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Ocyan entra em nova fase após reestruturação, com foco em contratos da Petrobras e crescimento sustentável no setor de óleo e gás

A Ocyan está pronta para voltar ao jogo — e mira contratos relevantes da Petrobras (PETR4) ainda neste ano. No radar, estão projetos de peso, como os navios-plataforma de Albacora e Búzios 12. Com endividamento menor, a empresa voltou a pagar dividendos e já projeta uma nova distribuição em 2026.
Depois de uma reestruturação profunda, que reduziu a alavancagem em mais de 80%, a companhia (ex-Odebrech Óleo e Gás) avalia que entrou em um novo momento. “Vemos hoje a companhia preparada para uma nova fase de crescimento”, afirmou o CEO Rodrigo Lemos à Reuters.
Os prazos já estão no calendário: as propostas para Albacora devem ser entregues em julho, enquanto Búzios 12 tem deadline previsto para setembro.
Pelo tamanho dos investimentos, a Ocyan, que presta serviços para o setor de óleo e gás, pretende disputar os projetos em parceria. “As parcerias já estão muito bem alinhadas”, disse Lemos, sem revelar os nomes.
A estratégia agora é crescer, mas com cautela. “Queremos ganhar contratos que sejam saudáveis, que gerem valor”, afirmou o executivo, destacando que a companhia busca objetivos “mais audaciosos”, sem abrir mão da disciplina de capital.
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Ex-Odebrecht Óleo e Gás, a Ocyan passou os últimos dois anos focada em ajustes internos após a venda pela Novonor para fundos geridos por EIG e Lake Capital.
A reestruturação envolveu reorganização do organograma, simplificação de processos e reforço da estrutura de capital — etapa que deve ser concluída em meados deste ano, com ajustes finais em processos internos e tecnologia da informação.
Do lado financeiro, dois movimentos foram chave: a venda do FPSO (unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo e gás) Cidade de Itajaí e o refinanciamento do Pioneiro de Libra. Parte dos recursos foi usada para reduzir o endividamento.
O resultado foi uma virada relevante: a alavancagem caiu de cerca de 6 vezes dívida líquida/Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) para aproximadamente 1 vez ao fim de 2025. Com o balanço mais leve, a empresa voltou a pagar dividendos e já projeta uma nova distribuição em 2026.
Além disso, a companhia retomou o relacionamento com grandes bancos, em um sinal de melhora na percepção do mercado, um fator importante para disputar projetos de grande porte.
Além da operação de FPSOs, a Ocyan quer surfar uma nova onda no setor: o descomissionamento de ativos.
A empresa se prepara para participar da licitação da plataforma P-37 e também assinou um memorando com a Petrobras para estudar soluções integradas no desmantelamento submarino.
A estratégia inclui ainda diversificar a base de clientes e ampliar a oferta de serviços de maior valor agregado, especialmente em ativos maduros operados por petroleiras independentes.
A Ocyan já vem medindo forças nas últimas concorrências. No ano passado, participou de disputas importantes, incluindo o projeto Sergipe Águas Profundas (Seap), vencido pela SBM Offshore.
“Ficamos em segundo colocado, muito próximos da SBM. Obviamente que a gente queria ganhar, mas o fato de a gente ter conseguido colocar a proposta e ficar muito próximo, mostra que estamos no caminho certo”, disse Lemos.
*Com informações da Reuters e Money Times
RAIO-X DO SETOR
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