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Operação será 100% secundária, o que significa que o dinheiro não entrará no caixa da empresa e, sim, no bolso dos acionistas vendedores, e pode envolver inicialmente 89,28 milhões de ações, com possibilidade de ampliação conforme a demanda
A Compass, uma das controladas da Cosan (CSAN3) do setor de gás e energia confirmou, na madrugada desta quarta-feira (28), o lançamento de uma oferta pública secundária de ações. A operação pode movimentar mais de R$ 5 bilhões, considerando o preço-teto da faixa sugerida por ação, entre R$ 28 e R$ 35.
Segundo o comunicado, a operação envolve inicialmente 89,28 milhões de ações ordinárias, todas de titularidade de acionistas vendedores — incluindo a própria Cosan, fundos da Atmos, Brasil Capital, Bradesco Vida e Previdência, além de veículos ligados ao BTG Pactual e outros investidores relevantes.
Como se trata de uma oferta secundária, o dinheiro captado não entra no caixa da Compass, mas vai direto para os acionistas que estão reduzindo posição. O documento prevê a possibilidade de acréscimo de até 48% em ações adicionais, caso a demanda seja forte.
Esse acréscimo seria de até 42.965.167 ações ordinárias, de titularidade do Brasil Capital, do Bússola 2 Fundo de Investimento em Ações, da Cosan e do Manaslu, nas mesmas condições e pelo mesmo preço das ações da oferta base.
Além disso, a oferta prevê um lote extra de até 15% do total, o equivalente a até 13.392.857 ações, de titularidade da Cosan, que pode ser usado para ajudar a manter a estabilidade do preço dos papéis após o início das negociações.
De acordo com o cronograma da oferta, o encerramento do procedimento de bookbuilding — etapa em que os investidores informam quanto querem investir e a que preço, servindo de base para definir o valor final das ações — e a fixação do preço por ação estão previstos para 7 de maio, com início das negociações dos papéis no dia 11.
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A oferta é destinada exclusivamente a investidores profissionais, com esforços coordenados tanto no Brasil quanto no exterior, incluindo Estados Unidos e outros mercados.
O movimento vem em meio a uma seca de IPOs na bolsa de valores brasileira. A última oferta de ações ocorreu em 2021. Desde então, as brasileiras PicPay e Agibank abriram capital lá fora, mas ainda não houve IPO na B3.
Além da Comgás, maior distribuidora de gás natural do país localizada em São Paulo, a Compass tem participação em mais seis distribuidoras de gás. Segundo o site da empresa, são mais de 3 milhões de clientes conectados.
A Cosan tem 88% do capital da companhia. Um bloco de funtos da Atmos, Bradesco Vida e Previdência, BC Gestão de Recursos, Prisma Capital e Nucleo Capital também têm posições minoritárias.
A Cosan já havia anunciado o pedido de IPO à CVM no início de março, em meio à escalada na crise na Raízen (RAIZ4), sua joint venture com a Shell.
A fabricante de açúcar e álcool encerrou dezembro do ano passado com uma dívida colossal de mais de R$ 55 bilhões, além de desafios no próprio modelo de negócios.
Embora a captação seja de cerca de R$ 1,6 bilhão, o BTLG11, que é um dos fundos mais populares entre os investidores pessoas físicas, também informou que poderá emitir um lote adicional de até 3.902.439 de cotas
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