncio veio acompanhado de muito ceticismo no mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Afinal, não é a primeira vez que a empresa, que se acostumou a crescer de maneira alavancada, buscava vender ativos para ajustar seu balanço, o que nem sempre se concretizou.

Agora, a holding colocou até um prazo: os contratos devem ser assinados no terceiro trimestre de 2026, segundo o planejamento. O projeto apresentado em janeiro é o mais completo até agora.

O plano resolveria grande parte do endividamento. O objetivo é chegar a uma alavancagem — a relação entre dívida líquida e Ebitda — de uma vez no médio prazo. "Na nossa visão, a entrada de até R$ 18 bilhões resolveria o problema da dívida da companhia", diz Daniel Utsch, gestor da Nero Capital.

Dessa vez será diferente? Ao menos em parte, o mercado parece acreditar que sim.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas não será fácil, e é fundamental que o plano saia do papel, diz a Fitch Ratings. A agência de classificação de risco recentemente rebaixou os ratings da CSN por causa de seu endividamento persistente e dos desafios para reverter a queima de caixa.

Leia Também

Para a Fitch, as vendas são essenciais para a companhia, que pode ser rebaixada novamente "se as medidas para refazer a estrutura de capital por meio de desinvestimentos não forem totalmente implementadas".

Porém, os juros altos podem dificultar essas negociações. Além disso, a CSN também está fortemente centrada na figura do seu controlador e CEO, o empresário Benjamin Steinbruch, que será central nas negociações.

O Seu Dinheiro conversou com analistas do mercado para entender se, dessa vez, o plano de venda de ativos da CSN pode sair do papel.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como a CSN chegou até aqui?

A CSN é um colosso. A Companhia Siderúrgica Nacional foi criada em 1941 pelo presidente Getúlio Vargas para apoiar a industrialização do Brasil.

Privatizada em 1993, a primeira do ciclo de privatizações da época, foi comprada por um consórcio liderado pelo Grupo Vicunha, da família Steinbruch. Expandiu-se para além da siderurgia, para setores como mineração, energia, infraestrutura, cimentos e outros.

Hoje, detém a maior indústria siderúrgica do Brasil e da América Latina, e a CSN Mineração é a segunda maior exportadora de minério de ferro do Brasil, atrás apenas da Vale. O grupo também é um dos maiores do país na divisão de cimentos.

A empresa, listada na B3, tem ADRs listados na Bolsa de Valores de Nova York, a NYSE, com operações também na Alemanha, em Portugal e nos Estados Unidos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, toda essa expansão teve seu preço. A CSN tem um histórico de atuar com uma alavancagem alta e com grandes investimentos.

O endividamento líquido, que era de R$ 16,5 bilhões em 2021, atingiu R$ 37,55 bilhões em setembro de 2025, com a alavancagem medida entre a dívida líquida e o Ebitda chegando a 3,14 vezes.

Além do peso das aquisições, o grupo atua em negócios cíclicos, de commodities, o que torna o balanço instável. Mesmo nos momentos de alta dos preços, a diretoria optou por pagar dividendos no lugar de direcionar os valores para reduzir o endividamento.

Se no pós-pandemia o setor de commodities e, mais especificamente, do aço viveu um bom momento, com alta de preços, nos últimos anos, vieram os tempos de vacas magras. O aço chinês inundou o mercado, com preços bem mais baixos, o que fez o valor da matéria-prima ir para as mínimas históricas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mesmo em um ano desfavorável, o capex da companhia cresceu 9,6% entre o terceiro trimestre de 2024 e o mesmo período de 2025, atingindo R$ 1,43 bilhão, principalmente em siderurgia e mineração.

Foi assim que a CSN se viu diante de um impasse: vender ativos para se manter de pé.

Não é novidade

Não é a primeira vez que a companhia anuncia planos de desinvestimentos para resolver o seu endividamento, diz Igor Guedes, analista da Genial. A CSN já havia colocado na mesa vender operações em outros países ou participações nos negócios de logística ou energia elétrica, por exemplo.

Ela concluiu a venda de sua usina de aço nos Estados Unidos (CSN LLC) para a Steel Dynamics (SDI) em 2018 e, em 2019, houve relatos de que a companhia teria tentado vender sua usina alemã, o que não ocorreu.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em 2021, tinha projetos para fazer o IPO de sua divisão de cimentos, o que não se concretizou por conta do cenário complicado para aberturas de capital.

A holding também separou o capital de seus negócios de mineração, a CSN Mineração (CMIN3) em 2021. Na ocasião, ela levantou R$ 5,2 bilhões. No mesmo período, porém, anunciou um plano ambicioso de novos investimentos na ocasião, ficando praticamente no zero a zero.

O mercado se convenceu de que dessa vez será diferente?

