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FI-Infra BCDI11 acabou de ser listado na B3 e tem proposta conservadora para o investidor tradicional, que gosta de renda mensal

Dinheiro pingando na conta todos os meses, sem cobrança de imposto de renda (IR) e rendendo a taxa básica de juros, que está pagando mais de 1% ao mês. É disso que o brasileiro gosta — e é isso que o fundo de infraestrutura do BTG Pactual, BCDI11, se propõe a entregar.
Listado na bolsa de valores na última terça-feira (4), o BTG Pactual Dívida Infra CDI (BCDI11) existe desde 2024, mas negociava no mercado de balcão da B3. Agora, o fundo subiu de nível e está disponível para todos os investidores via home broker.
Fundos de infraestrutura investem em dívidas corporativas, em sua maioria, debêntures — tradicionais ou incentivadas (com isenção de IR). A versão FI-Infra, listada em bolsa, tem maior exposição às incentivadas para replicar o benefício tributário.
Outra característica específica dessas versões listadas são os pagamentos de dividendos mensais, replicando o que é feito por fundos imobiliários e Fiagros.
Só aí, o BCDI11 já uniu isenção de IR e dividendos.
Entretanto, para a Empiricus, o diferencial do FI-Infra do BTG é sua estratégia de proteção para replicar o desempenho do CDI.
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O CDI é o indexador que acompanha os juros básicos do país. Por isso, ele é a referência da maior parte dos ativos de renda fixa e a meta de desempenho para os investidores.
Ao escolher um ativo, o investidor questiona: ficou acima ou abaixo do CDI?
Ativos indexados ao CDI costumam ter preços menos voláteis do que os prefixados ou atrelados à inflação, sendo preferidos pelos investidores avessos às fortes oscilações diárias do seu patrimônio.
De olho nessa preferência, a estratégia do BCDI11 é acompanhar de perto — ou até superar — o CDI. É o que o mercado chama de fundo hedgeado.
Isso porque os ativos que compõem a carteira dos FI-Infras frequentemente são indexados à inflação (IPCA+), mas os gestores fazem operações específicas para converter essa modalidade de remuneração em um retorno atrelado ao CDI, de forma a proteger a carteira das oscilações dos títulos IPCA+, o tal do hedge.
"O desenho do BCDI11 é para o investidor que prioriza retorno atrelado ao CDI, menor oscilação da cota e maior previsibilidade de renda", diz o relatório da Empiricus. Desde o início, o fundo entregou um retorno de CDI + 1,9% ao ano, isento de IR e considerando o reinvestimento de todo o dividendo.
Atualmente, isso significa um retorno próximo de 16% ao ano, porque a taxa básica de juros está em 14% ao ano.
Os analistas da Empiricus destacam que essa proteção serve para o bem e para o mal: o retorno atrelado ao CDI pode diminuir em um ciclo de queda dos juros, mas também pode aumentar quando o CDI sobe.
A questão é: seja qual for o nível da taxa básica, a proposta é acompanhar esse desempenho, o que está dentro de um perfil conservador de renda fixa.
Entre abril e julho de 2026, o BCDI11 manteve uma distribuição mensal de R$ 1,20 por cota, equivalente a um dividend yield anualizado próximo de 14,3%.
A listagem na bolsa traz um elemento novo que pode ser positivo para o investidor neste momento, segundo a Empiricus.
A cota do fundo oscila conforme as negociações em bolsa, podendo ficar acima ou abaixo da cota patrimonial, baseada no patrimônio total do fundo e seu "valor real".
Quando a cota na bolsa fica abaixo da cota patrimonial, isso significa que o preço está com "desconto". E o contrário também é verdadeiro.
Porém, uma cota com desconto também significa oportunidade de compra, na opinião dos analistas, já que a valorização dessa cota pode aumentar o retorno potencial do investimento.
E no caso dos FI-Infras, não só os dividendos são isentos de IR, como também o lucro com a valorização das cotas.
Nos cálculos da Empiricus, desconsiderando o reinvestimento dos dividendos e considerando apenas o pagamento mensal, o retorno atual do fundo é de CDI + 1,2%.
Com o desconto na cota da bolsa, este retorno aumenta para CDI + 1,7%.
Com as negociações diárias, o preço da cota pode ficar com mais desconto ou com prêmio em relação à cota patrimonial, mas este não deve ser o foco do investidor, somente uma consideração a mais na avaliação da Empiricus, que torna o momento de entrada propício.
O potencial de verdade está no pagamento de dividendos e na tese de proteção indexada ao CDI.
"Na nossa leitura, o BCDI11 preenche um espaço relevante na prateleira de fundos listados de infraestrutura. A estratégia prioriza estabilidade, carrego e retorno atrelado aos juros, próprio de uma carteira conservadora", diz a Empiricus.
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