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Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

EXTREME MAKEOVER

Como o pedido de recuperação da subsidiária da Avon pode ajudar a Natura (NTCO3) a resolver problemas na Justiça dos EUA

Unidade norte-americana da Avon sofre com processos relacionados ao suposto uso de amianto em produtos; Natura vai apoiar recuperação da subsidiária

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
13 de agosto de 2024
8:58
Montagem com quebra cabeças exibindo as marcas Avon e Natura (NTCO3)
Montagem com quebra cabeças exibindo as marcas Avon e Natura (NTCO3) - Imagem: Shutterstock / Montagem SD

A aquisição da rival Avon tinha tudo para ser uma tacada de mestre para a Natura (NTCO3). Mas o negócio vem se revelando a cada dia uma cilada para a empresa brasileira de cosméticos.

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Pois agora a Natura agora vai precisar lidar com mais um desafio relacionado à aquisição. Isso porque a Avon Products, subsidiária da marca nos Estados Unidos, entrou com um pedido de recuperação judicial (Chapter 11).

Por outro lado, o processo pode ajudar a resolver de vez o enorme problema que se tornou a operação norte-americana da Avon, de acordo com analistas. Em particular, os processos que a unidade sofre pelo suposto uso de amianto em produtos.

"Makeover" terá empréstimo e aquisição de operações

Principal credora da subsidiária, a Natura informou que apoia o processo de recuperação e continua acreditando no potencial da marca Avon.

De todo modo, o "makeover" terá impacto no caixa da empresa brasileira, que se comprometeu com um financiamento de US$ 43 milhões (R$ 236 milhões) à unidade norte-americana.

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Além disso, a Natura pretende fazer uma oferta de US$ 125 milhões pelas operações da Avon fora dos EUA. A empresa pretende usar créditos contra a subsidiária nessa operação, que terá supervisão da corte judicial norte-americana.

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Vale lembrar que a Natura já avaliava a separação dos negócios da Avon. Mas agora o grupo vai suspender os estudos até a conclusão da recuperação da subsidiária da marca.

Ainda de acordo com a empresa brasileira, o processo da Avon não traz impactos às operações fora dos EUA. Isso inclui a América Latina, onde a marca tem distribuição da Natura.

Natura (NTCO3), Avon e o talco com amianto

A subsidiária norte-americana da Avon se tornou uma dor de cabeça ainda maior para a Natura a partir de 2022. Foi quando a unidade sofreu uma condenação na Justiça em um pedido de reparação de mais de US$ 40 milhões após consumidores constatarem que produtos continham amianto.

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Ainda que a fórmula oficial não contenha a substância, a alegação foi a de que os produtos em pó que continham talco podem ter sido contaminados durante os processos de formação e mineração. De acordo com a companhia, os produtos deixaram de ser vendidos em 2016.

Para os analistas do JP Morgan, o pedido de "Chapter 11" da Avon Products é um um passo relevante em direção a uma solução desse caso, que vem drenando recursos do caixa da companhia.

Por fim, os analistas lembram todos os processos pertencem a operações legadas da Avon nos EUA, que nunca fizeram parte da Natura.

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