Em parte, sim. "Os juros altos e o cenário difícil para o aço trazem um senso extra de urgência para a companhia", diz o analista da Empiricus Ruy Hungria. Os especialistas destacam que a delimitação de que ativos podem ser vendidos e o valuation esperado também animaram os investidores.

No entanto, de maneira geral os investidores estão esperando para ver algo mais concreto. Por isso, logo após o anúncio, as ações caíram cerca de 3%. Desde então, porém, estão em alta de aproximadamente 4%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda que seja uma empresa aberta, a CSN está bem centrada na figura de seu fundador e controlador, Benjamin Steinbruch, que pode estar considerando sua sucessão.

Como os descendentes não são tão considerados para tomar o lugar do fundador como cabeça do negócio, embora três dos quatro filhos tenham atuação nas companhias da holding, esse planejamento passa a ser importante, segundo uma fonte ouvida por Seu Dinheiro e que preferiu não se identificar.

Por isso, agora seria um momento diferente em relação às tentativas anteriores de venda da empresa.

Quais os riscos para o plano?

Encontrar um comprador disposto a pagar o preço pedido é o principal desafio para a CSN cumprir esse plano ambicioso, diz Guedes, da Genial. Pelo tamanho da companhia, os possíveis compradores seriam principalmente grandes empresas multinacionais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda que a Selic comece a cair já na próxima reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), em março, os juros continuam altos.

As incertezas de um ano eleitoral também atrapalham a empresa. "Levantar de R$ 15 bilhões a R$ 18 bilhões neste contexto macro não é trivial, por mais que sejam ativos de qualidade", diz Hungria.

Se o cenário macroeconômico está ruim, os ciclos da empresa também não ajudam.

No caso de uma venda de sua divisão siderúrgica, que foi especulada pelo mercado, o ciclo do aço está em baixa. Há uma grande entrada de matéria-prima chinesa no mercado, inclusive no Brasil — se tradicionalmente a importação de aço era em torno de 10% a 15%, hoje está por volta dos 30%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A CSN afirmou que o desinvestimento desse negócio não está na mesa. Assim como a mineração, a siderurgia é uma das principais e mais estratégicas operações para a empresa.

A forte figura de Steinbruch na liderança também pode vir a ser um problema para fechar a venda dos ativos. Nem sempre o valuation que o mercado considera justo é o valor que o controlador enxerga nos negócios, dizem os analistas.

Na mesa de negociação, não está apenas o preço, mas a fatia a ser desinvestida, as condições e os prazos de pagamento, eventuais precificações atreladas a metas de desempenho, entre outros fatores.

Chegar a um valor em que os dois lados possam apertar as mãos será um desafio, acreditam os analistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DE VOLTA AO BÁSICO

Em reestruturação, a Azzas, dona da Arezzo e da Hering, ainda não alçou voos; veja por que BTG e Santander acreditam que ainda vale investir

13 de março de 2026 - 17:03

A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco

NOVA FASE DA EMPRESA

Magalu (MGLU3) resolve problema que nem o ChatGPT conseguiu ainda: por que Fred Trajano está ‘all in’ em Inteligência Artificial

13 de março de 2026 - 12:54

Na nova fase anunciada na noite de quarta-feira (12), o Magalu coloca a inteligência artificial no centro da estratégia — e Fred Trajano diz ter resolvido, via WhatsApp da Lu, um problema que nem a OpenAI, dona do ChatGPT, conseguiu

DEPOIS DA OPA

Sabesp (SBSP3) reforça aposta na Emae e desembolsa R$ 171,6 milhões por nova fatia

13 de março de 2026 - 10:32

Negócio envolve fundo que detém mais de 23% das ações ordinárias da geradora de energia; veja os detalhes da transação

SINAL DE ALERTA

Oncoclínicas (ONCO3) à beira de um calote? Por que a Fitch rebaixou o rating da empresa pela 2ª vez no mês

13 de março de 2026 - 9:54

Agência vê risco de inadimplência restrita após empresa iniciar negociações com credores para prorrogar pagamentos de dívida

JÁ NÃO ESTÁ BARATO

Voar vai ficar (ainda) mais caro: alta do petróleo afeta passagens aéreas, diz presidente da Gol (GOLL54)

13 de março de 2026 - 9:34

O presidente-executivo da companhia aérea Gol (GOLL54), Celso Ferrer, afirmou que alta do petróleo deve ser repassado aos preços das passagens

MAIS PROVENTOS

Privatização no horizonte e dinheiro no bolso: Copasa (CSMG3) aprova novo JCP aos acionistas; veja quem tem direito ao pagamento

13 de março de 2026 - 8:30

Companhia distribuirá R$ 177,6 milhões em proventos referentes ao primeiro trimestre de 2026. Saiba quando a remuneração vai pingar na conta

NOVA FASE

Magazine Luiza (MGLU3) inicia novo ciclo e quer acelerar o e-commerce — mas ainda se recusa a entrar na guerra de Shopee e Mercado Livre

