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DO COLAPSO À CREDIBILIDADE

Argentina faz o dever de casa e volta a inspirar confiança — FMI libera mais US$ 2 bilhões ao país

País mostra progresso em corte de gastos, câmbio mais flexível e controle da inflação — e começa a colher os frutos com apoio do FMI e retorno ao mercado internacional

O presidente da Argentina, Javier Milei, veste terno escuro e camisa azul. Na montagem, que traz a bandeira da Argentina ao fundo, ele acena.
O presidente da Argentina, Javier Milei - Imagem: Canvas/ Montagem: Seu Dinheiro

A Argentina deu mais um passo importante em sua tentativa de virar a página da crise econômica. O país recebeu sinal verde do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a liberação de um crédito de US$ 2 bilhões. 

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A liberação do montante aconteceu após a primeira revisão do programa de reformas econômicas, firmado em abril, no âmbito do Mecanismo de Financiamento Ampliado (EFF, na sigla em inglês) do Fundo.

Segundo o FMI, o desembolso ainda depende da aprovação do Conselho Executivo do Fundo, mas a equipe técnica já avaliou de forma positiva.

Com isso, a Argentina poderá acessar os novos recursos dentro de um acordo mais amplo, que prevê até US$ 20 bilhões em empréstimos ao longo de 48 meses. 

A primeira tranche, de US$ 12 bilhões, foi liberada logo após a assinatura do acordo.

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  • LEIA TAMBÉM: Leitores do Seu Dinheiro acessam em primeira mão análises e recomendações sobre a temporada de balanços; vai ficar de fora dessa?

FMI elogia reformas na Argentina

O FMI destacou que o programa de reformas da Argentina teve um início forte, sustentado pela aplicação consistente de políticas macroeconômicas restritivas:

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  • Âncora fiscal sólida, com controle de gastos;
  • Política monetária contracionista, para frear a inflação; e
  • Transição bem-sucedida para um regime cambial mais flexível, com redução de controles sobre o câmbio.

De acordo com o Fundo, os resultados já começaram a aparecer. A inflação segue em trajetória de desaceleração, a atividade econômica apresenta sinais de retomada, e a pobreza começou a cair.

Além disso, o país surpreendeu ao conseguir retomar o acesso aos mercados de capitais internacionais antes do previsto. 

Em maio, o governo argentino realizou uma emissão de títulos Bonte com vencimento em 2030, voltada a investidores estrangeiros.

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Melhora na credibilidade

O FMI apontou que os avanços devem ser complementados por reformas adicionais, voltadas à construção de uma economia “mais aberta, resiliente e orientada pelo mercado”.

A avaliação positiva fortalece a posição da Argentina para continuar acessando recursos externos e pode sinalizar uma mudança de percepção sobre o país entre investidores internacionais.

Recentemente, a Argentina teve sua nota de crédito soberano elevada pela agência de classificação Moody’s. O rating passou de Ca para Caa3. 

Embora ainda seja uma nota especulativa — ou seja, com elevado risco de crédito —, a mudança indica uma percepção de melhora institucional e econômica.

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Segundo a Moody’s, a reclassificação reflete “a expectativa de que as autoridades continuarão implementando medidas corretivas, que melhorem gradualmente a sustentabilidade macroeconômica e da dívida”, além do progresso visível no controle dos desequilíbrios fiscais e externos. 

A agência também alterou a perspectiva do rating para estável, o que indica menor probabilidade de novos rebaixamentos no curto prazo.

*Com informações do Estadão Conteúdo. 

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