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Nova pedra no sapato

Avon dos Estados Unidos é condenada por amianto na composição de produtos e Natura (NTCO3) deverá desembolsar mais de US$ 40 milhões

Ainda que a fórmula oficial não contenha a substância, o casal Chapman apontou que os produtos em pó que continham talco podem ter sido contaminados durante os processos de formação e mineração.

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Imagem: Shutterstock / Montagem SD

A Avon acaba de colocar mais uma pedra no sapato da Natura&Co (NTCO3). A empresa informou nesta segunda-feira (19), que a sua subsidiária americana foi declarada culpada em um processo na Califórnia e deverá honrar com danos compensatórios e punitivos na casa dos US$ 46 milhões (algo em torno de R$ 245 milhões, no câmbio atual). 

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As ações da companhia figuram entre as maiores quedas do dia. Por volta das 12h, o recuo era de 2,22%, a R$ 9,70

A Avon dos Estados Unidos foi incluída como um dos 30 co-réus em fevereiro deste ano. O casal Rita-Ann Chapman e Gary Chapman entraram com um pedido de reparação após constatarem que produtos vendidos pela companhia continham amianto em sua fórmula, contribuindo para o desenvolvimento de um mesotelioma — um câncer que atinge as paredes torácicas e abdominal — em Rita-Ann.  

Ainda que a fórmula oficial não contenha a substância, o casal Chapman apontou que os produtos em pó que continham talco podem ter sido contaminados durante os processos de formação e mineração. 

A subsidiária da Natura foi condenada a pagar US$ 36 milhões em danos compensatórios e US$ 10,3 milhões em danos punitivos. As sentenças foram definidas em 14 de dezembro e 16 de dezembro, respectivamente. 

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De acordo com a companhia, os produtos, que eram comercializados desde a década de 50, deixaram de ser vendidos em 2016. Além disso, a empresa reforçou o seu compromisso com a avaliação e segurança do consumidor. 

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A Natura&Co deve recorrer da decisão, e acredita ter fortes fundamentos para anular o veredito. "A Avon dos Estados Unidos acredita que o tribunal excluiu indevidamente todas as as suas testemunhas factuais no julgamento e errou ao negar os pedidos de anulação". 

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