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SUBIU DOIS DEGRAUS

Milei vai sair das sombras em direção à luz? O que significa a melhora da nota de crédito da Argentina pela Moody´s

A agência de classificação de risco elevou o rating do país de Caa3 para Caa1, e alterou a perspectiva de positiva para estável; entenda o que isso quer dizer na prática

O presidente da Argentina, Javier Milei, veste terno escuro e camisa azul. Na montagem, que traz a bandeira da Argentina ao fundo, ele acena.
O presidente da Argentina, Javier Milei - Imagem: Canvas/ Montagem: Seu Dinheiro

Donald Trump prometeu devolver aos EUA a era de ouro, mas parece que outro país é está no caminho para deixar os dias sombrios para trás e viver dias de glória. Nesta quinta-feira (17), a Moody´s elevou a nota de crédito da Argentina de Caa3 para Caa1 e indicou que pode voltar a melhorar o rating dos hermanos em breve — mas há uma condição para isso. 

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A mudança de hoje mantém a Argentina entre os países com risco alto de inadimplência e baixo interesse — a pior categoria da agência — mas coloca o país a um degrau do nível de especulação, com baixa classificação. Esse é o patamar no qual o Brasil se encontra, com nota de crédito Ba1 pela Moody´s. 

A melhora no rating argentino foi impulsionada por uma série de reformas econômicas implementadas pelo governo de Javier Milei. 

A agência também alterou a perspectiva da nota de positiva para estável — uma alteração que reflete a liberalização do câmbio, o arrefecimento dos controles de capital e um novo programa com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que apoiam a disponibilidade de liquidez e reduzem pressões de financiamento externo. 

Segundo a Moody´s, esses fatores diminuem a probabilidade de um evento de crédito negativo envolvendo a Argentina.

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A classificação da Argentina pode ser ainda melhor

O caminho da Argentina até a era de ouro ainda é longo, mas não impede que os dias sejam melhores por lá. 

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Junto com a mudança na classificação do país, a Moody's afirma que pode voltar a elevar o rating argentino se reformas estruturais continuarem a atenuar os desequilíbrios econômicos e fiscais.

A nota de crédito também pode ser sustentada por um aumento de reservas internacionais induzido por fluxos de moeda estrangeira que não gerem dívida, segundo a agência.

"A recuperação econômica e o apoio popular às políticas de ajuste do governo antes das eleições legislativas de meio de mandato em outubro podem conceder ao governo um mandato político mais forte para acelerar a sua agenda de reformas econômicas", diz.

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Nem tudo são flores para os hermanos

Como nem tudo são flores, a Moody's pondera que o rating da Argentina pode cair se surgirem sinais de pressões na balança de pagamentos ou de escassez de moeda estrangeira.

"Choques políticos ou econômicos que comprometam a estabilidade macroeconômica ou causem aumento da volatilidade financeira, interrompendo o progresso feito na estabilização macroeconômica, também podem resultar em um rebaixamento da classificação", afirma.

Segundo a agência, a Argentina ainda enfrenta desafios no financiamento externo, diante de colchões de capital fracos e obstáculos ao investimento — fatores que pressionam a classificação Caa1 dos hermanos. 

As previsões da Moody´s para a Argentina

A Moody's projeta que a economia argentina crescerá 4% este ano, antes de desacelerar marginalmente para 3,5% em 2026. 

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"A posição fiscal equilibrada representa uma ruptura com o longo histórico de dominância fiscal da Argentina e de financiamento do déficit pelo banco central, sugerindo que a recuperação atual provavelmente será mais duradoura", diz a agência, destacando que há riscos ascendentes para suas previsões.

A Moody´s ressalta ainda que a desinflação contínua levou a aumentos nos salários reais, enquanto o aperto fiscal ampliou o volume de crédito não mais suplantado pelos empréstimos do setor público. 

Além disso, chama atenção para a desmontagem das distorções no câmbio, que está melhorando o funcionamento do mercado local em vários setores. 

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