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O resultado operacional medido pelo Ebitda recorrente avançou dois dígitos e também veio acima das expectativas de Santander e Itaú BBA

* Texto atualizado às 18h34, porque comparava o lucro líquido com a estimativa de lucro líquido ajustado. As informações foram corrigidas.
A Cogna Educação (COGN3) mostrou que segue fazendo o dever de casa, mesmo após ter atingido as notas altas estabelecidas como meta para 2024 (se quiser saber mais sobre a virada da companhia, confira esta matéria aqui).
A empresa reportou lucro líquido ajustado de R$ 178,073 milhões no segundo trimestre deste ano, de acordo com balanço divulgado na noite desta quarta-feira (6).
O resultado veio acima das estimativas do Santander (R$ 153 milhões) e do Itaú BBA (R$ 122 milhões), e representa um salto de 252,9% em relação ao obtido no mesmo período de 2024 (R$ 50,454 milhões).
Já o lucro líquido sem ajustes foi de R$ 118,799 milhões, revertendo o prejuízo de -R$ 8,323 milhões de abril a junho do ano passado
O resultado operacional medido pelo Ebitda recorrente subiu dois dígitos, com avanço de 14,5%. Assim, atingiu R$ 551,7 milhões no trimestre, ficando também acima das expectativas do Santander (R$ 528 milhões) e do Itaú BBA (R$ 547 milhões). A margem nessa métrica, porém, caiu 0,3 ponto percentual, para 33,1%.
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Já a receita líquida consolidada da companhia atingiu R$ 1,664 bilhão no 2T25, um aumento de 15,5% em relação ao 2T24. Este valor superou as projeções tanto do Santander (R$ 1,627 bilhão) quanto do Itaú BBA (R$ 1,651 bilhão).
Este desempenho é particularmente notável, visto que o segundo trimestre é tipicamente um período de sazonalidade mais fraca para as empresas do setor de educação, devido à menor captação e dinâmica de geração de caixa.
O crescimento foi impulsionado pelo bom desempenho em todas as três unidades de negócios da Cogna:
O Acerta Brasil é uma solução educacional da Saber voltada para escolas públicas, que visa melhorar o desempenho dos alunos em avaliações externas, como o Ideb, que mede a qualidade da educação básica no Brasil.
Um dos pontos mais positivos do balanço da Cogna foi a Geração de Caixa Livre (FCF), que se tornou positiva em R$ 134,1 milhões no segundo trimestre deste ano, revertendo um valor negativo de R$ 104,6 milhões no 2T24. Este dado superou as expectativas do Santander (R$ 85,5 milhões) e do Itaú BBA (R$ 71 milhões).
A disciplina financeira da Cogna também se refletiu na redução de sua dívida líquida, que diminuiu em R$ 526,3 milhões em relação ao 2T24, alcançando R$ 2,8 bilhões no trimestre. O Santander esperava leve alta na dívida da companhia.
Consequentemente, a alavancagem (dívida líquida/Ebitda ajustado) atingiu 1,22x no 2T25, a menor desde o 4T18.
Um decreto publicado pelo governo em maio regulamenta o setor de cursos híbridos e à distância (EaD) e impacta em cheio as empresas de educação brasileiras.
Entre as novidades do decreto está o veto à oferta de cursos EaD nas áreas de direito, medicina, odontologia, enfermagem e psicologia.
Para saber mais sobre as novas regras e seus potenciais impactos nas empresas listadas, você pode ler esta matéria aqui.
O balanço da Cogna no 2T25 ainda não traz impactos visíveis desta nova regulação, mas certamente o assunto deve ser trazido à tona na teleconferência de resultados, programada para esta quinta-feira (7).
"Ainda não está claro o impacto financeiro, mas há riscos de queda no mercado endereçável e base de alunos, pressionando as estimativas de consenso. O próximo ciclo de captação — possivelmente o último com as regras antigas em alguns cursos de EaD — e as estratégias comerciais devem ganhar mais peso nos calls", afirmaram os analistas do BTG Pactual em relatório sobre os resultados do setor no trimestre.
A ação COGN3 acumula valorização de 157,41% somente neste ano e opera na casa de R$ 2,81.
A empresa conta com oito recomendações de bancos e casas de análise, sendo cinco de compra e três de manutenção.
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