Estrangeiros de saída do Ibovespa? Bolsa cai 2,8% na semana, mas Hapvida (HAPV3) brilha e dispara 15%
Nos últimos sete pregões, o saldo do investidor estrangeiro foi de saída líquida de cerca de R$ 3 bilhões

A semana foi negativa para as ações brasileiras em meio a um cenário global ainda instável e à perda de fôlego do fluxo estrangeiro. O Ibovespa encerrou a semana com uma queda de 2,8% em reais, aos 190.745 pontos, revertendo parte do rali recente que havia aproximado o índice da marca simbólica dos 200 mil pontos.
Em dólares, a perda foi ainda maior: -3,1%, refletindo também a leve desvalorização do real nos últimos dias. O dólar fechou a semana cotado a R$ 4,99, com alta de 0,3%, sustentando a taxa de câmbio abaixo dos R$ 5.
A próxima semana deverá ser intensa para o Ibovespa e os investidores. O calendário econômico está cheio de indicadores no Brasil e nos EUA.
A começar pelo principal destaque da semana, que será a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa Selic. A expectativa quase consensual é de um corte de 0,25 ponto percentual, colocando os juros em 14,50% ao ano.
Também serão divulgados o IPCA‑15 de abril, a PNAD Contínua, o Caged e estatísticas fiscais e de crédito.
No exterior, o foco estará nas decisões de política monetária do Federal Reserve, do Banco Central Europeu, do Banco da Inglaterra e do Banco do Japão — todas com expectativa de manutenção dos juros.
Leia Também
Nos EUA, ainda saem o PIB do primeiro trimestre de 2026 e o PCE, principal indicador de inflação do país.
O que mexeu com o Ibovespa na semana
Tensão no Oriente Médio continua no radar
O conflito no Oriente Médio seguiu dominando as atenções dos investidores na última semana. Embora dois movimentos tenham sido vistos como positivos — a extensão do cessar‑fogo entre Israel e Líbano e a prorrogação por prazo indefinido da trégua entre EUA e Irã — a tensão na região permanece elevada.
O bloqueio norte-americano aos portos iranianos segue em vigor, com registros de apreensão de navios ao longo da semana. Como reflexo direto, o petróleo voltou a subir, com o barril Brent novamente acima dos US$ 100.
Nos Estados Unidos, a temporada de balanços do primeiro trimestre de 2026 segue forte. Até aqui, 78,9% das empresas do S&P 500 superaram as estimativas de lucro, segundo dados da XP, com crescimento médio de 10,2%.
A Intel, por exemplo, disparou 24% após o balanço — em seu melhor desempenho desde o crash de 1987 —, puxando o setor de semicondutores. A Nvidia não disparou nesse nível, mas superou o patamar de US$ 5 trilhões em valor de mercado.
Fluxo estrangeiro arrefece e pressiona o Ibovespa
Segundo a XP, a combinação de um ambiente microeconômico forte nos EUA (demonstrado pelos bons resultados das empresas) e a redução das tensões globais (prolongamento do cessar-fogo) diminuiu a urgência dos investidores internacionais em buscar mercados como o Brasil.
Nos últimos sete pregões, o saldo do investidor estrangeiro foi de saída líquida de cerca de R$ 3 bilhões, pressionando não só o Ibovespa, mas também outros ativos locais.
A curva de juros abriu, indicando que os agentes de mercado esperam juros maiores no futuro. O vencimento de janeiro de 2036 avançou 14 pontos-base, para 13,56%.
O movimento foi particularmente duro para setores mais sensíveis à economia doméstica e aos juros. Na semana, Educação (-9,3%), Bancos (-5,4%) e Alimentos e Bebidas (-4,4%) figuraram entre os piores desempenhos do Ibovespa.
Entre as maiores quedas individuais estiveram C&A (CEAB3), com tombo de 13%, e Yduqs (YDUQ3), que recuou 10,3%, refletindo preocupações com o custo de capital mais elevado.
Hapvida dispara e é o destaque positivo
Na ponta positiva, o grande destaque da semana foi a Hapvida (HAPV3). As ações da operadora de saúde saltaram 15,2% nesta semana, ampliando a valorização acumulada de 39,5% apenas em abril.
