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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

ROTA DE LONGO PRAZO

Embraer (EMBJ3) ainda pode ir além: a aposta ‘silenciosa’ da fabricante de aviões em um mercado de 1,5 bilhão de pessoas

O BTG Pactual avalia que a Índia pode adicionar bilhões ao backlog — e ainda está fora do radar de muitos investidores

Camille Lima
Camille Lima
28 de dezembro de 2025
15:34 - atualizado às 11:33
Embraer
Imagem: Divulgação

A incursão da Embraer (EMBJ3) na Índia começou fora do radar. Enquanto investidores acompanhavam recordes de encomendas, contratos robustos na aviação executiva e o bom momento do cargueiro militar KC-390, um movimento estratégico ganhava corpo em silêncio: a entrada gradual em um dos mercados de aviação que mais crescem no mundo — e que pode se transformar em um novo eixo de crescimento para a fabricante brasileira. 

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É justamente essa “pista indiana” que o BTG Pactual coloca sob a lupa, que emerge como um dos pilares do otimismo com a Embraer para os próximos anos.  

Na leitura do banco, a Índia reúne hoje uma combinação rara de fatores estruturais que favorecem a Embraer, mas que ainda não foi totalmente precificada pelo mercado. 

O potencial da Índia 

Com cerca de 1,5 bilhão de habitantes, renda per capita em aceleração e uma classe média em expansão, a Índia vive uma transformação profunda na forma como as pessoas se deslocam.  

O transporte aéreo passou a ser parte desse cotidiano — e os números refletem essa virada. 

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As projeções indicam que o volume de passageiros deve dobrar até 2030, impulsionado tanto por voos domésticos quanto por conexões internacionais.  

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Do lado das companhias aéreas, o efeito já é visível: mais rotas, maior utilização da frota e pedidos recorrentes de novas aeronaves. Em pouco mais de uma década, a malha aérea do país praticamente triplicou. 

Em paralelo, o governo indiano vem investindo pesado em infraestrutura, com novos aeroportos regionais, ampliação de pistas e terminais e projetos voltados a ampliar a conectividade entre cidades médias e grandes centros.  

É nesse ambiente que a Embraer começa a parecer uma peça que se encaixa melhor do que muitos investidores imaginam. 

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Onde a Embraer encontra espaço para crescer na Índia 

Na avaliação do BTG, a família de jatos E2 — a nova geração de aeronaves regionais da Embraer, mais eficiente e silenciosa — atende bem as necessidades do mercado indiano. 

O país combina rotas densas, ligações regionais e voos internacionais de curta e média distância, como Índia–Oriente Médio, Índia–Sudeste Asiático e Índia–África Oriental. 

A própria Embraer diz que os E-Jets oferecem vantagens para a Índia, permitindo ampliar a conectividade regional com maior eficiência de capacidade, atendendo à crescente demanda por rotas de menor densidade. 

O momento competitivo também joga a favor da empresa brasileira. A Airbus enfrenta gargalos na cadeia de suprimentos e problemas com motores, enquanto a Boeing ainda lida com restrições de produção e maior escrutínio regulatório.  

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Nesse cenário, a Embraer surge como uma alternativa viável, com prazos de entrega mais curtos e custos operacionais competitivos. 

Não por acaso, já circulam no mercado local rumores sobre uma possível encomenda entre 20 e 50 aeronaves comerciais.  

Mesmo em um cenário conservador, restrito ao modelo E175, isso poderia representar de US$ 1,2 bilhão a US$ 3 bilhões em valor de lista — algo próximo de 10% do backlog atual da empresa, segundo os analistas. Um volume nada trivial para um mercado que, até aqui, mal entrou nas contas dos investidores. 

Embraer na Índia: defesa, executiva e uma presença de longo prazo  

A aposta da Embraer no mercado indiano, porém, vai além da aviação comercial. No segmento de defesa, a empresa está posicionada para disputar um dos programas mais relevantes do país: o MTA, que prevê a substituição da frota envelhecida da Força Aérea Indiana. 

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O jato de transporte militar tático da Embraer, KC-390, concorre com pesos-pesados como o C-130J, da Lockheed Martin, e o A400M, da Airbus. Ainda assim, o BTG avalia que a aeronave brasileira oferece uma proposta moderna, versátil e com um histórico operacional cada vez mais robusto. 

Além disso, a parceria com a Mahindra Defence Systems — e a estratégia de produção local, alinhada à política “Make in India” — reforça a chance de a Embraer construir uma presença de longo prazo no ecossistema de defesa indiano. 

Esse movimento ganhou tração em maio, quando a empresa inaugurou uma subsidiária em Nova Délhi. A ideia é impulsionar, a partir da Índia, todas as cinco divisões da companhia — defesa, aviação comercial, executiva, serviços e suporte e mobilidade aérea urbana. 

O terceiro pilar: jatos executivos 

A aviação executiva completa o tripé dessa estratégia. A Índia atravessa um processo acelerado de enriquecimento, com crescimento consistente do número de famílias milionárias e de empresas com atuação regional e internacional, segundo o BTG 

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Esse cenário tende a alimentar a demanda por jatos executivos — um segmento em que a Embraer já ocupa posição de liderança global em algumas categorias, como a do Phenom 300E.  

Para o BTG, esse é mais um vetor que reforça a tese de que a “pista indiana” pode se tornar, nos próximos anos, um dos caminhos mais promissores de crescimento para a fabricante brasileira. 

A oportunidade no radar 

Na visão do BTG, a Embraer segue entregando aquilo que o mercado já aprendeu a reconhecer: recuperação operacional consistente, melhora gradual de margens e uma trajetória clara de desalavancagem financeira.  

Por isso, o banco mantém recomendação de compra para os papéis, com preço-alvo de US$ 79 para os ADRs negociados no exterior. 

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Os analistas apostam que, se o plano de voo se confirmar na Índia, pode ser justamente ali que a Embraer encontre uma das rotas mais longas — e promissoras — de sua próxima década. 

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