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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

PRESSÃO COMPRADORA

Por trás da disparada das ações da Oncoclínicas (ONCO3), gestora de “situações especiais” abocanha nova fatia na empresa 

A Latache, gestora de Renato Azevedo, agora possui 6,84% do capital social da Oncoclínicas, equivalente a cerca de 44,6 milhões de ações ONCO3

Camille Lima
Camille Lima
19 de fevereiro de 2025
19:37
Fachada da Oncoclínicas (ONCO3).
Fachada da Oncoclínicas (ONCO3). - Imagem: Divulgação

Quem acompanha as ações da Oncoclínicas (ONCO3) deve ter se perguntado: o que fez os papéis saltarem 53% na B3 desde a semana passada, mesmo diante de notícias de  rebaixamento das ações e incertezas quanto ao caixa da empresa? A resposta é uma só: uma força compradora intensa.

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Ao longo desta semana, a gestora Latache mais do que triplicou a participação que detinha na rede de tratamentos oncológicos desde dezembro.

Dessa forma, a gestora de Renato Azevedo agora possui 6,84% do capital social da Oncoclínicas, equivalente a cerca de 44,6 milhões de ações ONCO3.

Não à toa, as ações ONCO3 saltaram mais de 20% no pregão da última terça-feira (19) e avançaram outros 16% hoje, estancando parte da sangria dos papéis, que acumulam desvalorização de 70% em 12 meses.

A nova acionista da Oncoclínicas (ONCO3)

Aliada à pressão compradora por parte da própria gestora, a chegada da Latache no quadro de acionistas da Oncoclínicas também animou o mercado, visto que se trata de um investidor endinheirado — enquanto a empresa de serviços oncológicos enfrenta fortes pressões no caixa e endividamento.

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Hoje, a Oncoclínicas é uma das companhias de saúde mais alavancadas da bolsa brasileira, em um momento de encarecimento do custo da dívida em meio à alta dos juros no país.

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Apesar de ter reportado um fluxo de caixa positivo no terceiro trimestre de 2024, o mercado permanece cético quanto à sustentabilidade financeira da Oncoclínicas, especialmente devido a investimentos incertos e uma nova estratégia de crescimento que deverá impactar as receitas. 

É por isso que os rumores da entrada da gestora de Renato Azevedo elevaram os ânimos dos investidores nos últimos dias.

De acordo com o portal Pipeline, Azevedo e o fundador e CEO da Oncoclínicas, Bruno Ferrari, já se conheciam por serem naturais de Belo Horizonte, mas foi só no fim de dezembro que a gestora começou a montar posição na empresa de tratamentos contra o câncer.

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O investimento causou certa estranheza, já que a Latache é conhecida por investir em special situations, que proporcionam maiores retornos. 

No entanto, o portal afirma que o desconto das ações da Oncoclínicas (ONCO3) teria ficado tão grande na bolsa que o retorno potencial justificaria o investimento da gestora.

  • LEIA TAMBÉM: BB Seguridade anuncia R$ 4,4 bilhões em dividendos, mas não está entre as 5 ações preferidas para investir agora; entenda

De acordo com o comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), os fundos da Latache não possuem em sua base de cotistas qualquer outro acionista relevante da Oncoclínicas.

Além disso, segundo a carta enviada pela instituição financeira, o objetivo da aquisição da fatia não é alterar a composição de controle ou a estrutura administrativa da companhia. 

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*Com informações do Pipeline.

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