12 de março de 2026 - 19:05

Empresa inicia ciclo focado em inteligência artificial. Intenção é acelerar no e-commerce, mas sem comprar briga por preços

BALANÇO

Selic ainda aperta o Magazine Luiza (MGLU3): lucro cai 55% no 4T25 com pressão das despesas financeiras; lojas físicas seguram vendas

12 de março de 2026 - 19:01

O Magazine Luiza reportou lucro líquido de R$ 131,6 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 55% na comparação anual, pressionado pelo avanço das despesas financeiras em meio aos juros elevados

REESTRUTURAÇÕES EM ALTA

Quando a conta chega: por que gigantes como Raízen, Oi, GPA e Americanas recorreram à recuperação para reorganizar bilhões em dívidas

12 de março de 2026 - 18:01

As maiores reestruturações da história recente ajudam a explicar como o ambiente financeiro mais duro tem afetado até grandes companhias brasileiras

MINERAÇÃO

CSN (CSNA3) despenca após resultado, com queima de caixa e dívida ainda maior: China e até guerra afetam a companhia

12 de março de 2026 - 15:40

A CSN reiterou seus esforços de melhorar a estrutura de capital e reduzir a alavancagem financeira daqui para a frente, mas esse caminho não será fácil

NA MODA

O que Safra e BB Investimentos viram na Lojas Renner (LREN3)? Veja por que a ação pode subir até 40%

12 de março de 2026 - 15:15

“A recuperação de sua divisão de mercadorias continua sendo sustentada por melhorias nas estratégias de precificação, maior assertividade nas coleções e gestão de estoques mais eficiente”, destacaram os analistas do Safra

BRIGA DE GIGANTES

A ameaça da Shopee: Mercado Livre (MELI34) é rebaixado pelo JP Morgan por preocupações com a concorrência, e ações caem

12 de março de 2026 - 12:45

O banco defende que o Mercado Livre ainda é considerado uma boa tese de longo prazo, mas não deve refletir suas qualidades nos preços da ação em 2026

CENÁRIO INCERTO

Casas Bahia (BHIA3) virou a página da sua dívida, mas cenário ainda é preocupante: entenda o que mexe com a empresa agora

12 de março de 2026 - 12:15

A Casas Bahia finalmente conseguiu virar a página de sua crise financeira, que a levou a pedir recuperação extrajudicial em 2024? A resposta não é tão simples.

NA CORDA BAMBA

CSN (CSNA3) volta ao vermelho no 4T25 e prejuízo dispara 748% em um ano. O que pesou no balanço?

12 de março de 2026 - 10:01

Resultado negativo chega a R$ 721 milhões no quarto trimestre, enquanto empresa tenta reorganizar dívidas

VAI PAGAR?

Raízen (RAIZ4): S&P Global rebaixa rating para ‘calote seletivo’ após pedido de recuperação de R$ 65 bilhões em dívidas

12 de março de 2026 - 9:43

O plano da Raízen poderá envolver uma série de medidas, como uma capitalização pelos seus acionistas e a conversão de parte das dívidas em participação acionária

RESULTADO

Casas Bahia (BHIA3) corta prejuízo em 82% no 4T25, mas ainda amarga perda bilionária no ano; veja os destaques do balanço

12 de março de 2026 - 7:57

Receita cresce, margens avançam e varejista ganha participação de mercado em meio a avanços no plano de reestruturação

DEPOIS DA RE

Nada é tão ruim que não possa piorar: Citi abandona ações do GPA (PCAR3) e Fitch corta rating

11 de março de 2026 - 19:47

O banco tinha recomendação de venda para o papel, enquanto a agência de classificação de risco rebaixou a nota de crédito da varejista em moeda local de CCC para C

CRESCIMENTO ESTRUTURAL

Já deu para a WEG (WEGE3)? Por que analistas veem menos gatilhos para a ação no curto prazo mesmo com tese positiva

11 de março de 2026 - 19:23

Itaú BBA e Santander mantêm visão positiva para a empresa, citando o ciclo global de investimentos em redes elétricas, mas apontam riscos e pressões no horizonte mais próximo

SD ENTREVISTA

Espaçolaser (ESPA3) tem lucro maior no 4T25, vê ano de virada e quer estar pronta para a volta das small caps na bolsa, diz CFO

11 de março de 2026 - 19:07

Em entrevista ao Seu Dinheiro, Fabio Itikawa diz que empresa entra em 2026 mais eficiente, menos alavancada e pronta para atrair investidores

VAI PINGAR NA CONTA?

Dividendos extraordinários da Vale (VALE3) vêm aí — mas há condição para o pagamento aos acionistas

11 de março de 2026 - 18:45

A companhia é afetada pelos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, com custos do combustível e de frete na linha de frente dos impactos

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar