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Camille Lima

Camille Lima

Repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap.

DESTAQUES DA BOLSA

Magazine Luiza (MGLU3) afunda quase 5% na bolsa após ata do Copom e lidera as perdas do Ibovespa hoje. O que está por trás do tombo?

A gigante do varejo não é a única no vermelho nesta sessão. No pódio de maiores quedas, a CVC (CVCB3) vem logo na esteira, com quedas da ordem de 4,55%

Camille Lima
Camille Lima
4 de fevereiro de 2025
12:22
Lu, mascote digital do Magazine Luiza (MGLU3), Magalu, com uma expressão de susto no primeiro plano; em segundo plano, números e gráficos indicando queda, na cor vermelha, sinalizando a baixa nas ações da empresa no Ibovespa
Lu, assistente virtual do Magalu - Imagem: Shutterstock/Montagem Julia Shikota

Mais uma vez, os juros emergem como detrator do desempenho do setor de varejo na bolsa brasileira. Desta vez, o “efeito pós-Copom” é quem faz as ações do Magazine Luiza (MGLU3) e de outras varejistas liderarem as perdas do pregão desta terça-feira (4).

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Por volta das 11h50, o Magalu caía 4,71% e liderava a ponta negativa do Ibovespa, negociado a R$ 6,88. No acumulado de 12 meses, a desvalorização chega a 64%.

Mas a gigante do varejo não é a única no vermelho nesta sessão. No pódio de maiores quedas do Ibovespa, a CVC (CVCB3) vem logo na esteira, com quedas da ordem de 4,55% no mesmo horário, a R$ 1,89.

O movimento de queda é generalizado entre as ações cíclicas — caso das empresas ligadas ao consumo e dos negócios que costumam operar mais alavancados, como os dos setores de educação e locação de automóveis —, que dominam as perdas da B3 no início da tarde.

O motivo por trás do mau humor? A abertura da curva de juros futuros (DIs) após a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) sinalizar que a Selic pode seguir em alta para além da reunião de março.

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Magazine Luiza (MGLU3) e outras quedas do Ibovespa:

NomeTickerÚltimoVariação
Magazine Luiza ONMGLU3R$ 6,88-4,71%
CVC Brasil ONCVCB3R$ 1,89-4,55%
MRV ONMRVE3R$ 5,38-3,76%
Carrefour ONCRFB3R$ 6,07-4,56%
LWSA ONLWSA3R$ 3,19-3,63%
YDUQS ONYDUQ3R$ 9,88-3,98%
Cogna ONCOGN3R$ 1,35-3,57%
Lojas Renner ONLREN3R$ 13,09-3,47%
Automob ONAMOB3R$ 0,31-3,13%
Pão de Açúcar ONPCAR3R$ 2,59-2,26%
Fonte: Investing.com

A ata do Copom e o impacto nas ações do varejo

A piora no apetite a risco dos investidores é resultado de um comunicado mais duro do Copom sobre o futuro dos juros, que fez ruir as esperanças de uma parcela do mercado de um ciclo mais curto de aperto monetário no Brasil.

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Os diretores do colegiado afirmaram que a indicação de mais uma alta de 1 ponto percentual (p.p.) na Selic na próxima reunião é “apropriada” ao cenário atual, assim como a decisão de seguir o guidance em janeiro.

Vale lembrar que, no fim de janeiro, o Copom (Comitê de Política Monetária) elevou a taxa Selic em 1 p.p, para 13,25% ao ano. O Banco Central também deixou contratada mais uma alta da mesma magnitude para a próxima reunião, o que colocará os juros no patamar de 14,25% a.a em março.

“O cenário mais recente é marcado por desancoragem adicional das expectativas de inflação, elevação das projeções de inflação, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho, o que exige uma política monetária mais contracionista”, afirmou o Copom, na ata sobre a última reunião.

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Sobre o guidance para além de março, o Copom destacou que a magnitude do ciclo de aperto monetário será ditada pelo “firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerá da evolução da dinâmica da inflação”. 

E o que isso tem a ver com o desempenho das ações do Magalu hoje? 

Em resumo, a falta de previsão sobre quando o ciclo de alta da Selic chegará ao fim influencia diretamente a curva de juros futuros (DIs), que passa a prever taxas mais altas no longo prazo.

O aumento dos DIs, por sua vez, impacta o desempenho das ações de varejistas como o Magazine Luiza. Isso porque as companhias mais endividadas e ligadas ao consumo tendem a ser mais sensíveis a fatores macroeconômicos, como os juros, já que operam com margens mais apertadas e dependem de crédito barato para crescer.

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*Com informações do Money Times.

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