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O pedido de esclarecimento aconteceu depois que o jornal O Globo noticiou que a gestora IG4 busca espaço com proposta envolvendo bancos credores e acionistas da petroquímica

Mais um interessado na Braskem (BRKM5) fez com que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pedisse, nesta quinta-feira (28), esclarecimentos à petroquímica sobre as negociações envolvendo a parte da companhia que pertence à Novonor (ex-Odebrecht).
O pedido para colocar em “panos limpos” a saga da compra da Braskem aconteceu depois que o jornal O Globo noticiou que a gestora IG4 busca espaço, com uma proposta envolvendo bancos credores e acionistas.
Segundo fontes ouvidas pelo jornal, após o fim do prazo de exclusividade das negociações com Nelson Tanure, via fundo Petroquímica Verde, a estratégia passa a ser a entrada dos bancos no capital da Braskem.
As instituições financeiras, que detêm ações da companhia como garantia da recuperação judicial da Novonor, se tornariam acionistas por meio de um fundo administrado pela IG4.
Ainda conforme O Globo, com isso, os bancos passariam a controlar a Braskem, que passaria por uma reestruturação conduzida pela gestora.
A CVM questionou a veracidade das informações junto à petroquímica, solicitando ainda explicações sobre o motivo de as informações não configurarem fato relevante.
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Em resposta, a Braskem disse que informou ao mercado, via fato relevante, sobre o fim do prazo de exclusividade e a continuidade das negociações da Novonor com o fundo Petroquímica Verde.
Sobre as notícias de negociações entre os bancos credores e a gestora IG4, a Braskem afirmou ter questionado a Novonor, no dia 24 de agosto, sobre a existência de algum fato novo ou se o tema objeto de tais notícias alteraria o que já havia sido divulgado pela companhia.
Segundo a empresa, a Novonor respondeu que não havia fato novo material a ser reportado ou que modificasse os termos da comunicação já divulgada, razão pela qual não houve nenhuma divulgação adicional a respeito do tema.
A Novonor continua em tratativa com a Petroquímica Verde para a venda da participação que detém na Braskem, mesmo após o fim do prazo de exclusividade de três meses para a negociação da proposta, conforme comunicado da última semana.
No fim de maio, a Novonor assinou acordo de exclusividade para negociar a proposta não vinculante apresentada pelo fundo Petroquímica Verde, controlado pelo empresário Nelson Tanure, tendo como alvo a aquisição da NSP Investimentos — holding pela qual a Novonor controla indiretamente a petroquímica.
No entanto, uma fonte do Fundo Petroquímica Verde disse ao Seu Dinheiro que, se não houver segurança de que o passivo ambiental do desastre de Maceió não será transferido para os novos sócios e credores, “o fundo não irá assinar nada”.
“Tão importante quanto equacionar a dívida que a Odebrecht tem com os bancos que detêm a alienação fiduciária é a solução para a dívida da própria Braskem. A situação de caixa da Braskem está crítica”, afirmou ao Seu Dinheiro a fonte, que se manteve anônima.
*Com informações do Money Times
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