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O lucro líquido regulatório da empresa de energia caiu 32,5% no quarto trimestre. Veja outros destaques do resultado e o que fazer com os papéis TAEE11 agora

Em mais um trimestre consecutivo, a Taesa (TAEE11) entregou um balanço sem energia em 2024 — e nem o anúncio de novos dividendos foi capaz de animar o mercado.
Do lado dos resultados, o lucro líquido regulatório da empresa de energia caiu 32,5% no quarto trimestre em comparação com o mesmo período de 2023, para R$ 200,6 milhões.
No acumulado do ano, o lucro encolheu 7,5% frente a 2023, a R$ 991,5 milhões.
Os papéis da Taesa iniciaram o pregão desta quarta-feira (19) no vermelho. Por volta das 10h45, as units TAEE11 caíam 0,93%, a R$ 34,04.
Por sua vez, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), indicador usado pelo mercado para mensurar a geração potencial de caixa de uma empresa, recuou 11,5% em relação ao quarto trimestre de 2023, a R$ 421,6 milhões.
Segundo a empresa, o resultado é parcialmente explicado pela maior parcela variável devido à provisão referente às quedas de torres de energia operadas pela Taesa em outubro do ano passado.
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Se desconsiderando esses efeitos não-recorrentes, o Ebitda teria encerrado o 4T24 em R$ 480 milhões, cifra 0,8% maior na comparação anual.
Já a receita líquida da Taesa (TAEE11) ficou próxima da estabilidade no último trimestre de 2024, com leve contração de 0,5% no comparativo anual, a R$ 581 milhões.
Veja outros destaques do balanço:
O Safra avalia que os resultados da Taesa, em geral, vieram abaixo das expectativas, pressionados por receitas mais baixas em relação a 2023 e despesas mais altas que o esperado.
“A empresa propôs a distribuição de dividendos mais altos que o antecipado, o que pode ser visto como positivo pelos investidores, mas sua alavancagem permanece alta”, avaliou o Safra.
E por falar em proventos, a Taesa (TAEE11) também aprovou um pagamento de R$ 301,5 milhões em dividendos remanescentes aos acionistas.
O montante deverá ser pago em duas parcelas:
A cifra também equivale a um retorno com proventos (dividend yield) de 2,6%, segundo o JP Morgan.
Se aprovados pelos acionistas, os proventos integrarão a proposta de destinação do lucro de 2024 aprovada pelo conselho, de um total de dividendos e juros sobre o capital próprio (JCP) referente ao exercício social de 2024 de R$ 900,1 milhões (R$ 2,61 por unit), representando um payout de 90,8% do lucro líquido regulatório da empresa.
Vale lembrar que a Taesa anunciou em maio uma nova política de dividendos, que previa um payout de no mínimo 75% do lucro líquido regulatório para o exercício social de 2024 e de 90% a 100% do lucro líquido regulatório a partir de 2025.
Apesar dos dividendos brilharem aos olhos dos investidores orientados por proventos, a avaliação geral dos analistas é que não é hora de colocar os papéis da Taesa (TAEE11) na carteira.
Segundo o portal TradeMap, de nove recomendações para a companhia de energia, seis delas são neutras e três de venda.
O JP Morgan, por exemplo, manteve recomendação “underweight”, equivalente à venda, para a empresa de energia após o balanço do 4T24.
O Safra também seguiu com recomendação de “underperform”, equivalente à venda, justificada pelo valuation da Taesa.
“Acreditamos que o mercado estaria interessado em explorar a potencial participação da Taesa nos próximos leilões de transmissão”, avaliaram os analistas.
Outro banco que continuou com recomendação de venda para as units da Taesa (TAEE11) é o BTG Pactual. “Vemos a ação sendo negociada a uma taxa interna de retorno (TIR) real pouco atraente de 6,1%, a mais baixa em nossa cobertura”, disse o banco.
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