Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Meu medo de aviões: quando o problema está na bolsa, não no céu

Tenho brevê desde os 18 e já fiz pouso forçado em plena avenida — mas estou fora de investir em ações de companhias aéreas

11 de junho de 2025
10:39 - atualizado às 10:22
Aviões da Varig e da Gol estacionados no aeroporto de Congonhas, zona sul da capital paulista em 2007
Aviões da Varig e da Gol estacionados no aeroporto de Congonhas, zona sul da capital paulista em 2007 - Imagem: Patricia Santos/Estadão Conteúdo

Antes de mais nada, cara amiga leitora, caro amigo leitor, desculpe-me a pegadinha do título.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tendo brevê de piloto desde os 18 anos de idade, era só o que faltava eu ter medo de aviões.

Já fiz uma aterrissagem forçada numa avenida movimentada da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, num sábado de verão em 1981. O mesmo aconteceu na estrada Rio-Belo Horizonte, próximo da cidade de Conselheiro Lafaiete, na primeira metade da década de 1970.

Pilotei aviões dos mais críticos, tais como o Uirapuru (T-23), que os aspirantes da FAB chamavam de “Pé na Cova”.

Medo de (investir em) aviões

Então por que o título da crônica?”, você pode estar indagando.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Estou me referindo a investir em ações de companhias aéreas e de fabricantes de aviões. Dessas, estou fora.

Leia Também

Mas vamos aos fatos.

O maior boom da aviação brasileira ocorreu logo após a Segunda Guerra Mundial.

Naquela oportunidade, a USAF (United States Air Force) se viu às voltas com milhares de aeronaves de transporte DC-3 – também conhecidas como C-47 ou Dakotas – e Curtiss C-46 Commando, que sobraram do conflito.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esses aviões foram configurados para transporte de passageiros e vendidos para todo o mundo, com pagamentos a perder de vista e sem taxa de juros. Evidentemente, era melhor do que deixar que apodrecessem.

Céu de brigadeiro

Aqui no Brasil, além das já existentes Varig, Panair do Brasil, Cruzeiro do Sul e Vasp, surgiram, ou cresceram muito, diversas companhias aéreas. Só de memória, posso citar Aerovias Brasil, Real, Nacional, NAB e Paraense.

Além do custo mais baixo dessas aeronaves, o preço da gasolina de aviação, naqueles anos pré-Opep, era ínfimo.

Como se tais fundamentos bullish não bastassem, havia também o fato de que o Brasil simplesmente não tinha malhas rodoviária e ferroviária adequadas ao seu tamanho. A inauguração da própria rodovia Presidente Dutra, a principal do país, só ocorreu em 1951.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos aeroportos Santos Dumont e de Congonhas, o intervalo entre as decolagens e pousos era inferior a cinco minutos.

Pois bem, as companhias aéreas brasileiras racharam de ganhar dinheiro. Infelizmente, nenhuma delas tinha ações negociadas em Bolsa. E a própria Bolsa era muito incipiente no Brasil.

Surgiram novos aviões que, por não serem mais sobras de guerra, deixaram de ser barganhas.

Entre essas aeronaves, vieram o Constellation, o DC-6 e o DC-7, o Convair, seguidos pelos turboélices Viscount, Avro e Samurai, entre outros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Consolidação nos céus

As maiores empresas começaram a engolir as menores. A Real comprou a Aerovias Brasil, transformando-se em Real Aerovias, que por sua vez comprou a Nacional.

Veio então a Varig e adquiriu a Real.

Uma curiosidade: o símbolo da Real era um “corcundinha”. E a empresa – numa atitude que nos tempos atuais seria considerada politicamente incorreta – contratava corcundas para ficarem no pé da escada dos aviões, de modo que os passageiros pudessem tocá-los nas costas, pois reza o catálogo de superstições que isso dá sorte.

Duas das empresas se destacaram não só no cenário doméstico como no internacional: a própria Varig e a Panair do Brasil.

A malha da Panair, que usou aviões Constellation, Super Constellation, Caravelle e DC-8, chegou ao Oriente Médio, com uma de suas linhas alcançando a cidade de Beirute.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As agências da Panair eram consideradas verdadeiros consulados brasileiros no exterior. Nelas, se podia tomar um cafezinho e ler os principais jornais cariocas e paulistas da véspera.

Acontece que, em 1965, o governo Castelo Branco, cujo ministro da Aeronáutica era o brigadeiro Eduardo Gomes, patrono da FAB, cassou a licença da Panair para voar. Os aviões da empresa passaram para a Varig.

