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Renúncia de Ricardo Sartim amplia incertezas enquanto empresa negocia dívidas e tenta reorganizar o caixa
As mudanças no alto escalão da Alliança Saúde (AALR3), antiga Alliar, seguem se empilhando. Nesta sexta-feira (24), foi a vez de o CEO Ricardo de Magalhães Sartim deixar a companhia de saúde.
Menos de um ano após assumir o comando, o executivo renunciou hoje (24) aos cargos de diretor presidente e membro do conselho de administração.
Ele também deixou a posição de diretor financeiro (CFO), que havia assumido de forma interina em novembro de 2025.
O executivo estava na empresa desde 2023 e havia assumido a liderança da operação em maio do ano passado, em meio a um cenário que já exigia ajustes.
Os detalhes por trás da renúncia de Sartim não foram revelados. A decisão, segundo a empresa, foi tomada “em comum acordo” e por “motivos de ordem pessoal”.
Também não está claro se o executivo continuará à frente da operação até a eleição de substitutos interinos.
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Caso não, a saída de Sartim deixaria a companhia, ao menos temporariamente, sem dois dos principais executivos responsáveis pela condução da operação e das finanças.
Em comunicado ao mercado, a Alliança informou que já iniciou o processo de sucessão para os cargos vagos com a renúncia de Sartim.
O Seu Dinheiro entrou em contato com a companhia para esclarecer a situação da alta cúpula, mas não obteve retorno até o momento de publicação desta matéria.
No conselho de administração, ao menos, houve um movimento para recompor a estrutura mínima exigida.
A companhia aprovou a eleição de João de Saint Brisson Paes de Carvalho como novo membro independente, com mandato até a próxima assembleia geral após 19 de março de 2026.
Com isso, o colegiado passa a operar com três integrantes — o mínimo previsto em lei:
A turbulência na governança acontece em paralelo a um cenário financeiro cada vez mais pressionado para a Alliança Saúde.
Recentemente, a Fitch Ratings rebaixou o rating nacional de longo prazo da companhia para ‘C(bra)’ — apenas um degrau acima da inadimplência restrita (RD), equivalente a um calote.
Para os analistas, a nota reflete um “risco de crédito excepcionalmente alto em comparação com o dos pares”.
O gatilho para o rebaixamento foi a decisão da empresa de recorrer à Justiça para suspender, por 60 dias, cobranças de dívidas enquanto negocia com credores — uma medida que, na leitura da agência, se aproxima do início de um processo de inadimplência.
“A capacidade da Alliança de honrar o pagamento de suas obrigações financeiras está comprometida”, avaliam os analistas.
Como pano de fundo, há ainda dúvidas sobre os próximos passos do novo controlador.
O fundo Tessai FIP, da gestora Geribá Investimentos, passou a deter 59,8% da companhia em fevereiro. No entanto, segundo a Fitch, ainda há “baixa visibilidade” sobre a estratégia do fundo para endereçar questões centrais como liquidez, capitalização e condução dos negócios.
De acordo com a empresa, a gestão de Reynaldo Passanezi Filho, que deixa o cargo, foi marcada por um ciclo de crescimento da companhia, avanços em eficiência operacional e investimentos em níveis recordes
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