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As empresas ainda não entraram em um acordo formal, mas os investidores não perderam tempo em correr para se antecipar à possível união
O mercado de Inteligência Artificial (IA) é um setor multimilionário no qual a OpenIA, criadora do ChatGPT, tem relativa hegemonia. Mas a coroa será disputada por gigantes do setor de tecnologia como a Alphabet, dona do Google, e a Apple.
Essas últimas devem se juntar para integrar o Gemini (ex-Bard), a IA generativa do Google, aos celulares iPhone, de acordo com informações da Bloomberg de mais cedo.
O Gemini deve auxiliar no desenvolvimento de softwares e novas aplicações do iPhone em um futuro próximo. Vale lembrar que a Apple chegou a entrar em contato com a OpenIA para o mesmo projeto.
Apesar disso, o projeto ainda está em fase preliminar. Ambas empresas ainda não entraram em um acordo formal, mas os investidores não perderam tempo em correr para se antecipar à possível união.
As ações da Alphabet chegaram a saltar mais de 6% em Nasdaq, e os papéis da Apple, quase 3%. No entanto, a alta arrefeceu ao longo do pregão em Nova York.
A parceria entre Google e Apple poderia trazer para o Gemini bilhões de usuários dos smartphones da empresa — ainda que a Apple também esteja na corrida para desenvolver sua própria IA generativa, como o ChatGPT.
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Seja como for, as fontes dizem que as facilidades devem aparecer no mais recente sistema operacional da Apple, o iOS 18, que já seria baseado na linguagem de IA própria da empresa.
Mas o novo sistema não faria nada de muito diferente do que as IAs generativas fazem hoje: dar respostas com base em comandos (prompts) simples e criar imagens.
O ChatGPT 4.0, versão mais recente e paga do sistema da OpenIA, já pode fazer isso, enquanto o Gemini teve problemas com a geração de imagens e suspendeu essa funcionalidade temporariamente.
Desde o início do ano passado, a Apple vem testando seu próprio modelo de linguagem — a base para IAs generativas — com o nome Ajax. Alguns funcionários vêm testando um chatbot básico, apelidado carinhosamente de “AppleGPT”.
Contudo, a guerra das IAs conta com um inimigo inesperado: a regulação.
Isso porque a manipulação de imagens e textos se provou um verdadeiro titã a ser combatido na luta contra a desinformação.
Apesar de, muitas vezes, serem usadas para piadas na internet, uma pesquisa do Fórum Econômico Mundial intitulada “Riscos Globais para 2024” não vê tanta graça assim nessas brincadeiras.
O relatório foi produzido em colaboração com o Zurich Insurance Group e entrevistou mais de 1.400 especialistas em risco globais, lideranças políticas e empresários em setembro de 2023.
As preocupações são intensificadas pela proximidade com as eleições para a presidência nos Estados Unidos, marcadas para novembro deste ano. O atual presidente Joe Biden já afirmou que deve lançar sua campanha para garantir o segundo mandato.
Já do lado republicano, o favorito é Donald Trump, ex-presidente que vem sofrendo uma série de processos na Justiça e já está “inelegível” no Colorado.
E esse acordo entre a Apple e a gigante de tecnologia também está sob críticas na União Europeia, que está tentando forçar a Apple a tornar mais fácil para os consumidores mudarem seu mecanismo de pesquisa padrão do Google. Nos EUA, os agentes reguladores também se movimentam para levantar regras sobre o uso indiscriminado de IA.
À medida que a pressão regulatória aumenta e a inteligência artificial se torna mais predominante, o acordo de pesquisa atual pode, em última instância, ser menos lucrativo para ambas as empresas.
A produção superou em 0,5 ponto porcentual o limite do guidance da estatal, que previa crescimento de até 4%. O volume representa alta de 11% em relação a 2024.
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