ASSISTA TAMBÉM: SETOR AÉREO em ALERTA: O que levou GOL (GOLL4) e AZUL (AZUL4) à RECUPERAÇÃO JUDICIAL?

Aviões: um péssimo negócio na bolsa

Em termos de representação do Brasil, a Varig substituiu totalmente a Panair. Inclusive aumentando a abrangência de suas linhas, chegando ao Japão e à Austrália.

O serviço de bordo da Varig era considerado um dos melhores do mundo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As ações da empresa eram negociadas em bolsa. Só que quem as adquiriu, e as manteve em carteira, fez um péssimo negócio.

A Varig não sofreu morte fulminante como a Panair. Agonizou aos pouquinhos, diminuindo sua malha aérea e, ao fim, operando só voos de carga.

Chegou então a nova geração de companhias aéreas brasileiras: Gol, TAM (que virou LATAM) e Azul.

Delas, só se fica sabendo que estão envolvidas em recuperação judicial ou Chapter Eleven, que é o equivalente americano do processo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para quem pensa em aviação brasileira como investimento, restaria então comprar ações da Embraer, fabricante de grande prestígio internacional, célebre pela qualidade de seus produtos.

Acontece que, nesta época de tarifaços e outros tipos de protecionismo, a Embraer está amargando adiamentos e cancelamentos de encomendas.

A soma de tudo isso justifica meu medo de investir em aviões, embora adore estar a bordo de um deles, assim como adorava pilotá-los.

Um forte abraço,

Ivan Sant'Anna

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O DÓLAR VAI DERRETER?

Nem Lula, nem Flávio Bolsonaro: o vencedor nas pesquisas eleitorais é o real — e Citi monta estratégia para lucrar com o câmbio

28 de abril de 2026 - 17:08

Enquanto o mercado teme a urna, o banco norte-americano vê oportunidade; entenda a estratégia para apostar na valorização do real diante do cenário eleitoral acirrado no Brasil

VEJA DETALHES

IPO de até R$ 5 bilhões: Compass confirma oferta de ações que ‘sairão do bolso’ dos acionistas, incluindo a Cosan (CSAN3)

28 de abril de 2026 - 9:02

Operação será 100% secundária, o que significa que o dinheiro não entrará no caixa da empresa e, sim, no bolso dos acionistas vendedores, e pode envolver inicialmente 89,28 milhões de ações, com possibilidade de ampliação conforme a demanda

A GEOPOLÍTICA DO DINHEIRO

O dólar mais baixo veio para ficar? Inter corta projeção para 2026 e recalibra cenário de juros e inflação

27 de abril de 2026 - 20:09

Moeda norte-americana perde força globalmente, enquanto petróleo elevado e tensões no Oriente Médio pressionam inflação e limitam cortes de juros; confira as projeções do banco

CONTRATO DE EVENTO

B3 estreia 6 novos contratos de eventos: saiba como funcionam os “derivativos simplificados” de Ibovespa, dólar e bitcoin

27 de abril de 2026 - 19:15

O Seu Dinheiro explica de forma simples como funciona essa forma de operar derivativos com risco limitado

ALUGUEL DE AÇÕES EM DISPARADA

Às vésperas de eleição decisiva na Hapvida (HAPV3), controladores ‘mostram os dentes’ para defender o poder na empresa

27 de abril de 2026 - 18:45

Com aluguel de ações disparando, o movimento que normalmente indicaria pressão vendedora revela, na verdade, uma disputa silenciosa por poder, em que papéis são utilizados como instrumento para ampliar influência na assembleia que decidirá o futuro do conselho

OFERTA PÚBLICA DE AQUISIÇÃO

Sabesp (SBSP3) quer a Emae só para si: com oferta na mesa, EMAE4 dispara até 20% fora do Ibovespa

27 de abril de 2026 - 12:25

As ações da Emae saltam após a confirmação de que a Sabesp, acionista controladora, quer adquirir a totalidade das ações por R$ 61,83 por papel

RESUMO SEMANAL

Estrangeiros de saída do Ibovespa? Bolsa cai 2,8% na semana, mas Hapvida (HAPV3) brilha e dispara 15%

25 de abril de 2026 - 11:32

Nos últimos sete pregões, o saldo do investidor estrangeiro foi de saída líquida de cerca de R$ 3 bilhões

EXPANSÃO DO PORTFÓLIO

BTG Pactual Logística (BTLG11) quer surfar a onda dos galpões logísticos e anuncia oferta de até R$ 2 bilhões; confira os detalhes da operação

24 de abril de 2026 - 15:28

Embora a captação seja de cerca de R$ 1,6 bilhão, o BTLG11, que é um dos fundos mais populares entre os investidores pessoas físicas, também informou que poderá emitir um lote adicional de até 3.902.439 de cotas

RENDA EXTRA NA CONTA

Copel (CPLE3) define data para pagar dividendos de R$ 1,35 bilhão. Quem tem direito ao pagamento?

