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Camille Lima

Camille Lima

Repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap.

REAÇÃO AO BALANÇO

Nem os dividendos da Taesa conquistaram o mercado: Por que analistas não recomendam a compra de TAEE11 após o balanço do 4T24

O lucro líquido regulatório da empresa de energia caiu 32,5% no quarto trimestre. Veja outros destaques do resultado e o que fazer com os papéis TAEE11 agora

Camille Lima
Camille Lima
19 de março de 2025
11:05
Taesa TAEE11
Escritório da Taesa - Imagem: Facebook/Taesa

Em mais um trimestre consecutivo, a Taesa (TAEE11) entregou um balanço sem energia em 2024 — e nem o anúncio de novos dividendos foi capaz de animar o mercado. 

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Do lado dos resultados, o lucro líquido regulatório da empresa de energia caiu 32,5% no quarto trimestre em comparação com o mesmo período de 2023, para R$ 200,6 milhões. 

No acumulado do ano, o lucro encolheu 7,5% frente a 2023, a R$ 991,5 milhões.

Os papéis da Taesa iniciaram o pregão desta quarta-feira (19) no vermelho. Por volta das 10h45, as units TAEE11 caíam 0,93%, a R$ 34,04.

Outros destaques do balanço no 4T24

Por sua vez, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), indicador usado pelo mercado para mensurar a geração potencial de caixa de uma empresa, recuou 11,5% em relação ao quarto trimestre de 2023, a R$ 421,6 milhões.

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Segundo a empresa, o resultado é parcialmente explicado pela maior parcela variável devido à provisão referente às quedas de torres de energia operadas pela Taesa em outubro do ano passado.

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Se desconsiderando esses efeitos não-recorrentes, o Ebitda teria encerrado o 4T24 em R$ 480 milhões, cifra 0,8% maior na comparação anual.

Já a receita líquida da Taesa (TAEE11) ficou próxima da estabilidade no último trimestre de 2024, com leve contração de 0,5% no comparativo anual, a R$ 581 milhões.

Veja outros destaques do balanço:

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  • Dívida líquida: R$ 9,05 bilhões (-0,7% t/t)
  • Alavancagem: 4 vezes (estável em base trimestral)
  • Caixa: R$ 756,7 milhões (-30,9% t/t)
  • Custos, despesas e depreciação e amortização: R$ 258,3 milhões (+44,9% a/a)

O Safra avalia que os resultados da Taesa, em geral, vieram abaixo das expectativas, pressionados por receitas mais baixas em relação a 2023 e despesas mais altas que o esperado. 

“A empresa propôs a distribuição de dividendos mais altos que o antecipado, o que pode ser visto como positivo pelos investidores, mas sua alavancagem permanece alta”, avaliou o Safra.

Os dividendos da Taesa (TAEE11)

E por falar em proventos, a Taesa (TAEE11) também aprovou um pagamento de R$ 301,5 milhões em dividendos remanescentes aos acionistas.

O montante deverá ser pago em duas parcelas:

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  • R$ 190,6 milhões (equivalente a R$ 0,55 por unit TAEE11) em 28 de maio de 2025;
  • R$ 110,9 milhões (correspondente a R$ 0,32 por unit TAEE11) em 27 de novembro de 2025. 

A cifra também equivale a um retorno com proventos (dividend yield) de 2,6%, segundo o JP Morgan.

Se aprovados pelos acionistas, os proventos integrarão a proposta de destinação do lucro de 2024 aprovada pelo conselho, de um total de dividendos e juros sobre o capital próprio (JCP) referente ao exercício social de 2024 de R$ 900,1 milhões (R$ 2,61 por unit), representando um payout de 90,8% do lucro líquido regulatório da empresa.

Vale lembrar que a Taesa anunciou em maio uma nova política de dividendos, que previa um payout de no mínimo 75% do lucro líquido regulatório para o exercício social de 2024 e de 90% a 100% do lucro líquido regulatório a partir de 2025.

É hora de colocar a Taesa (TAEE11) na carteira?

Apesar dos dividendos brilharem aos olhos dos investidores orientados por proventos, a avaliação geral dos analistas é que não é hora de colocar os papéis da Taesa (TAEE11) na carteira.

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Segundo o portal TradeMap, de nove recomendações para a companhia de energia, seis delas são neutras e três de venda.

O JP Morgan, por exemplo, manteve recomendação “underweight, equivalente à venda, para a empresa de energia após o balanço do 4T24.

O Safra também seguiu com recomendação de “underperform”, equivalente à venda, justificada pelo valuation da Taesa.

“Acreditamos que o mercado estaria interessado em explorar a potencial participação da Taesa nos próximos leilões de transmissão”, avaliaram os analistas.

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Outro banco que continuou com recomendação de venda para as units da Taesa (TAEE11) é o BTG Pactual. “Vemos a ação sendo negociada a uma taxa interna de retorno (TIR) real pouco atraente de 6,1%, a mais baixa em nossa cobertura”, disse o banco.

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