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Os resultados do banco serão divulgados após o fechamento dos mercados nesta quarta-feira (30). Confira as expectativas

Tido como a zebra da última rodada de balanços dos bancos, o Bradesco (BBDC4) chega à temporada de resultados do segundo trimestre de 2025 com ânimo renovado. A expectativa é de números sólidos em termos de lucratividade e rentabilidade. No entanto, o ritmo de crescimento pode começar a deixar a desejar.
O banco comandado por Marcelo Noronha divulgará seus números na noite desta quarta-feira (30), após o fechamento dos mercados.
Apesar das perspectivas encorajadoras, os analistas alertam para um ritmo mais lento do que no início do ano.
A expectativa é de que o Bradesco registre um lucro líquido de R$ 5,969 bilhões no segundo trimestre, de acordo com o consenso da Bloomberg.
Isso representaria um crescimento de 41,7% em relação ao mesmo período de 2024, mas estabilidade em comparação com o primeiro trimestre de 2025.
Em termos de rentabilidade, o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) deve chegar a 14,4%, de acordo com a média das projeções compiladas pelo Seu Dinheiro.
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Trataria-se de um aumento de 3 pontos percentuais em relação ao mesmo intervalo do ano passado, mas mantendo-se alinhado ao desempenho do primeiro trimestre deste ano.
O Bank of America (BofA) espera que o banco siga em recuperação, impulsionado pelas margens com clientes e pela divisão de seguros. No entanto, os maiores encargos de provisões e uma margem com o mercado mais fraca devem pesar um pouco no resultado.
Já a XP Investimentos prevê uma queda “modesta” nos lucros do Bradesco em relação ao último trimestre, embora os analistas ressaltem que isso faz parte de um “processo de recuperação não linear” pelo qual o banco está passando.
“O Bradesco continua no caminho certo, mas as melhorias provavelmente virão em etapas, em vez de uma linha reta”, avaliou a XP.
Na avaliação dos analistas, o Bradesco pode desacelerar o crescimento da sua carteira de crédito, principalmente devido a uma postura mais cautelosa em relação ao crédito e ao câmbio mais volátil.
A expectativa é que o banco adote uma abordagem mais conservadora em relação a novas concessões.
Para o Goldman Sachs, a rentabilidade do Bradesco continuará a crescer, com destaque para os bons resultados da divisão de seguros, mesmo enfrentando uma base de comparação forte no 1T25.
O Safra também aponta que a área de Bradesco Seguros deve impulsionar a rentabilidade no trimestre, com um desempenho bem acima do guidance.
Já o Citi projeta que o banco continuará a melhorar os resultados, com um custo de funding mais baixo, mix de ativos mais saudável e controle da qualidade dos ativos.
“Vemos os esforços do banco para aumentar a eficiência sendo refletidos de forma mais clara à medida que o tempo passa”, escreveram os analistas.
Apesar das expectativas positivas, o mercado estará atento ao comportamento da carteira de crédito do Bradesco, especialmente no que diz respeito à inadimplência.
Alguns analistas preveem uma "deterioração modesta" da qualidade dos ativos e do custo de risco no trimestre.
O Safra, por exemplo, acredita que um aumento leve nas linhas limpas pode começar a refletir na qualidade dos ativos do banco, o que poderia aumentar as provisões.
Contudo, o Bank of America projeta que a inadimplência deverá permanecer sob controle, com os encargos de provisões crescendo a um ritmo mais baixo do que o crescimento da carteira de crédito expandida.
Isso deve ser sustentado pela estratégia do Bradesco de focar em empréstimos garantidos e em segmentos de alta renda.
Após dar sinais claros de que sua reestruturação estava começando a gerar resultados, o Bradesco conseguiu reconquistar a confiança do mercado.
Desde a divulgação do último balanço, uma série de casas de análise se rendeu ao apetite pelas ações do banco, reflexo do otimismo crescente.
Hoje, o Bradesco acumula sete recomendações de compra e cinco neutras, segundo dados compilados pela plataforma TradeMap.
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