24 de abril de 2026 - 14:30

O setor elétrico é conhecido pelo pagamento de proventos atrativos. O BTG Pactual e o Safra, por exemplo, veem a ação com bons olhos para quem busca renda extra com dividendos.

TEMPORADA DE BALANÇOS

Lucro da Usiminas (USIM5) mais que dobra e ação salta 7%; dólar fraco e ‘mix premium’ turbinam os números do 1T26

24 de abril de 2026 - 13:14

Com preços mais altos, custos menores e mix voltado ao setor automotivo, siderurgia puxa Ebitda para R$ 653 milhões, enquanto mineração segue pressionada por volumes menores

CICLOS POSITIVOS

Vacância em lajes corporativas volta ao nível pré-pandemia em São Paulo, diz BTG Pactual — mas outro setor bate recordes e rouba a cena

24 de abril de 2026 - 12:01

Apesar das projeções otimistas, o banco identifica que regiões como a Vila Olímpia devem ser impactadas pela devolução de imóveis em breve

ONDA DE AQUISIÇÕES?

A corrida pelo “ouro do século 21”: acordo bilionário de terras raras da Serra Verde pode ser apenas o começo, prevê BTG  

23 de abril de 2026 - 19:11

Para os analistas, a Serra Verde acaba de inaugurar o que deve ser uma “onda de aquisições” em solo brasileiro

ENFERRUJOU?

Itaú BBA corta preços-alvo de CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3); entenda o principal motivo para a decisão

23 de abril de 2026 - 17:06

Para o BBA, as preocupações com a alavancagem têm pressionado o desempenho da CSN. No ano, a CMIN3 caiu 7%, enquanto a Vale (VALE3) subiu 20%

NEM PAPEL, NEM TIJOLO

FoFs roubam a cena entre FIIs e lideram retornos no último ano, mostra índice da Rio Bravo; confira o desempenho dos setores

23 de abril de 2026 - 13:21

Por contarem com ativos de crédito e de tijolo na carteira, os Fundos de Fundos tendem a ter portfólios mais defensivos em momentos de instabilidade, segundo gestora

REFORÇO BILIONÁRIO

Carro já era? Tesla (TSLA34) quer triplicar investimentos em 2026 com a ambição de Elon Musk em se tornar uma potência de IA

23 de abril de 2026 - 11:57

A fabricante de carros elétricos aumentou o plano de aportes para US$ 25 bilhões neste ano, com foco em robotáxis, robôs humanoides, caminhão elétrico e fábrica de chips de inteligência artificial

NOVO VALOR

Small cap da bolsa recalcula dividendos de R$ 150 milhões após recompra de ações; veja novas datas e valores por papel

23 de abril de 2026 - 11:03

A Iguatemi (IGTI11) atualizou, na noite de quarta-feira (22), os dividendos que serão pagos ao longo de 2026

ESTRATÉGIA DE ELITE

Segredo de R$ 5 bilhões: a regra de ouro dos multimilionários para proteger o patrimônio (e como você pode copiar)

23 de abril de 2026 - 6:04

Quer investir como um magnata? O segredo está na diversificação inteligente e no patrimônio integrado; confira as lições da Ghia para preservar capital mesmo em tempos de guerra

O QUE COMPRAR AGORA

A mamata da bolsa acabou? Ibovespa pode chegar nos 210 mil pontos, segundo o BofA, mas as ações já não estão baratas

22 de abril de 2026 - 17:29

O Bank of America elevou o alvo para o Ibovespa em 2026, mas lembra que o rali é carregado por gigantes da bolsa brasileira e pelo fluxo aumentado de estrangeiros fazendo negócios por aqui

NA PONTA DO GIZ

Yduqs, Cogna, Ânima, Ser… empresas de educação devem sofrer no 1T26; veja quem ganha e quem perde, segundo o BofA

22 de abril de 2026 - 16:21

Em algumas empresas, os programas híbridos e presenciais devem absorver parte das quedas de matrículas do ensino à distância

O VAIVÉM DA TRÉGUA

Trump leva turbulência aos mercados, coloca bolsas em zona de perigo e faz o petróleo decolar

21 de abril de 2026 - 17:35

O temor de que o grande acordo prometido pelo presidente norte-americano não saia do papel — dando lugar à prontidão militar — fez os investidores apertarem o botão de venda

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia