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Argentina tem desempenhado um papel central no desempenho do Mercado Livre, e o segmento de entregas utrarrápidas pode ser a nova frente de batalha no varejo on-line
Após o Mercado Livre (MELI34) ter entrado no radar dos investidores como um novo risco para as farmacêuticas, mais duas novas variáveis apareceram nas análises sobre a gigante do e-commerce: a questão política na Argentina, seu país de origem, e a compra de uma fatia da Rappi pela Amazon.
O governo argentino sofreu uma grande derrota no final de semana depois que o partido do presidente Javier Milei perdeu a disputa por cadeiras no Congresso. A derrota aconteceu na província de Buenos Aires, vista como um “termômetro” para a disputa presidencial.
“Com eleições legislativas marcadas para outubro e maus resultados recentes do governo nas urnas, o fator pode se tornar um obstáculo tático relevante e merece monitoramento”, diz a equipe de analistas do BTG Pactual.
Apesar das melhorias recentes em variáveis macroeconômicas, como a forte redução da inflação e o fim dos controles de capitais, o banco enxerga o cenário como ainda volátil no país.
O BTG afirma que o negócio do Mercado Livre na Argentina voltou a se consolidar como motor de lucros nos últimos trimestres, em parte pela melhora macroeconômica, sendo um dos principais fatores para revisões positivas nas estimativas desde o início de 2024.
Só no primeiro semestre de 2025, o país gerou US$ 2,9 bilhões em receita líquida, representando 23% do faturamento total. A contribuição direta para o caixa do Mercado Livre chegou a US$ 1,3 bilhão no semestre, implicando uma margem de 45% e respondendo por 44% da contribuição direta de US$ 2,95 bilhões.
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A expansão dos negócios na Argentina foi impulsionada pelas divisões de crédito, segmento particularmente sensível a mudanças econômicas, enquanto o governo de Milei vem melhorando algumas variáveis, como a inflação, por exemplo.
Além disso, o Mercado Livre acelerou os investimentos no país, em parte por conta da melhora macroeconômica, por isso, uma piora da conjuntura daqui para frente pode frustrar os planos do Meli.
“A Argentina se mantém como um mercado de alto risco e de alta recompensa, onde execução e agilidade regulatória serão determinantes para que o Mercado Livre sustente seu papel como espinha dorsal das finanças digitais no país”, afirmam os analistas do BTG.
Para o Santander, a entrada da Amazon no mercado de entregas ultrarrápidas indica que um dos próximos desafios dos players de e-commerce estará nesta frente.
A Amazon firmou uma parceria estratégica com a Rappi que inclui uma nota conversível de US$ 25 milhões e warrants para adquirir até 12% da companhia.
A parceria daria à Amazon a opção de converter uma participação minoritária, condicionada a marcos financeiros, ao mesmo tempo em que aproveita a rede que conecta a Rappi aos seus usuários e sua presença no varejo instantâneo pela América Latina.
A visão da equipe do Santander, liderada por Ruben Couto, é de que a promessa da Rappi “Turbo”, de entrega em menos de dez minutos, e sua crescente oferta de serviços financeiros devem complementar o e-commerce da Amazon na região.
O movimento adiciona mais uma frente estratégica ao uso de warrants com parceiros operacionais pela Amazon e pode posicionar a Rappi como parceira preferencial em mercados-chave.
“Enxergamos isso como passos iniciais na fase pós-fulfillment, em que a competição entre marketplaces online passa da escala logística para a densidade de entregas ultrarrápidas”, afirma o Santander.
O time enxerga que o impacto no curto prazo é limitado para o Mercado Livre, mas que se trata de um risco que merece atenção no médio prazo.
Para os analistas, o desbloqueio do capex logístico dos principais marketplaces ainda está em curso e o próximo desafio deve se concentrar no segmento de compras instantâneas (refeições, supermercados, farmácias e conveniência).
“Por ora, não mudamos nossa avaliação sobre o Mercado Livre, considerando a força de seu ecossistema e a difícil economia unitária para players de última milha. Ainda assim, acreditamos que a maior intensidade de subsídios e a competição pela oferta de entregadores podem se tornar um tema relevante a partir de 2026”, completam.
A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco
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