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Alta do petróleo impulsiona petroleiras na bolsa e leva PetroReconcavo a subir mais de 4%, mesmo após o BTG reduzir o preço-alvo das ações de R$ 21 para R$ 19
As petroleiras avançam em bloco nesta terça-feira (9), acompanhando os ganhos do petróleo, que chegou a subir mais de 2% no mercado externo — mas uma ação ganha os holofotes: PetroReconcavo (RECV3).
Enquanto Petrobras ON (PETR3) avança 1,89% e Petrobras PN (PETR4) sobe 1,34%, Prio (PRIO3) tem alta de 1,28% e Brava (BRAV3), de 0,99%, os papéis da RECV3 já chegaram a subir mais de 4% no pregão de hoje.
Segundo relatório do BTG Pactual, a companhia mantém disciplina, com forte proteção contra riscos. Além disso, a baixa alavancagem, o financiamento barato e a geração consistente de caixa sustentam uma alocação de capital flexível, com dividendos como cenário-base e fusões e aquisições seletivas como potencial adicional de valorização.
Mas, apesar dos pontos positivos, os analistas reduziram o preço-alvo das ações da PetroReconcavo de R$ 21 para R$ 19, após atualizar o modelo com base nos últimos resultados. A recomendação de compra foi mantida.
De acordo com relatório assinado por Luiz Carvalho e Gustavo Cunha, a PetroReconcavo deve entregar um dividend yield médio de 12% ao ano entre 2025 e 2027, acumulando um retorno de 35% no período.
Esse desempenho, segundo o BTG, é sustentado por um cash breakeven em torno de US$ 30 por barril, cerca de 50% da produção com hedge a US$ 65 por barril até 2026 e alavancagem controlada, de 1,1 vez a relação dívida líquida/Ebitda no fim de 2025.
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Os analistas também ressaltam que a PetroReconcavo se diferencia pela disciplina na alocação de capital, priorizando dividendos como cenário-base.
Segundo o banco, fusões e aquisições são vistas apenas como oportunidades adicionais, sempre de forma seletiva, enquanto a geração consistente de caixa e o baixo custo de financiamento garantem flexibilidade à estratégia.
O BTG avalia que a PetroReconcavo precisa de catalisadores de curto prazo, em meio a um crescimento modesto de produção.
O banco revisou para baixo as projeções de produção para a companhia, agora em 27,4 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d) em 2025 e 28,8 mil boe/d em 2026, diante de um ramp-up mais lento do que o esperado.
Com isso, também elevou a estimativa de custos de extração para US$ 14/boe em 2025 e US$ 13,30/boe em 2026.
O banco também adotou uma postura mais cautelosa em relação aos preços realizados, projetando descontos líquidos médios de US$ 11,40 por barril para o petróleo da Bacia Potiguar e de US$ 2,50 por barril para o da Bahia em 2026 e 2027.
Em agosto, a produção da PetroReconcavo recuou 1,6% em relação a julho, para 26,4 mil boe/d, conforme dados preliminares divulgados na última sexta-feira (5).
*Com informações do Money Times
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