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ESTRATÉGIA DE INVESTIMENTO

Do Tesouro Direto para outros investimentos? Veja onde reinvestir o Tesouro IPCA+ 2026 para ter renda passiva

A Empiricus selecionou cinco investimentos focados em estratégia de renda para colocar o dinheiro que vai cair na conta; confira

notas de dinheiro (reais) ao fundo, com uma flecha vermelha subindo no centro.
O Tesouro IPCA+ 2026 vence neste sábado (15), mas o dinheiro cai na conta na segunda-feira (17). Imagem: alexsl/ iStock

O Tesouro Nacional vai desembolsar cerca de R$ 260 bilhões na segunda-feira (17) para pagar os investidores do Tesouro IPCA+ 2026, o título principal e o com juros semestrais. Para milhares de investidores, é o fim da linha com esse papel. Entretanto, se o objetivo é construir patrimônio, a missão continua.

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A possibilidade de reinvestir em títulos do Tesouro Direto é a mais óbvia. No entanto, os analistas da Empiricus Research sugerem uma outra estratégia para esse dinheiro: renda passiva.

E há diversas formas de diversificar esses aportes: renda fixa com pagamentos semestrais, fundo imobiliário e de infraestrutura com dividendos mensais, ação "vaca leiteira" e uma ação internacional para uma pequena parcela de renda em dólar.

Essa é a seleção de ativos da Empiricus para reinvestir o valor que será pago à pessoa física pelo título do Tesouro Direto.

Em relatório, eles afirmam que as opções contemplam diferentes perfis: do conservador ao sofisticado. Não é necessário aplicar em todas as sugestões.

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"A ideia não é encontrar um substituto perfeito para o título que venceu, mas mostrar onde enxergamos boas relações entre risco e retorno para colocar esse dinheiro novamente para trabalhar", diz o texto.

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A nova jornada do dinheiro

Se para você quando o dinheiro cai na conta significa missão cumprida, você não está sozinho. Muitos investidores veem o vencimento de um título de renda fixa como o ponto final daquela aplicação.

No caso de um dinheiro carimbado para uma viagem, a compra de um bem ou outros motivos, de fato, é o fim do rendimento.

Porém, se o objetivo é construir ou preservar patrimônio, a jornada continua.

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Os analistas da Empiricus afirmam que este momento do vencimento é tão importante quando o da decisão da aplicação inicial. Afinal, a pergunta é a mesma: o que fazer com esse dinheiro agora?

O reinvestimento é importante para que os rendimentos se somem ao valor que foi aplicado lá atrás é produzam ainda mais rendimento. É o efeito "bola de neve" dos juros compostos.

"Quanto mais tempo essa engrenagem permanece funcionando, maior tende a ser a diferença", diz a Empiricus.

E, aqui, os analistas estão falando da estratégia principal de reinvestir o dinheiro do vencimento do título do Tesouro Direto, mas também faz a diferença ao reinvestir a renda e os dividendos recebidos com os ativos escolhidos para a aplicação.

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"Pode parecer pouco relevante no curto prazo, mas cobra seu preço quando pensamos em horizontes de dez, vinte ou trinta anos."

Reinvestindo fora do Tesouro Direto

  • Renda fixa: debênture Equatorial Goiás (CGOSA2)

A Equatorial Energia é um dos principais grupos privados do setor de energia brasileiro, com atuação em distribuição, transmissão e geração renovável, além de saneamento. A subsidiária de Goiás, antiga CELG-D, foi adquirida em 2022 e trabalha para 237 municípios, somando 7 milhões de habitantes no estado.

A debênture CGOSA2 vence em janeiro de 2038 e faz pagamentos semestrais de juros. Na sexta-feira (14), a taxa indicativa no mercado secundário das plataformas era de IPCA+ 8,10%.

A Equatorial é uma empresa com rating AAA pela S&P Global e AA+ pela Fitch. A subsidiária de Goiás tem rating AAA pela S&P.

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  • FII: Kinea Hedge Fund (KNHF11)

O KNHF11 é um fundo imobiliário multiestratégia, com foco em gerar renda investindo em CRIs, FIIs, imóveis e ações do setor. Neste momento, o fundo está mais concentrado em ativos de crédito, o que favorece o pagamento de dividendos.

O fundo tem R$ 1,95 bilhão de patrimônio líquido e negocia na bolsa com um valor de cota menor do que o do seu patrimônio, o que configura um "desconto" de preço de cerca de 8,5%. Até agosto, o dividend yield do KNHF11 era de 13,41% em 12 meses.

  • FI-Infra: BTG Dívida Infra (BCDI11)

O BCDI11 é um fundo de crédito incentivado (com isenção de IR) listado em bolsa. Ele investe em debêntures isentas, que são títulos de renda fixa indexados à inflação para proteger o patrimônio do investidor.

Entretanto, o FI-Infra tem como benchmark o CDI, o que torna ele um ativo menos volátil, focado no investidor conservador.

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Os FI-Infra pagam dividendos mensais e tem isenção de IR sobre a rentabilidade e o ganho de capital com a cota. O BCDI11 é um fundo recém-listado, com um dividend yield próximo de 14,3%. Ele também está negociando com "desconto" na cota.

  • Ações: Axia (AXIA3)

A Axia Energia (Ex-Eletrobras) é uma empresa tradicional do mercado de energia, muita ativa nos setores de geração e transmissão. Atualmente, a companhia está focada na eficiência operacional e em diminuir seu endividamento após o processo de privatização.

Analistas esperam a otimização da operação nos próximos anos. Com isso, há uma expectativa de valorização do preço das ações e de elevação nos pagamentos de dividendos.

A projeção do Itapu BBA é de que a Axia pode distribuir até R$ 20 bilhões por ano entre 2027 e 2030, o que equivale a um dividend yield médio de cerca de 13%.

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  • Internacional: Nvidia (NVDA/NVDC34)

Por fim, a última recomendação é a ação da Nvidia, que pode ser adquirida em contas internacionais, direto na bolsa norte-americana (NVDA) ou via B3, por meio de recibos de ações (BDR/ NVDC34 ).

A empresa tem uma posição central no fornecimento de infraestrutura que sustenta o desenvolvimento da inteligência artificial (IA). Seu valor de mercado já chegou a US$ 5,25 trilhões e, atualmente, é a companhia de capital aberto mais valiosa do mundo.

Diferentemente das recomendações anteriores, a Nvidia não representa uma tese de renda passiva. A empresa paga dividendos, mas é um valor pequeno, quase significativo.

A alocação nessa ação está mais relacionada a diversificação em moeda estrangeira (dólar) e na principal tese da atualidade, que é a IA.

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Em quais ativos investir?

A recomendação dos analistas da Empiricus não é investir em todos os ativos, necessariamente. A ideia é que cada investidor se exponha dentro do que o seu perfil de investimento permite.

As alocações vão ficando mais arriscadas e sofisticadas progressivamente: da renda fixa à ação internacional. Teses mais conservadoras, centradas em títulos públicos, você encontra aqui.

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