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Bia Azevedo

Bia Azevedo

Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2025, esteve entre os 50 jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já trabalhou como coordenadora e editora de conteúdo das redes sociais do Seu Dinheiro e Money Times. Além disso, é pós-graduada em Comunicação digital e Business intelligence pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

UM DOS GRANDES PROBLEMAS

Maior alta do Ibovespa: Hapvida (HAPV3) dispara mais de 10% com possível venda bilionária de ativos

Após críticas da Squadra sobre a operação da empresa no Sul e Sudeste, a empresa estaria buscando vender ativos em uma das regiões, segundo reportagem do Pipeline

Bia Azevedo
Bia Azevedo
8 de abril de 2026
12:37 - atualizado às 17:57
Ações da Hapvida (HAPV3)
Hapvida (HAPV3) - Imagem: iStock.com/Galeanu Mihai

Em meio a um dia de euforia no Ibovespa, as ações da Hapvida (HPAV3) tiveram a maior alta do índice nesta quarta-feira (8). Os papéis da operadora de planos de saúde e dentários saltaram 9,06%, a R$ 11,19. Ao longo do pregão, a arrancada chegou a superar os 10%.

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A disparada aconteceu após notícia do Pipeline indicando que a empresa teria decidido vender a operação no Sul do país, para estancar sangria nos resultados corporativos e atender a críticas do mercado. O BTG Pactual foi contratado para intermediar esse processo.

No Sul, o portfólio da Hapvida reúne os ativos das aquisições da Clinipam e do Centro Clínico Gaúcho, além de três hospitais erguidos pela própria companhia. No total, essa estrutura engloba oito hospitais, 21 clínicas e uma base de 490 mil beneficiários.

Caso fosse separada, a operação seria a nona maior do setor no país e a segunda maior na região.

Para montar esse braço, a empresa desembolsou cerca de R$ 4 bilhões — incluindo R$ 2,6 bilhões pagos pela Clinipam em 2020, R$ 1,06 bilhão pelo Centro Clínico Gaúcho em 2021 e os aportes destinados à construção das novas unidades.

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Além disso, conforme documento divulgado nesta manhã à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a família Pinheiro, controladora da companhia, ampliou sua participação diante da recente queda das ações. A fatia passou de 42% para 51,39%, desconsiderando os papéis em tesouraria.

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Se houver venda, o desconto deve ser relevante — e mesmo assim seria bom para a empresa

Na visão do JP Morgan, as ações da companhia comemoram o potencial destravamento de valor com a venda de ativos não essenciais e com desempenho abaixo do esperado e o reforço do compromisso de longo prazo da família controladora com a companhia, além da sinalização de maior atenção às pressões operacionais em curso.

Um dos pontos destacados pelo JP Morgan sobre a possível venda de ativos pela Hapvida é que o valor desses negócios hoje deve ser significativamente inferior ao desembolsado na aquisição. Isso porque, além de a operadora ter enfrentado forte pressão na bolsa nos últimos anos, esses ativos têm relevância estratégica limitada para a maioria dos players nacionais.

"Apesar disso, vemos a possível venda como positiva, pois: destrava valor e, sobretudo, remove um peso dos resultados e reduz distrações da gestão em relação ao turnaround do core, concentrado no mercado de São Paulo", avalia o time de análise.

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O JP ainda pontua que que esses ativos têm baixa relevância para os resultados da companhia — cerca de 5% da receita consolidada —, enquanto dados da Agência Nacional de Saúde (ANS) sugerem contribuição negativa para o lucro.

"Considerando os dados da ANS como referência, estimamos que a Clinipam opere com uma sinistralidade (MLR) de 85% e o CCG com 95,8% em 2025, versus 78% da Hapvida consolidada. Isso sugere que uma parte relevante da pressão sobre a sinistralidade vem das operações no Sul, apesar de representarem apenas cerca de 5% da receita", escreve o banco em relatório.

As estimativas do time indicam que a exclusão desses ativo poderia melhorar o MLR em cerca de 50 pontos-base em 2025.

Operação no Sul está entre os grandes problemas da Hapvida

Na semana passada, a Squadra Investimentos, que tem posição acionária de 6,98% na Hapvida, publicou uma carta em que pede mudanças no conselho de administração, questiona as decisões tomadas nos últimos anos e propõe desinvestimentos para redução do endividamento.

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No documento, uma das críticas da gestora é justamente nas operações do Sudeste e do Sul, consideradas pela gestora como exemplos claros de execução frustrada.

De acordo com a carta, a integração desses ativos segue gerando efeitos negativos persistentes, sem sinais concretos de reversão. Em 2025, a companhia perdeu 238 mil beneficiários nessas regiões, contra um ganho de quase 800 mil segundo dados da ANS.

Diante disso, a gestora defendeu a venda desses ativos. A leitura é que, nas mãos de operadores mais especializados, essas operações poderiam recuperar valor, ao mesmo tempo em que a Hapvida reduziria sua alavancagem, simplificaria sua estrutura e voltaria a concentrar esforços nas regiões em que possui maior vantagem competitiva.

A carta também chama atenção para o nível de endividamento e para a deterioração financeira recente, destacando que a companhia combina piora operacional com aumento de alavancagem, o que elevou o custo de capital e pressionou a percepção de risco no mercado.

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Nesse contexto, a proposta de desinvestimentos surge como uma forma não apenas de desalavancar o balanço, mas também de reequilibrar a estrutura de capital e destravar valor para os acionistas.

Essa não é a única reclamação da Squadra que a Hapvida parece estar inclinada a resolver. Depois da carta, a empresa informou que a eleição dos membros do Conselho de Administração da companhia pode ocorrer por voto múltiplo, um dos mais importantes pedidos feitos pela acionista minoritária.

O histórico de dificuldades da Hapvida nessas regiões do Brasil

A Hapvida já foi tratada como uma das queridinhas do mercado, vista por gestores e analistas como uma tese quase exemplar.

O entusiasmo vinha da verticalização, estratégia em que a operadora controla tanto os planos quanto os hospitais onde os pacientes são atendidos. Esse arranjo, segundo o mercado, ajudava a reduzir desperdícios, evitar conflitos de interesse e manter os custos sob controle.

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Só que esse modelo foi pensado na região Nordeste, onde a companhia foi fundada pelo médico oncologista Candido Pinheiro Koren, em 1979.

“Lá, a Hapvida conseguiu se tornar uma baita alternativa ao SUS. O cliente acessava um plano barato e se sentia bem atendido, perdoando possíveis falhas, porque a alternativa seria justamente o atendimento público”, afirma um outro gestor com quem o Seu Dinheiro conversou.

Esse modelo, porém, passou a ser colocado à prova após o avanço da empresa para as regiões Sul e Sudeste, com fusões e aquisições que nunca cumpriram com o prometido incialmente.

Diferentemente do Nordeste, as regiões apresentam concorrência mais acirrada, custos operacionais mais elevados e maior gasto médico, o que limita repasses de preços e pressiona a rentabilidade. Na avaliação de analistas e gestores, esse ambiente acabou dificultando a replicação do sucesso anterior.

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Você pode entender melhor nesta reportagem do Seu Dinheiro.

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