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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

DEPOIS DA VIRADA

Quase 170% em 2025: Ação de banco “fora do radar” quase triplica na bolsa e BTG vê espaço para mais

Alta das ações em 2025 não encerrou a tese: analistas revelam por que ainda vale a pena comprar PINE4 na bolsa

Camille Lima
Camille Lima
22 de dezembro de 2025
18:21 - atualizado às 17:36
Escritório do Banco Pine (PINE4).
Escritório do Banco Pine (PINE4). - Imagem: Divulgação

Depois de quase triplicar de valor na bolsa em 2025, com uma alta próxima de 170%, o Banco Pine (PINE4) voltou definitivamente ao radar dos analistas. O movimento chamou a atenção do BTG Pactual, que decidiu retomar a cobertura do papel e iniciar recomendação de compra

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O banco fixou um preço-alvo de R$ 15 por ação para o fim de 2026, o que implica um retorno total de cerca de 30%, já considerando o pagamento de dividendos.  

Na leitura do BTG, apesar da performance expressiva no último ano e de um valuation que, à primeira vista, parece esticado — cerca de 2,2 vezes o valor patrimonial (P/VP) —, as ações ainda negociam a múltiplos atrativos quando observado o potencial de crescimento projetado para 2026 e 2027. 

Por que comprar ações do Banco Pine agora? 

Para entender por que o BTG vê espaço para mais valorização das ações, é preciso voltar alguns anos no tempo. 

Quando o investidor olhava para o Banco Pine há uma década, o retrato era bem menos animador. Entre 2015 e 2017, a instituição conviveu com níveis elevados de inadimplência em sua carteira de crédito corporativo, o que pressionou resultados. 

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A virada começou a ganhar forma em 2021, quando o banco voltou a registrar lucro. No ano seguinte, em 2022, o Pine aprofundou a reestruturação, apostando na qualificação da equipe, na expansão do crédito de varejo com garantias e na diversificação das fontes de funding.  

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Aos poucos, a instituição deixou para trás o perfil excessivamente concentrado em crédito corporativo e passou a operar com uma estrutura mais diversificada, equilibrada e rentável. 

O brilho do consignado privado 

Na avaliação do BTG, um dos pilares dessa transformação foi a decisão de entrar cedo em um mercado que ainda engatinhava: o crédito consignado privado. Hoje, o Pine detém cerca de 6% de participação de mercado nesse segmento, com uma carteira de R$ 3,5 bilhões. 

Segundo os analistas, o consignado privado tem sido o principal motor da rentabilidade elevada que o banco vem entregando nos últimos trimestres, com retornos sobre o patrimônio líquido (ROE) acima de 30%. 

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É esse desempenho que sustenta as projeções mais otimistas. O BTG estima um ROE anualizado de cerca de 32% em 2025, impulsionado pelo quarto trimestre, que deve fechar o ano com uma rentabilidade superior a 40%.  

A expectativa é que o banco consiga manter retornos elevados ao longo dos próximos trimestres, ainda que em patamares gradualmente mais moderados. 

“Embora ROEs acima de 30% não devam ser sustentáveis no longo prazo, acreditamos que os retornos podem permanecer elevados por mais tempo do que o atualmente precificado”, afirmam os analistas.  

Nas contas do BTG, a rentabilidade deve recuar para 31% em 2026, 29,5% em 2027 e 26,5% em 2028 — níveis ainda bastante robustos para o setor. 

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Os riscos do investimento no Banco Pine (PINE4) 

Apesar do cenário construtivo, o BTG não ignora os riscos envolvidos na tese de investimento do Banco Pine. 

Entre os principais pontos de atenção estão uma concorrência mais agressiva no consignado privado, a possibilidade de tetos regulatórios para as taxas de juros, desafios na execução do cross-selling de produtos e uma eventual deterioração mais rápida do que o esperado na qualidade dos ativos. 

Outro fator acompanhado de perto é o capital. O banco encerrou os nove primeiros meses do ano com um capital nível 1 de 10,1%, patamar considerado relativamente apertado em comparação aos pares. 

Ainda assim, esse risco pode se dissipar nos próximos meses, na leitura do BTG. 

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Isso porque a administração do Pine já sinalizou a possibilidade de realizar uma oferta subsequente de ações no primeiro trimestre, o que ajudaria a reforçar o capital, ampliar os colchões de segurança e melhorar a liquidez dos papéis no mercado, segundo os analistas.   

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