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O valor corresponde ao vencimento de 33,5 milhões de NTN-Bs, que remuneram com uma taxa prefixada acrescida da variação da inflação
Investidores de títulos públicos, se preparem: maio é mês de pagamento, e uma bolada deve entrar na conta de quem tem Tesouro IPCA+ 2025 na carteira.
No próximo dia 15 de maio, o Tesouro Nacional irá honrar o pagamento dos 33,5 milhões de NTN-Bs — nome técnico do Tesouro IPCA+ —, que vencem nesta data.
Esses títulos remuneram uma taxa prefixada, mais a correção da inflação no período investido.
Segundo levantamento da Anbima, com dados de 4 de abril, o governo deverá desembolsar R$ 153,3 bilhões para pagar os investidores desses papéis, o que inclui a devolução do valor investido mais juros.
É um volume alto. Mas as taxas prefixadas desses títulos também estavam em níveis altos.
Os dados da Anbima mostram que os juros reais acordados nesses títulos variam entre 7,3% e 9,4%. Dependendo da inflação acumulada no período investido, a remuneração desses papéis pode ter dobrado o capital.
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O pagamento será feito automaticamente na data de vencimento, até o fim do expediente bancário, sem necessidade de solicitação por parte do investidor. A liquidação ocorre diretamente pelo Tesouro Nacional.
Vale lembrar que as aplicações no Tesouro Direto estão sujeitas à cobrança de imposto de renda, com alíquota regressiva conforme o prazo de aplicação — 22,5% para quem ficou com o título por seis meses ou menos a 15% para quem passou de dois anos com o papel.
O título público que corrige a inflação e ainda paga um juro real tem sido a recomendação dos analistas nos últimos meses.
A perspectiva de inflação acima da meta do Brasil neste e no próximo ano aumenta a possibilidade de forte remuneração com o Tesouro IPCA+. Além disso, os títulos também estão oferecendo uma taxa prefixada alta como prêmio de risco.
Poucas vezes na história do Tesouro Direto a taxa do Tesouro IPCA+ superou o nível dos 7%. Neste momento, os títulos não só superaram essa faixa como subiram bastante o nível, aumentando o custo de oportunidade de quem está de fora.
*Com informações do Money Times.
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