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IA COMO ALIADA DA PRODUTIVIDADE

Como usar inteligência artificial no trabalho: estas 3 dicas destacam os melhores usuários de ferramentas como ChatGPT, Gemini e Copilot

Pesquisa da Universidade do Texas com a empresa KPMG mostrou o que bons usuários de inteligência artificial fazem para ter resultados verdadeiramente úteis

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Imagem: Sora / ChatGPT

O uso da inteligência artificial (IA) parece ser um caminho sem volta — e as próprias empresas já estão incentivando que funcionários utilizem as ferramentas. De um lado, há a expectativa de aumento da produtividade. De outro, o receio de “queimar” o cérebro com o excesso da tecnologia. Mas segundo uma pesquisa da Universidade do Texas em parceria com a consultoria KPMG, existem características que destacam bons usuários de IA.

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O estudo indica que, embora a inteligência artificial tenha virado um grande fator de investimento dentro das empresas, muitos líderes ainda não sabem se a IA está melhorando a qualidade e velocidade do trabalho, nem como chegar a um bom uso.

A mensuração de maior parte das empresas, segundo a pesquisa, é a partir da frequência de atividade, não o impacto gerado pela tecnologia. Portanto, os líderes avaliam as horas registradas em ferramentas de IA como ChatGPT, Gemini e Copilot, analisando quantas solicitações foram feitas pelo funcionário ao longo do tempo de trabalho.

Mas essas são métricas fracas para medir o desempenho e a produtividade.

Para entender como usar a inteligência artificial de forma eficiente, o estudo da Universidade com a consultoria avaliou mais de 1,4 milhão de comandos e respostas com IA gerados por cerca de 2,5 mil funcionários — de diferentes níveis hierárquicos e áreas — da KPMG ao longo de oito meses.

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Com base nessa análise, a pesquisa criou um modelo do que seria um uso sofisticado de inteligência artificial, focado principalmente em instruções claras para a ferramenta e a troca dos modelos tecnológicos.

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A empresa avaliada na pesquisa tinha cerca de 90% dos funcionários usando IA no trabalho. No entanto, somente 5% deles entravam no grupo classificado como uso sofisticado.

A partir desses resultados, o estudo listou o que esse seleto percentual faz de diferente dos demais. Veja dicas do que fazer a seguir.

1. Não tenha ‘preguiça’ na hora de pedir ajuda para a IA

    Segundo a pesquisa, os funcionários com o uso mais sofisticado de inteligências artificiais como ChatGPT, Copilot e Gemini tendem a ter interações mais longas, com mais trocas de informações com a ferramenta.

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    Ou seja, escrevem instruções iniciais mais longas e elaboradas, alternam intencionalmente entre modelos ou ferramentas dependendo da tarefa e usam IA com frequência.

    2. Use as ferramentas como ‘parceiras de raciocínio’

    Em vez de aceitar as respostas iniciais da IA sem questionar, os funcionários que tiveram uso sofisticado construíram o pensamento em conjunto com as ferramentas.

    Ou seja, utilizaram estratégias como exemplos dos resultados desejados e deram instruções estruturadas de raciocínio.

    A ideia desses usuários era guiar o modelo ao longo do tempo, e não em fazer perguntas pontuais "melhores".  Portanto, pediram à IA para refletir sobre os problemas, testar hipóteses e explorar alternativas.

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    3. Peça tarefas complexas com objetivos claros

    Esses usuários também se destacaram na pesquisa por pedir tarefas complexas e com várias etapas à inteligência artificial.

    Nesse processo, os funcionários especificavam restrições, definiam e estrutura da resposta e diziam quais eram os objetivos. Ou seja, uma das dicas do estudo é ser ambicioso não somente na extensão das instruções dadas à IA — como explicado na primeira dica —, mas também na complexidade da tarefa solicitada.

    Quem são esses funcionários com uso sofisticado da IA?

    De forma geral, os usuários sofisticados são mais propensos a alternar entre modelos de IA, aproveitar diferentes plataformas e delegar tarefas mais complexas e com várias etapas.

    Dentre os funcionários analisados da KPMG, a pesquisa também identificou um padrão: enquanto todos os níveis usam as IAs para auxiliar principalmente na escrita, os colaboradores acima do nível de gerência também utilizam para orientações técnicas e geração de ideias — e se destacaram como os usuários mais sofisticados no uso de inteligências artificiais.

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    “Isso sugere que a experiência e o contexto da função influenciam não apenas a frequência de uso da inteligência artificial, mas também a forma como ela é integrada ao trabalho principal”, diz o estudo.

    Entenda o que os líderes devem fazer para melhorar o uso da IA

    O estudo sugere que as empresas mudem o foco dos esforços em inteligência artificial: em vez de priorizar a adoção do uso, é hora de focar na criação de hábitos corporativos.

    “O uso sofisticado da IA surge quando as pessoas aprendem a definir problemas com clareza, orientar o raciocínio dos modelos, avaliar os resultados criticamente e aplicar a IA de forma flexível em seu trabalho. Em termos simples, trata-se menos da ferramenta em si e mais de como os profissionais pensam e tomam decisões com ela”, mostra a pesquisa.

    Com base no estudo, a KPMG adotou algumas mudanças na equipe que podem ser adaptadas em diferentes empresas.

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    Entre elas, está a criação de manuais práticos e explicações concisas sobre o que é considerado um bom uso da inteligência artificial. A empresa também passou a investir em treinamentos práticos sobre como utilizar a tecnologia, com ênfase na delegação de tarefas mais complexas, na orientação do raciocínio da IA e na validação dos resultados gerados.

    Além disso, definiu expectativas claras sobre como a inteligência artificial pode apoiar o trabalho, considerando as especificidades de cada área e função dos colaboradores.

    *Com informações de Harvard Business Review

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