O movimento ganhou força após o anúncio de que os acionistas controladores aumentaram sua participação na companhia, o que foi interpretado pelo mercado como um sinal de confiança na recuperação operacional e financeira do grupo.
Além da Hapvida, os setores que conseguiram fechar a semana no azul foram Óleo & Gás, beneficiados principalmente pela alta do preço do petróleo acima de US$ 100 novamente, e pela natureza mais defensiva desses ativos em momentos de maior incerteza.
NOVAS VITRINES
Allos (ALOS3) mira gestão de fundos imobiliários e vende fatias de shoppings à Kinea; confira os detalhes da parceria
23 de outubro de 2026 - 12:30AS 3 ESTAÇÕES
Ganho de até 50% em dólares: as ações que florescem na primavera da bolsa brasileira
22 de outubro de 2026 - 19:45MUDOU A META?
Meta (META) cai mais de 7% após balanço; veja 3 pontos para prestar atenção, segundo o Safra
22 de outubro de 2026 - 14:32PODCAST TOUROS E URSOS
Crescimento à vista? As oportunidades que podem surgir na bolsa e na renda fixa após as eleições
22 de outubro de 2026 - 11:00ENTRE CHIPS E TIJOLOS
A corrida da IA precisa de imóveis para data centers. E isso pode abrir espaço — e riscos — para os FIIs
21 de outubro de 2026 - 15:30ORGANIZANDO A CASA
Gigante à vista: Patria fica a um passo de unir quatro fundos imobiliários (FIIs) em um só
21 de outubro de 2026 - 11:20DECOLOU
SpaceX salta 10% após balanço, mas duas linhas do resultado servem para manter investidores ‘com os pés no chão’, diz BTG
21 de outubro de 2026 - 11:17É COMPRA
XP dá sinal verde para fundo imobiliário e recomenda compra — mas com uma ressalva
20 de outubro de 2026 - 15:07ESG
B3 realiza 2ª edição de toque de campainha dedicado à filantropia para levar a causa para dentro das empresas
20 de outubro de 2026 - 13:32DEPOIS DO TOMBO
Com queda de 30% em 2026, TRXF11 quer recomprar cotas, mas um ‘detalhe’ pode limitar a operação
20 de outubro de 2026 - 12:32MERCADOS HOJE
3 mil pontos em 13 minutos: o gatilho que disparou o Ibovespa antes da eleição
20 de outubro de 2026 - 12:04BILHÕES NO RALO
“O investidor trocou Vale por Petrobras”: a combinação que faz a mineradora perder R$ 24 bilhões enquanto o Ibovespa festeja
20 de outubro de 2026 - 10:29FOME RENOVADA
TRXF11 coloca maior centro de distribuição do Mercado Livre (MELI34) na carteira por R$ 250 milhões — mas volta atrás em outro negócio
19 de outubro de 2026 - 10:07'NÃO É HORA DE VENDER'
Ibovespa a 240 mil pontos? Inter explica por que ainda vê espaço para a bolsa subir
18 de outubro de 2026 - 15:30MOVIMENTOS TÁTICOS
Estrangeiros despejam R$ 19 bilhões na bolsa em outubro; desafio agora é transformar aposta eleitoral em fluxo permanente
17 de outubro de 2026 - 12:11RESUMO SEMANAL
Petrobras (PETR4) sobe mais de 6% e escapa do tombo do Ibovespa; veja o que movimentou a bolsa na semana
17 de outubro de 2026 - 9:58MUDANÇA DE ARES
Brasil é a melhor escolha na América Latina: BTG zera posição em Argentina e aposta em oito ações brasileiras
16 de outubro de 2026 - 19:27UM TEMPERO EXTRA
Não é só o rali eleitoral: BTG tem mais motivos para recomendar C&A (CEAB3), XP (XPBR31), Cyrela (CYRE3) e estas outras ações
16 de outubro de 2026 - 18:28DEPOIS DA FESTA
Ibovespa a 240 mil pontos? Mesmo após o rali eleitoral com Flávio Bolsonaro, Inter e Citi ainda veem espaço para a bolsa subir
16 de outubro de 2026 - 14:00TOUROS E URSOS #292