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BALANÇO DESAPONTOU?

Ex-Eletrobras, Axia (AXIA3) cai no Ibovespa apesar de ter dobrado o lucro líquido ajustado no 4T25: o que desanimou o mercado?

Apesar da queda de 2,7% após o balanço do 4º trimestre de 2025, analistas recomendam compra para as ações da Axia (AXIA3)

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27 de fevereiro de 2026
15:01 - atualizado às 15:13
Imagem criada por inteligência artificial para ilustrar o logo da Axia Energia (ex-Eletrobras) à frente de uma linha de transmissão.
Imagem criada por inteligência artificial para ilustrar o logo da Axia Energia (ex-Eletrobras) à frente de uma linha de transmissão. - Imagem: Copilot/Montagem Seu Dinheiro

As ações da Axia (AXIA3), antiga Eletrobras, lideram as quedas do Ibovespa nesta sexta-feira (27) após divulgar os resultados do 4º trimestre de 2025. Às 14h40, os papéis recuavam 2,5%. Porém, o desânimo do mercado surge na contramão de um avanço operacional relevante.

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No período, a elétrica registrou receita líquida de R$ 9,9 bilhões, queda de 5,5% em relação ao ano anterior, refletindo principalmente menor volume de energia vendida no segmento de geração e receitas de transmissão abaixo do esperado pelo mercado.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 4,2 bilhões, redução de 9,9% na comparação anual. Já o lucro líquido ajustado atingiu R$ 1,25 bilhão, avanço de 141% ano na comparação com o 4T24, quando registrou R$ 518 milhões.

O resultado sem ajustes foi de R$ 13,9 bilhões no período, também um aumento significativo em relação ao valor de R$ 1,1 bilhão do ano anterior.

Qual foi o calcanhar de Aquiles da Axia?

Apesar do crescimento expressivo na comparação anual da última linha, o resultado — sobretudo em receita e Ebitda frente ao consenso — ficou abaixo das estimativas de parte do mercado.

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O principal fator foi o volume de energia vendida menor do que o modelado pelas casas, o que não é necessariamente um sinal de alerta. O UBS BB ponderou que “o crescimento sequencial continua sólido”, indicando que o desvio foi mais pontual do que estrutural.

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Segundo a XP, o recuo no volume está muito mais ligado à alocação do portfólio da Axia e à sua estratégia comercial do que a qualquer deterioração operacional. A energia vendida ficou 13% abaixo da estimativa. No entanto, o entendimento é que a companhia pode ter optado por reter parte da energia para vender em outros períodos ou redirecionado contratos dentro do portfólio.

A XP também destacou a frustração na linha operacional. “O Ebitda ajustado ficou 11% abaixo da nossa estimativa, pressionado por energia vendida 13% abaixo do projetado e receitas de transmissão menores”, escreveu a equipe encabeçada por Raul Cavendish.

Apesar da queda no volume, a receita pela energia foi maior. Os analistas da XP ressaltaram que “o preço médio de geração veio 5% acima do esperado pelo segundo trimestre consecutivo, refletindo boa gestão de portfólio”.

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O fato de o preço médio ter vindo acima do esperado indica que a empresa conseguiu capturar preços melhores, ainda que com menor volume — vendendo menos, mas a preços mais altos.

Na avaliação da corretora, “não há elementos estruturais que justifiquem revisões relevantes nas estimativas”, reforçando que a reação do mercado pode estar mais ligada ao descolamento frente ao consenso do que a uma piora efetiva do negócio.

O peso dos créditos tributários

Se o Ebitda trouxe ruído frente às projeções, o lucro chamou atenção pelo tamanho. O resultado reportado próximo R$ 14 bilhões foi fortemente influenciado pelo reconhecimento de R$ 12,3 bilhões em créditos fiscais, que devem ser convertidos em caixa no futuro.

Para o BTG Pactual, o impacto vai além do efeito contábil: “o reconhecimento dos créditos é bastante favorável em termos de valor presente e aumenta os lucros acumulados, o que pode sustentar dividendos mais elevados à frente”.

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O banco também argumenta que, “ajustando provisões relacionadas à geração e custos de rebranding, o Ebitda poderia ter ficado entre R$ 5,8 bilhões e R$ 5,9 bilhões, acima da nossa projeção”.

Na visão dos analistas, “o quarto trimestre foi mais um trimestre sólido, com vitórias em praticamente todas as frentes”, consolidando um ciclo de transformação estratégica iniciado nos últimos anos.

O banco destaca melhorias como as "mudanças na diretoria, adesão a uma estratégia de comercialização ousada, uma estratégia inteligente de venda de ativos, um acordo de governança com o governo e a gestão do balanço patrimonial que preparou melhor a empresa para execução".

Apesar da queda após o balanço, analistas recomendam compra

Diante dos resultados e das perspectivas para a Axia, os analistas do UBS BB, BTG Pactual e XP mantêm compra para a companhia. Confira o preço-alvo de cada uma das instituições:

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Instituição financeiraPreço-alvo
UBS BBR$ 80
BTG PactualR$ 61
XPR$ 48,8

*Com informações do Money Times.

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