Nubank (NU/ROXO34) pode subir cerca de 20% em 2026, diz BB Investimentos: veja por que banco está mais otimista com a ação
"Em nossa visão o Nubank combina crescimento acelerado com rentabilidade robusta, algo raro no setor, com diversificação de receitas, expansão geográfica promissora e a capacidade de escalar com custos mínimos sustentando nossa visão positiva", escreve o BB Investimentos.

A tese do crescimento do Nubank continua arriscada, e as ações apresentam instabilidade. Mesmo assim, vale a pena investir: o BB Investimentos tem recomendação de compra para os papéis e projeta alta de aproximadamente 20% em um ano, após revisar as estimativas.
Em novo relatório, o BB Investimentos aumentou o preço alvo da fintech. Negociada na bolsa de valores de Nova York (NYSE) sob o ticker NU, as ações podem chegar a US$ 20,00 no final de 2026 (antes, a estimativa era de US$ 14,40). Isso representa um potencial de alta de 19,76% sobre o preço atual, de US$ 16,70.
Já seus BDRs (Brazilian Depositary Receipts), negociados na B3 sob o ticker ROXO34, podem chegar a R$ 18,30, valorização de 19,84% sobre o valor de hoje, R$ 15,27.
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Ponto de virada do Nubank
O ambiente de juros altos e a inadimplência em expansão são motivos de atenção para os investidores. Por isso, além de um crescimento pressionado, até o segundo trimestre deste ano, os papéis do roxinho estavam aquém dos principais índices das bolsas.
No entanto, os resultados recordes do segundo e do terceiro trimestres — quando o lucro líquido disparou 40% — mostraram que a fintech pode mais.
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A empresa tem alto nível de retorno: e ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) ajustado de 33% e índice de eficiência de 27,7%, os melhores patamares entre as empresas cobertas pelo BB Investimentos.
Com 127 milhões de clientes, sendo 110 milhões no Brasil, o Nubank já alcança 61% da população adulta do país. "Em nossa visão o Nubank combina crescimento acelerado com rentabilidade robusta, algo raro no setor, com diversificação de receitas, expansão geográfica promissora e a capacidade de escalar com custos mínimos sustentando nossa visão positiva", escreve o BB Investimentos.
O banco espera que a carteira de crédito cresça 37,5% por ano, em média, nos próximos cinco anos — a perspectiva anterior era de 31,5%.
Mesmo com crescimento, o BB Investimentos avalia que o Nu está tomando decisões mais conservadoras na concessão de crédito. Isso pode levar a margem líquida menor (29% na média, ante perspectiva anterior de 31,3%), e menor custo de crédito (em média de 14%, contra 15,2% anteriormente).
Entre os pontos positivos do maior banco digital da América Latina, segundo o BB-BI, estão sua base ativa e monetizável com modelo de baixo custo sem agências e com estrutura enxuta, com custo consistentemente inferior a US$ 1 por cliente.
Além disso, a expansão internacional no México e Colômbia, replicando sucesso do Brasil, e a obtenção de licença bancária nos EUA podem ser um potencial de alta no longo prazo.
Polêmicas recentes
Além dos EUA, a empresa também busca licença bancária no Brasil após uma nova regra do Banco Central que proíbe que instituições financeiras usem em seus nomes termos que sugiram uma atividade para a qual não tenham autorização específica. Por exemplo, impede que instituições sem licença para operar como bancos tenham a palavra "banco" no nome, tanto em português como em inglês.
Ao mesmo tempo, as tensões entre o Nu os bancos tradicionais esquentaram. O duelo começou após publicações de Vélez nas redes sociais no fim de novembro. Segundo ele, a fintech do cartão roxinho teria sido responsável por ampliar a inclusão, reduzir tarifas, estimular concorrência e contribuir mais para o público do que qualquer grande banco no Brasil.
Não demorou para que a Febraban reagisse. A associação acusou Vélez de omitir informações essenciais, sustentar “narrativas incompletas” e pintar um retrato que, segundo ela, não bate com os números da instituição.
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