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Se o cenário de preços de energia traçado pelos analistas do banco se confirmar, as ações da companhia elétrica passarão por uma reprecificação, combinando fundamentos sólidos com dividend yields atrativos
A Eletrobras (ELET3) está com tudo pronto para se tornar uma das melhores pagadoras de dividendos em 2026, na visão do Itaú BBA. A tese se baseia na tendência positiva para a curva de preços da energia elétrica e em um fluxo mais favorável de ganhos com a RBSE (Rede Básica do Sistema Existente).
Segundo o banco, se o cenário de preços de energia traçado pelos analistas se confirmar, as ações da Eletrobras passarão por uma reprecificação, combinando fundamentos sólidos com dividend yields atrativos.
“Acreditamos que a companhia atualmente oferece uma das maiores assimetrias de valorização em nossa cobertura e pode também se tornar uma das melhores pagadoras de dividendos do setor [elétrico]”, afirma o time de analistas liderado por Fillipe Andrade.
A projeção do Itaú BBA é que os papéis ELET3 possam encerrar o próximo ano negociando a R$ 63,30, acima da estimativa anterior de R$ 54,90 para 2025 — um upside de 37% em relação ao fechamento da última sexta-feira (12), de R$ 46,30.
Após a revisão do banco, as ações da Eletrobras estavam entre as maiores altas do pregão de hoje, com alta de 3,56%, a R$ 47,96, por volta das 16h14.
Na visão do Itaú BBA, o preço atual da ação da Eletrobras embute um preço médio de longo prazo de R$ 108/MWh a partir de 2029, considerado excessivamente conservador e desalinhado com a direção do balanço energético do país.
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De acordo com o banco, o mercado trabalha com a visão de que os preços da energia elétrica cairão nos próximos anos. Para 2026, a projeção é de que o megawatt-hora (MWh) fique em R$ 251, contra cerca de R$ 310 atualmente. O valor segue em queda nos anos seguintes: R$ 213 em 2027, R$ 190 em 2028, R$ 200 entre 2029 e 2032, e depois se estabiliza em R$ 160 a partir de 2033.
Entre os argumentos para sustentar a visão de que os preços de energia se manterão em níveis mais elevados estão questões regulatórias — como as mudanças no SIN (Sistema Interligado Nacional) e as decisões do CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico).
No caso do SIN, rede que conecta todas as usinas e linhas de transmissão do país, houve uma alteração no planejamento da energia no Brasil. Antes, ele era feito considerando a geração e o consumo por dia inteiro; agora, o foco é hora a hora.
Com a expansão das matrizes solar e eólica, que variam muito ao longo do dia, tornou-se essencial analisar se em cada hora haverá geração suficiente para atender à demanda — o que, segundo os analistas, mudou completamente a dinâmica de preços.
Já o CMSE, diante do avanço das energias renováveis e de sua característica intermitente, decidiu não alterar os parâmetros de risco do modelo que calcula os preços da energia (o PLD – Preço de Liquidação das Diferenças).
Isso torna o modelo mais cauteloso, o que tende a manter os preços de energia mais altos, já que considera uma maior chance de acionar usinas térmicas, de acordo com o banco.
O BBA também cita a provável introdução de baterias na matriz energética nos próximos anos como uma variável que pode aumentar a demanda e, consequentemente, sustentar preços mais elevados.
“Cada R$ 10/MWh adicionados às premissas de curto/médio prazo (2026-2032) implicariam em um aumento de 3,6% no preço-alvo. Já cada R$ 10/MWh adicionados ao longo prazo (2033 em diante) implicariam em alta de 3%”, calcula o BBA.
No caso do RBSE, os analistas do Itaú BBA afirmam que o recente acordo entre a Eletrobras e a União foi positivo, pois encerrou a disputa sobre governança e definiu o fluxo de pagamentos. Antes desse acordo, havia o temor de que os repasses pudessem ser alterados, com o governo pressionando por uma redução das tarifas ao consumidor.
Além disso, a própria Eletrobras, após os resultados do segundo trimestre, detalhou suas projeções para alocação de capital, o que aumenta a visibilidade sobre a geração de caixa.
A companhia afirmou que irá acelerar investimentos em projetos brownfield (ativos já existentes), cuja receita é regulada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Os planos são elevar os aportes de R$ 3,3 bilhões em 2024 para cerca de R$ 6 bilhões por ano no médio e longo prazo.
Os ganhos com a RBSE, no entanto, são temporários e diminuem progressivamente até desaparecerem, à medida que a Aneel realiza revisões tarifárias. Por isso, a visão é de que os novos investimentos em transmissão servirão para compensar essa queda de receita.
“Essa estratégia aumenta a previsibilidade da geração de caixa e pode compensar a redução do RBSE”, afirma o banco.
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