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Camille Lima

Camille Lima

Repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap.

INVESTIMENTOS

O Brasil não vale o risco: nem a potencial troca de governo em 2026 convence essa casa de análise gringa de apostar no país

Analistas revelam por que não estão dispostos a comprar o risco de investir na bolsa brasileira; confira a análise

Camille Lima
Camille Lima
15 de julho de 2025
11:59 - atualizado às 10:27
Bandeira do Brasil, situação fiscal
Imagem: Canva Pro/Montagem Seu Dinheiro

Enquanto muitos investidores enxergam as eleições de 2026 como o tão aguardado ponto de inflexão para o Brasil, nem mesmo a possibilidade de uma mudança de governo convence a BCA Research a adotar um tom otimista. 

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Para os analistas da casa de análises gringa, a situação é clara: “o Brasil não vale o risco”.

O principal fator por trás dessa visão pessimista é o cenário fiscal do país. 

De acordo com a BCA, a trajetória da dívida pública brasileira é “insustentável”.

O problema fiscal do Brasil

Para os analistas, nem as negociações em curso entre o governo Lula e o Congresso sobre a reforma tributária, nem a possível eleição de um governo de direita nas próximas eleições serão capazes de estabilizar o rumo da dívida brasileira.

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Na visão da BCA, o déficit expressivo nas transações correntes do Brasil fará com que o real enfrente um desempenho inferior ao de outros emergentes, sem conseguir se beneficiar da depreciação do dólar como outras moedas tendem a fazer. 

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Além disso, os juros em níveis elevados — atualmente a Selic está em 15% ao ano e o Banco Central já indicou que os juros devem permanecer altos por mais tempo do que o esperado — também contribuirão para uma desaceleração mais acentuada da economia brasileira.

A projeção da BCA Research é de que o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro desacelere ainda mais do que o mercado está antecipando nos próximos seis a nove meses. 

A combinação de gastos públicos crescentes e uma economia em desaceleração agravará a relação entre a dívida pública e o PIB, o que, segundo os analistas, pode resultar em mais incertezas para o Brasil.

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Diante desse cenário, a avaliação da BCA é que o Brasil e seu mercado financeiro devem ficar para trás, especialmente quando comparados ao desempenho de outros países emergentes.

Por isso, os analistas não estão dispostos a comprar o risco de investir na bolsa brasileira.

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